Plaza de Mayo

No passeio pelo centro de Buenos Aires  ficamos um bom tempo na Plaza de Mayo, tirando fotos e observando as pessoas e prédios ao redor. Essa Praça é famosa pelos protestos de origem política e por ali se reunirem as conhecidas “Mães da Plaza de Mayo”, um grupo de senhoras que tiveram seus filhos desaparecidos ou mortos durante o período do Governo Militar na Argentina (1966/1983). 
 
História: A Praça de Maio (em espanhol Plaza de Mayo) é a principal praça do centro da cidade de Buenos Aires. A Praça sempre foi o centro da vida política de Buenos Aires, desde a época colonial até a atualidade. Seu nome comemora a Revolução de 1810, que iniciou o processo de independência das colônias da região do sul da América do Sul. A Praça de Maio encontra-se no chamado microcentro portenho, no bairro Monserrat. Tem forma aproximadamente retangular. Ao seu redor encontram-se vários dos principais monumentos da cidade, como o Cabildo hsitórico, a Casa Rosada (sede do Poder Executivo da Argentina), a Catedral Metropolitana, o edifício do Governo da cidade de Buenos Aires e a casa central do Banco Nación. A 25 de maio de 1811, um ano após a Revoulução de Maio, foi decidido comemorar a data com um monumento público. Levantou-se assim um obelisco no centro da Praça da Vitória, conhecido como Pirâmide de Maio. Este monumento foi reformado em 1856 pelo artista argentino Prilidiano Pueyrredón, que revestiu a pirâmide e a base com argamassa e adicionou relevos decorativos. O escultor francês Joseph Dubourdieu foi o autor da estátua da liberdade que coroa a pirâmide, além de outras estátuas ao redor do monumento que foram posteriormente retiradas. Em 1912 o monumento foi transladado até o centro da Praça de Maio, onde se encontra atualmente. Em 1873 foi inaugurada a estátua equestre de Manuel Belgrano, atualmente localizada em frente à Casa Rosada. Em 1912, a Pirâmide de Maio foi movida ao seu lugar atual, no centro da praça. Quatro estátuas que existiam ao seu redor foram então movidas para a praça em frente à Igreja de São Francisco da cidade. Em 1913 foi inaugurada a estação subterrânea do metrô na praça (estação Plaza de Mayo). Em 1942 a praça foi declarada Lugar Histórico. Em 1977 foi realizada a última reforma importante, com a instalação de canteiros de flores e modificações no calçamento. 
Durante séculos, a Praça de Maio reuniu ao seu redor importantes instituições como o Cabildo – sede da administração da cidade – e o Forte de Buenos Aires, substituído depois pela Casa Rosada – sede de governo colonial e mais tarde da República Argentina. Por isso, a praça sempre foi o epicentro de acontecimentos de grande importância para a cidade e o país. O próprio nome da praça comemora a Revolução de 25 de maio de 1810, quando os habitantes mais destacados da cidade reunidos no Cabildo de Buenos Aires decidiram não mais obedecer ao governo espanhol, à época dominado pelas forças de Napoleão. Essa revolução foi o prenúncio da independência definitiva do país, declarada em 1816 em Tucumán. Em 17 de outubro de 1945, as mobilizações populares organizadas pela CGT e Eva Perón terminaram com a libertação de Juan Domingo Perón, que mais tarde seria eleito presidente da Argentina. Desde então, o movimento peronista se reúne anualmente na Praça de Maio para celebrar. Muitos outros presidentes, democratas ou não e até jogares de futebol e sua torcida, também desfrutam em celebrar na praça seus triunfos. Desde a década de 70 as Mães da Praça de Maio se reúnem com fotos de seus filhos desaparecidos pelos militares e a ditadura argentina. O povo argentino foi a Praça mais uma vez em março de 1982, para exigir o fim da ditadura, e novamente em 2 de abril do mesmo ano, para celebrar o ditador Leopoldo Galtieri, que havia decidido ocupar as Ilhas malvinas, dando começo assim a Guerra das Malvinas. A Praça de Maio também foi cenário dos conflitos sociais ocorridos em 19 e 20 de dezembro de 2001 que levaram à renúncia do presidente Fernando de la Rúa.

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Minha mãe e eu na Plaza de Mayo.

Obelisco da Plaza de Mayo.

Vagando pela Plaza de Mayo.

Dona Vanda na Plaza de Mayo.

Uma espécie de capsula do tempo na Plaza de Mayo.

Vander no meio da Plaza de Mayo.

Vander, Vanda e W@gner.

Estátua equestre da Plaza de Mayo.

Vander descansando na Plaza de Mayo.

W@gner descansando no chafariz da Plaza de Mayo.

A Plaza de Mayo com a Casa Rosada ao fundo.
Plaza de Mayo.

Buenos Aires

Os dias  que passamos em Buenos Aires foram  muito bons,  o clima ajudou e  não fez  tanto frio como esperávamos. Como minha mãe não pode andar muito em razão de um problema na perna, acabamos limitando um pouco nossos passeios e alongamos os momentos de descanso no hotel. Mesmo assim valeu a pena o passeio, pois a cidade é muito bonita e com pontos turísticos interessantes para visitar (veja algumas postagens especificas no Blog). Com relação a compras não exageramos muito, mas mesmo assim foi divertido comprar. O real está bem valorizado e valendo quase o dobro do peso argentino, então fica barato comprar algumas coisas e gastar com alimentação. Mesmo assim não vale a pena comprar roupas e eletrônicos, pois mesmo com nossa moeda valendo quase o dobro, os preços ficam iguais ou mais altos que no Brasil. A Argentina atravessa uma crise econômica e com inflação inconstante, e por essa razão alguns itens se tornam caros até mesmo para nós brasileiros. E com relação a alimentação, ficamos foi alternando idas ao Burger King e ao MacDonald´s. Em outras viagens  eu e meu irmão temos algumas lembranças quase trágicas de “alimentação nativa”, então melhor garantir o alimento que já conhecemos e que é praticamente igual em toda parte do mundo. Mesmo assim fomos comer fora algumas vezes, em restaurantes e pra não perder o costume o W@gner caiu numa roubada ao pedir um macarrão que tinha peixe no molho e peixe não é um item muito apreciado por nós. Sei que valeu a pena a visita a Buenos Aires e gostei tanto que pretendo voltar pra lá no ano que vem, possivelmente no retorno de uma outra viagem que está programada para terras argentinas no inicio de 2011. 

História: A fundação da cidade se deu em fevereiro de 1536, pelo espanhol Pedro de Mendoza que passou a chamá-la de Ciudad de Nuestra Señora Santa María del Buen Aire. Em 1541, devido a ataques indígenas na região, a cidade ficou completamente arrasada e abandonada. Um segundo e permanente assentamento foi estabelecido em 11 de junho de 1580 por Juan de Garay, que refundou a cidade com o nome de Ciudad de la Santísima Trinidad. Somente a partir de 1776, com a nomeação de capital do vice-reino do Rio da Prata, que a cidade começou a se desenvolver. Com a chegada de novas idéias vindas da Europa, os habitantes começaram a almejar os mesmos ideais da Revolução Francesa. As idéias liberais fomentaram movimentos emancipadores, que culminou na Revolução de Maio em 1810 e na criação do primeiro governo pátrio. Durante o século XIX, ocorreram inúmeros conflitos internos, que desencadearam em guerras civis no país. Mesmo com o clima de instabilidade da autoridade administrativa sobre a cidade, Buenos Aires passou a ser a residência do Governo Nacional e formava parte da província de Buenos Aires. Em 1880, com a vitória do Governo Nacional contra o governador da província de Buenos Aires, Carlos Tejedor, ocorreu a união da cidade ao sistema federal.  Houve a construção de novos edifícios, praças, monumentos, teatros, avenidas e o primeiro metrô ibero-americano. Em 1853 foi proclamada a primeira Constituição da Argentina. Com a reforma da Constituição em 1994, Buenos Aires passou a ter uma Constituição própria e um governo autônomo de eleição direta, mas foi somente em 1996 que oficialmente passou a ser denominada Ciudad Autónoma de Buenos Aires ou Ciudad de Buenos Aires.

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Entrada do Metro.Calle Florida

Buenos Aires

Buenos Aires

Buenos Aires

Jantar em família.
Anuncio brasileiro em Buenos Aires.

Buenos Aires

Passeio

Calle Florida

Tango na rua.

Buenos Aires

Buenos Aires

Viagem a Argentina

Já fui a Argentina seis vezes, mas sempre ao interior. Inclusive há uns 15 anos tive um affair com uma argentina, que não deu certo em razão dos mil quilômetros que nos separavam. Gosto dos argentinos, pois são simpáticos e receptivos, a rivalidade fica somente no futebol. Então quando meu irmão falou que estava indo pra Buenos Aires a trabalho (ele já tinha ido duas vezes pra Buenos Aires antes) dei um jeito de ir me encontrar com ele lá, pois sempre tive vontade de conhecer a capital portenha. E sem ele saber resolvi levar minha mãe junto. Seria uma surpresa pra ele. E pra compensar a viagem, também planejei dar uma passada no Uruguai. Foi um pouco complicado convencer minha mãe a ir junto, pois ela é meio caseira. E como ela tem um problema de saúde que não permite que ela ande muito, ela ficou com receio de ir. Mas depois de alguma conversa e a promessa de que não andaríamos muito, ela topou ir junto. E então parti de Campo Mourão de carro numa madrugada de quinta-feira e viajamos 85 km até Maringá, onde fica o aeroporto mais próximo com voos regulares. Deixamos o carro num estacionamento perto do aeroporto e fomos pegar nosso voo, o inicio de uma maratona que levaria quase o dia todo. Ao todo seriam quatro voos e seguiríamos para Buenos Aires via Montevidéu, no Uruguai.

O primeiro trecho foi tranqüilo, seguimos de Maringá até Curitiba pela Gol. Em Curitiba trocamos rapidamente de aeronave e seguimos para Porto Alegre. Eu que achava que tão cedo não voltaria a essa cidade, mas estava novamente ali, pela terceira vez esse ano. Parece que tem algo que me puxa para essa cidade e o aeroporto Salgado Filho é com certeza o aeroporto onde mais horas passei em minha vida. E pra aumentar minhas estatística, ficamos cinco horas esperando nosso próximo voo. Eu morrendo de sono acabei cochilando um bom tempo em uma mesa na Praça de Alimentação. Almoçamos no aeroporto e em seguida embarcamos num voo rumo a Montevidéu. Eu estava pregado e não demorei a pegar no sono. Isso foi bom, pois boa parte desse trecho foi de muita turbulência, coisa que detesto, pois ataca minha labirintite. Dessa parte do voo só lembro-me de minha mãe me perguntado se eu queria o lanche servido pela comissária, que era um sanduíche. Depois não me lembro de mais nada. Fui acordar pouco antes do desembarque em Montevidéu.

O aeroporto de Montevidéu é novo, grande e muito bonito, além de ter uma arquitetura moderna. Fizemos os tramites burocráticos e ficamos mais um bom tempo esperando o voo para Buenos Aires. Geograficamente Montevidéu e Buenos Aires não são muito distantes, cada uma fica de um lado do Rio da Prata. Existe a opção de ir de uma cidade a outra de barco. Pesquisei essa opção, mas era mais demorada e mais cara do que seguir por via área. Fizemos nosso tramite para seguir para a Argentina e tudo correu sem problemas. Todo o processo era feito do lado uruguaio, numa operação conjunta entre argentinos e uruguaios. Achei o sistema interessante. No inicio da noite embarcamos num avião da empresa uruguaia Pluna. O avião não era dos maiores, por muito pouco minha cabeça não batia no teto. De ponto negativo vale mencionar que a bagagem despachada é cobrada e a taxa de embarque é cobrada antes do embarque, e ambas tem preço em dólar e não é barato. O lanche a bordo também era cobrado em dólar, bem caro, então quase ninguém pediu. O voo foi rápido, pouco mais de meia hora. O desembarque não foi em Ezeiza, o grande aeroporto de Buenos Aires, mas sim no Aeroparque, um aeroporto menor e mais perto do centro. O desembarque foi feito na pista e logo pegamos nossa bagagem e fomos tomar um taxi.

A moeda brasileira está bastante valorizada na Argentina, valendo quase que dois por um. Então o taxi acabou sendo barato. Mas taxista é safado em toda parte do mundo, então sempre é bom tomar cuidado. O taxista nos mostrou uma tabela que continha o preço a ser cobrado entre o aeroporto e o centro. Achamos barato e pagamos pela tabela, sem o uso do taxímetro. Dias depois ao fazermos o mesmo trecho de volta, utilizando o taxímetro e fazendo uma parada (que foi cobrada) de 10 minutos pelo caminho, o valor cobrado foi menor do que o valor cobrado na ida. Chegamos ao nosso hotel, o mesmo que meu irmão estava hospedado, bem no centro da cidade próximo a famosa Cale Florida. Já na entrada deu pra perceber que tinha muito brasileiro hospedado ali. Fizemos os tramites e fomos para o quarto. Encontramos meu irmão que ficou surpreso e feliz com a presença de minha mãe. Após descansar um pouco fomos sair para jantar. E pra não ter surpresas com a comida local, fomos ao mais fácil que é encontrar um McDonald´s. Depois do lanche voltamos direto para o hotel e fomos dormir, pois o dia seguinte seria puxado.

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Eu e minha mãe em Porto Alegre.

Dormindo no aeroporto.

Dona Vanda curtindo o voo.

Aeroporto de Montevidéu.

Avião da Pluna.

A cabeça quase encostando no teto.

Voo entre Montevidéu e Buenos Aires.

Chegando a Buenos Aires.

Suculento jantar em Buenos Aires.

Dona Vanda e seu jantar.

Estádio do Pacaembu

Aproveitando a visita que fizemos ao Museu do Futebol que fica no Estádio do Pacaembu fomos conhecer a parte do Estádio que é aberta ao público. O estádio pertence a Prefeitura de São Paulo e atualmente é onde o Corinthians manda seus jogos. 

História: Inaugurado em 27 de abril de 1940 com a presença do então presidente da República, Getúlio Vargas, o qual foi recebido por enorme vaia dos paulistas por quem não era benquisto, do interventor Ademar de Barros e do prefeito Prestes Maia. A primeira partida foi disputada em 28 de abril de 1940, numa rodada dupla, entre o Palestra Itália, antigo nome da Sociedade Esportiva Palmeiras, e o Coritiba Foot Ball Club, e entre Sport Club Corinthians Paulista e o Clube Atlético Mineiro, a convite da prefeitura da capital. O Estádio Municipal do Pacaembu leva hoje o nome do “Marechal da Vitória”, Paulo Machado de Carvalho, chefe da delegação brasileira nas vitoriosas campanhas das Copas de 1958, na Suécia, e de 1962, no Chile.

Nos anos 70, a concha acústica foi demolida e no seu lugar construído o “Tobogã”, uma arquibancada com capacidade para dez mil pessoas, aumentando sua capacidade para cerca de 70.000 pessoas. Atualmente, a capacidade do Estádio do Pacaembu é de 37.952 pessoas. Desde o ano de 2008, existe em seu interior o Museu do futebol, uma homenagem à cidade onde foi introduzido o esporte bretão no Brasil através do paulista Charles Miller – descendente de ingleses e escoceses – e que é homenageado com o nome da praça em frente ao estádio. A maior goleada vista no estádio aconteceu em 1945, quando o São Paulo Futebol Clube venceu o Jabaquara da cidade de Santos por 12 x 1. O Corinthians é o time que mais atuou no Estádio do Pacaembu. A torcida o considera como sua casa, uma vez que seu campo de futebol, o Estádio Alfredo Schürig (mais conhecido como Fazendinha ou ainda Estádio do Parque São Jorge), não tem capacidade para receber jogos oficiais. O estádio foi tombado pelo CONDEPHAAT, em 1998, em virtude de seu estilo Art Déco, característico da época em que foi construído.

Estádio do Pacaembu
Estádio do Pacaembu
Estádio do Pacaembu

Museu do Futebol

Após o passeio pelas  serras de Minas Gerais e do Rio de Janeiro,  retornamos a  São Paulo. Por sugestão da Andrea fomos fazer um passeio que tinha faltado em minha visita anterior, que era conhecer o Museu do Futebol. O museu funciona debaixo da arquibancada do Estádio do Pacaembu e foi inaugurado há dois anos. Não é um museu tradicional com acervo de peças históricas, e sim um museu interativo. De peça histórica a única coisa que vimos lá foi uma camisa que o Pelé usou na decisão da Copa de 70. È uma visita interessante, que vale a pena. No final disputei uma partida de pebolim contra a Andrea e venci pelo placar de 10 x 0.  

O Museu do Futebol é um museu da história do Brasil. Uma história que tornou o futebol uma das mais reconhecidas manifestações culturais do país. Instalado em uma área de 6.900m² no avesso das arquibancadas de um dos mais bonitos estádios brasileiros, o Estádio Municipal Paulo Machado de Carvalho – mais conhecido como Estádio do Pacaembu, localizado em frente à Praça Charles Miller, em São Paulo. Visitar o Museu do Futebol é percorrer a história brasileira no século XX e perceber como nossos usos, costumes e comportamentos são inseparáveis da trajetória desse esporte. O futebol ajudou a formar a identidade brasileira, assim como a cultura brasileira ajudou a transformar o futebol. Os craques que o Brasil foi capaz de criar representam tanto a nossa cultura quanto os ícones das artes plásticas, da literatura, do teatro, da música.

Para saber mais: http://www.museudofutebol.org.br

Museu do Futebol
Museu do Futebol
Museu do Futebol

+ fotos da viagem a Visconde de Mauá

Abaixo algumas fotos interessantes dos quase quatro dias que passamos pela região de Visconde de Mauá, Vila de Maringá e Vila de Maromba. Algumas são bem legais, como a do Dálmata esperto que ficava em pé na frente de um restaurante enquanto ás pessoas comiam, esperando que jogassem algo pra ele. Outra curiosidade é a ponte de madeira que atravessávamos algumas vezes ao dia indo de Minas Gerais para o Rio de Janeiro e vice-versa. E tem também a Andrea pisando no cocô de cachorro.

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Divisa de estado entre MG e RJ.
Dálmata pidão.

Pés congelados.

Flores na mata.

Carro sujoooooooooooo...
Adivinha no que ela pisou?

Vila de Maringá.

Estrada em construção.

Descendo a serra.

Mapa da região.

Cachoeira do Santuário

Uma das cachoeiras mais legais que visitamos foi a Cachoeira do Santuário. Ela não é a maior e nem a mais conhecida, mas o “conjunto” que envolve a cachoeira acaba tornado-a interessante. Ela fica em uma propriedade particular e paga-se uma taxa de R$ 5,00 para visita-lá. A trilha que leva até a cachoeira é bem demarcada e cercada por árvores centenárias, muitas com uma tabuleta indicando qual a espécie. Nos lugares onde a trilha é perigosa existe um corrimão feito por cordas. Na entrada você recebe um pequeno mapa que te auxilia a encontrar os pontos de visitação no meio da mata. O local faz divisa com o Parque Estadual do Itatiaia. Segundo o dono do local, dali parte uma trilha que adentra o parque e da pra chegar próximo ao pico das Agulhas Negras. Mas segundo ele o acesso está fechado em razão da falta de chuva o que torna o risco de incêndio na mata muito alto. Fiquei muito interessado em fazer essa trilha, mas além da mesma estar fechada, não tínhamos tempo pra isso, já que demanda muitas horas de caminhada e também porque minha condição física em razão da hérnia de disco ainda não permite tal esforço.

Após percorrermos todo o caminho indicado no pequeno mapa que recebemos, passamos pela cachoeira, molhamos os pés na água gelada e percorremos outras trilhas no meio da mata. Daí seguimos até o alto do morro e de lá deu pra observar a extensão da mata. Um lugar muito bonito, com muito verde. Antes de ir embora conversamos um tempo com o Sebastião, dono do local. Ele é um mineiro bom de papo, de fala mansa e que contou que chegou ali há mais de trinta anos para ganhar a vida. E que torce para que a conclusão da estrada torne o local mais atrativo aos turistas e os negócios melhorem. E também torce que mesmo com o progresso o local seja preservado. Chegar até lá não foi nada fácil, a Andrea teve que exercitar ao maximo seus dotes de motorista e eu meus dotes de co-piloto.

Cachoeira do Santuário
Molhando o pés na água gelada.
Descalsa pela mata.
Mata e mais mata…
Loira perdida na mata!

Cachoeira da Santa Clara

Outra cachoeira interessante que visitamos foi a cachoeira da Santa Clara. Ela é uma das cachoeiras mais altas e conhecidas da região, ficando a 1200 metros de altitude e com 50 metros de queda de águas cristalinas, cercada de mata por todos os lados. As águas da cachoeira formam um grande lago que convida a um mergulho nas águas que formam o Rio Santa Clara. Após a queda tem uma piscina natural e para os mais radicais dá para praticar o rapel.

Procurando o caminho pra cachoeira.
Cachoeira da Santa Clara

Cachoeira da Santa Clara

Cachoeira do Escorrega

A região onde estávamos tem muitas cachoeiras e visitamos algumas delas. Uma das mais bonitas é a “Cachoeira do Escorrega”, uma laje de pedra que forma uma queda de uns 30 metros. Ela fica 2 km após a Vila de Maromba. Tem um poço bom pra nadar, e os aventureiros (ou corajosos) escorregam cachoeira abaixo. A água estava muito fria e nem pensar em escorregar pela cachoeira. Também não vi ninguém fazendo isso.

Essa cachoeira tem um história diferente das demais cachoeiras da região. Ela surgiu após fortes chuvas que caíram na região em 1966. Naquele ano choveu tanto e a água desceu da serra com tal força que alterou profundamente o leito do rio. Tanto que fez surgir a hoje conhecida cachoeira do Escorrega. Depois de carregar uma quantidade descomunal de terra, pedras e mata, brotou aquela imensa laje lisa por onde escorre a água cristalina, e que forma um escorregador natural.

Cachoeira do Escorrega
Cachoeira do Escorrega
Cachoeira do Escorrega
Cachoeira do Escorrega
Lojas de artesanato próximas a cachoeira.

Vila de Maromba

Na Vila de Maromba, a turma jovem e hippie domina a região. Ela fica bem próxima ao pico das Agulhas Negras. A exemplo de Visconde de Mauá e da Vila de Maringá possui diversas pousadas e chalés, que acomodam aqueles que procuram o lugar principalmente nos meses de inverno, em razão de suas baixas temperaturas e de sua paisagem, típica de regiões frias.  A Vila é mais pacata que a Vila de Maringá que fica próxima, mas parece ser mais importante, pois tem até igreja no pequeno centro da Vila. A estrada pra se chegar até a Vila é ruim, com muitos buracos e bastante estreita. Em alguns trechos quando vinham carros em sentido contrário dava o maior trabalho pra poder passar. 

Fizemos apenas um curto passeio em Maromba, onde visitamos uma cachoeira próxima e demos uma volta a pé pela Vila. Gostoso foi o lanche que fizemos em pé num local em frente a uma casa. O bolo de cenoura e o risólis estavam deliciosos, sem contar do doce de leite caseiro em cubos. Também vimos algumas “figuras” interessantes, alguns “bicho grilo” que congelaram no tempo e vivem de forma tranqüila na Vila.

Vila de Maromba - RJ
Vila de Maromba - RJ

Vila de Maringá

Após viajarmos cerca de 300 km desde São Paulo, enfim chegamos ao nosso destino que era a Vila de Maringá. Considerada a Vila mais charmosa da região, com vários restaurantes, pousadas e lojinhas de artesanato, o seu nome me fez lembrar da cidade de Maringá, no Paraná, que fica perto de minha cidade natal. Essa Vila de Maringá fica no estado do Rio de Janeiro, mas existe uma parte da Vila que fica no Estado de Minas Gerais, do outro lado do rio. A região foi um reduto hippie na década de 70. Por isso, o artesanato continua sendo valorizado na cidade e você vê a cultura hippie espalhada por todo canto, seja na vestimenta de alguns moradores, no nome e fachada de lojas e casas e até mesmo no clima de “paz e amor” que reina no lugar. Os principais tipos de recordações da Vila são os que se referem à culinária e artesanato. Geléias e outros tipos de compota podem ser encontrados em qualquer loja de artesanato. Comprei um vidro de doce de leite que era tudo de bom. Arrependi-me amargamente de não ter comprado mais. 

Após passarmos rapidamente pela Vila de Maringá, seguimos em frente á procura de nossa pousada. São tantas pousadas, encruzilhadas e placas pelo caminho, que foi um pouco difícil encontrar a “Pousada El Mesón”, onde ficaríamos hospedados. Fomos recepcionados pelo dono da pousada, um espanhol que vive ali há muito tempo com sua família. A Andrea esteve nessa mesma pousada vinte anos antes, mas não se lembrava de muita coisa. Seriamos os únicos hospedes no final de semana e para nós foi reservado um chalé que mais parecia uma cabana de madeira, mas que era muito simpático e aconchegante, com direito a lareira que não precisamos usar, pois o frio que fez por lá não foi tanto. Até aí acreditávamos que estávamos no Rio de Janeiro. Somente no dia seguinte fomos descobrir que estávamos 600 metros dentro de Minas Gerais. Tinha uma ponte de madeira que dividia os dois estados, mas não existia nenhuma placa com tal informação. Foi chique ficar hospedado em Minas Gerais e todos os dias ir para o Rio de Janeiro almoçar e jantar. 

Após nos alojarmos em nosso Chalé/Cabana, fomos caminhar a pé pelas redondezas, pois ouvíamos bem perto o barulho de um rio. Encontramos um local ao lado de uma ponte e conseguimos descer até o rio. A Andrea foi de biquíni por baixo do vestido, pois estava louca pra entrar na água. Quando ela colocou o pé na água desistiu na hora. A Água era congelante que chegava a doer o pé. É bem mais fria que as águas da Serra do Mar no Paraná. Por mais que eu a provocasse, a Andrea não molhou o biquíni, tendo se limitado a molhar os pés. 

Antes do final do dia caminhamos mais um pouco em direção a uma das muitas cachoeiras existentes no local, mas acabamos não chegando até ela, pois tinha que pagar uma taxa de manutenção de R$ 3,00 e não tínhamos levado dinheiro para esse passeio a pé. De interessante nesse passeio foi encontrar uma gata que ficou nos seguindo. Ela estava meio perdida e então a carreguei no colo por um bom trecho até um local mais habitado. Daí surgiu um cachorro na estrada e a gata saiu correndo para subir numa árvore e nem se despediu de nós. Não a vimos mais. Á noite fomos para a Vila de Maringá jantar e depois fizemos um pequeno passeio a pé. Mas não tinha muito o que ver e voltamos para nossa pousada em Minas Gerais. Vale mencionar que o principal item da culinária local é a Truta. Eu não gosto de peixe e a Andrea não gosta de Truta, então não experimentamos tal prato.

Vila de Maringá - RJ
A "Pousada El Mesón" e o Chalé/Cabana
Nosso primeiro passeio pelo lugar.
Nossa amiga felina.

Visconde de Maúa

Chegando ao estado do Rio de Janeiro em plena Serra da Mantiqueira  passamos pela cidade de Visconde de Mauá. Nosso destino era mais acima, então acabamos não demorando em Visconde de Mauá. A estrada que leva serra acima está sendo asfaltada, numa grande obra de engenharia, pois o relevo é muito complicado. O asfalto ainda não chega á metade do caminho, então o restante do trecho foi bem difícil, por uma estrada estreita, cheia de buracos e com muita poeira. Quando o asfalto ficar pronto a região deve receber um maior número de turistas e se desenvolver economicamente.

A região de Visconde de Mauá fica no eixo RJ-SP numa área de proteção ambiental no alto da Serra da Mantiqueira, na divisa com o Parque Nacional de Itatiaia e abrange terras dos estados de Minas Gerais e Rio de Janeiro na Serra da Mantiqueira a uma altitude que varia de 1400 a 2787m. O diferencial da região está na abundância de cachoeiras, rios e piscinas naturais de águas límpidas e cristalinas. A região de Visconde de Mauá é compreendida por três principais vilas: Visconde de Mauá, Maringá e Maromba. Após subir a serra (10 km de asfalto e 20 km de estrada de terra) chega-se na vila de Visconde de Mauá, seguindo por mais 8 km, chega-se a Maringá e por mais 3 km a Maromba. O clima é classificado como tropical de montanha com inverno rigoroso e verão suave. No inverno, de junho a agosto, a temperatura varia de -2 a 13 graus e não costuma chover, não sendo raro gear. No verão chove com mais freqüência, principalmente chuvas vespertinas. A temperatura varia de 8 a 27 graus.

Quase lá…
Parte de Visconde de Maúa e sua igreja construída em 1934.

Queluz

Ainda rumo a Serra da Mantiqueira,  na divisa dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, paramos na histórica e simpática cidade de Queluz. O motivo da parada foi para almoçar e descansar um pouco. A cidade é bem tranquila, mas quando fomos pegar o carro presenciamos um caso de Polícia. Um bêbado mostrou seu orgão genital (o nome politicamente correto para pinto) pra uma menina de uns dez anos. A mãe da menina viu o ocorrido e “agarrou” o homem. Depois ligou pra Polícia e quando entramos no carro após tirarmos umas fotos do rio ao lado, a Polícia estava chegando. Deduzimos que essa talvez tenha sido a única ocorrência policial que aconteceu na cidade naquela semana. Até perguntei pra Andrea se ela não queria aproveitar e se oferecer como advogada do bêbado tarado, mas ela se recusou pois estava de folga. Outro detalhe, a cidade de Queluz é o último município paulista antes de chegar ao estado do Rio, pra quem segue pela Via Dutra.

Em Queluz localiza-se a Pedra da Mina, ponto culminante do estado de São Paulo e também o Pico dos Três Estados que marca a fronteira entre RJ, MG e SP. Originou-se Queluz de um aldeamento de índios puris, criado no ano de 1800. A aldeia cresceu em torno de uma capela, onde hoje se ergue a igreja matriz. O povoado foi elevado à vila em 1842, passando a município em 1876. Seu padroeiro é São João Batista e o nome de Queluz foi uma homenagem prestada à família reinante, tendo a localidade recebido o nome do palácio perto de Lisboa, onde nasceu D. Pedro II. O município desenvolveu-se com a cultura do café, que aí deixou importantes marcos culturais, como as sedes ainda existentes das fazendas do Sertão, São José, Restauração, Bela Aurora, Regato, Cascata e outras.

Fonte: “O Passado Ao Vivo” (Thereza Regina de Camargo Maia)

Queluz - SP
Queluz - SP

Aparecida (erroneamente chamada de Aparecida do Norte)

De  carro a caminho do estado  do Rio de Janeiro,  a Andrea  sugeriu  fazermos uma  parada na cidade de Aparecida (erroneamente chamado de Aparecida do Norte), no Vale do Paraiba em São Paulo. A cidade é famosa por “guardar” a imagem de Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil. Nossa visita se limitou somente a Basilica de Nossa Senhora Aparecida. Como tinhamos pressa não deu pra passear por outros pontos da cidade. A Basilica em si é enorme, uma construção grandiciosa. A Andrea que já esteve no Vaticano, disse que alguns arcos da Basilica são cópias do Vaticano. Visitamos uma torre que fica no 16º andar da Basilica e de onde da pra ver a paisagem da região que é muito bonita. No andar debaixo existe um museu até interessante, com arte sacra, antigos mantos da imagem de Nossa Senhora Aparecida e muitos outros objetos. Também fomos ver a imagem de Nossa Senhora Aparecida, que fica dentro da Basilica, protegida por um vidro blindado desde que sofreu um atendado por parte de um fanático religioso e foi quebrada em 1978. Por ser sábado de manhã, o local estava bem cheio, com muitos romeiros, alguns pagando promessas até de forma meio que exagerada. Foi interessante o passeio e na hora de ir embora paramos pra tomar um picolé que além de enorme era muito saboroso.

História:  A Basílica de Nossa Senhora Aparecida, também conhecido como Santuário Nacional de Nossa Senhora da Conceição Aparecida é o terceiro maior templo católico do mundo. Foi inaugurada em 4 de julho de 1980 quando João Paulo II visitou o Brasil pela primeira vez. Em outra de suas visitas, passando por Aparecida, abençoou o Santuário e, em 1984, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, elevou a Nova Basílica a Santuário Nacional. Localiza-se no centro da cidade, tendo como acesso a “Passarela da Fé”, que liga a basílica atual com a antiga, ambas visitadas por romeiros. 

Imagem de Nossa Senhora Aparecida: Há duas fontes sobre o achado da imagem, que se encontram no Arquivo da Cúria Metropolitana de Aparecida (anterior a 1743) e no Arquivo Romano da Companhia de Jesus, em Roma. A história foi primeiramente registrada pelo Padre José Alves Vilela em 1743 e pelo Padre João de Morais e Aguiar em 1757, registro que se encontra no Primeiro Livro de Tombo da Paróquia de Santo Antônio de Guaratinguetá. A sua história tem o seu início em meados de 1717, quando chegou a Guaratinguetá a notícia de que o conde de Assumar, D. Pedro de Almeida e Portugal, governador da então Capitania de São Paulo e Minas de Ouro, iria passar pela povoação a caminho de Vila Rica (atual cidade de Ouro Preto), em Minas Gerais. Desejosos de obsequiá-lo com o melhor pescado que obtivessem, os pescadores Domingos Garcia, Filipe Pedroso e João Alves lançaram as suas redes no Rio Paraiba do Sul. Depois de muitas tentativas infrutíferas, descendo o curso do rio chegaram a Porto Itaguaçu, a 12 de outubro. Já sem esperança, João Alves lançou a sua rede nas águas e apanhou o corpo de uma imagem de Nossa Senhora da Conceição sem a cabeça. Em nova tentativa apanhou a cabeça da imagem. Envolveram o achado em um lenço. Daí em diante, os peixes chegaram em abundância para os três humildes pescadores. Durante quinze anos a imagem permaneceu na residência de Filipe Pedroso, onde as pessoas da vizinhança se reuniam para orar. A devoção foi crescendo entre o povo da região e muitas graças foram alcançadas por aqueles que oravam diante da imagem. A fama dos poderes extraordinários de Nossa Senhora foi se espalhando pelas regiões do Brasil. Diversas vezes as pessoas que à noite faziam diante dela as suas orações, viam luzes de repente apagadas e depois de um pouco reacendidas sem nenhuma intervenção humana. Logo, já não eram somente os pescadores os que vinham rezar diante da imagem, mas também muitas outras pessoas das vizinhanças. A família construiu um oratório no Porto de Itaguaçu, que logo se mostrou pequeno.

Por volta de 1734, o vigário de Guaratinguetá construiu uma capela no alto do morro dos Coqueiros, aberta à visitação pública em 26 de julho de 1745. Em 20 de abril de 1822, em viagem pelo Vale do Paraíba, Dom Pedro I e sua comitiva visitaram a capela e a imagem. Em 1834 foi iniciada a construção de uma igreja maior (a atual Basilica Velha) para acomodar e receber os fiéis que aumentavam significadamente, sendo solenemente inaugurada e benzida em 8 de dezembro de 1888. Em 6 de novembro de 1888, a princesa Isabel visitou pela segunda vez a basilica e ofertou à santa, em pagamento de uma promessa (feita em sua primeira visita, em 08 de dezembro de 1868), uma coroa de ouro cravejada de diamantes e rubis, juntamente com um manto azul, ricamente adornado. Em 28 de outubro de 1894, chegou a Aparecida um grupo de padres e irmãos da Congregação dos Missionários Redentoristas, para trabalhar no atendimento aos romeiros que acorriam aos pés da imagem para rezar com a Senhora “Aparecida” das águas. A  8 de setembro de 1904, a imagem foi coroada com a riquíssima coroa doada pela princesa Isabel e portando o manto anil, bordado em ouro e pedrarias, símbolos de sua realeza e patrono. A celebração solene foi dirigida por D. José Camargo Barros, com a presença do Núncio Apostólico, muitos bispos, o Presidente da República e numeroso povo. Depois da coroação o Santo Padre concedeu ao santuário de Aparecida mais outros favores: Ofício e missa própria de Nossa Senhora Aparecida, e indulgências para os romeiros que vêm em peregrinação ao Santuário.

Basilica de Nossa Senhora Aparecida
Interior de uma torre e a vista que se tem lá do alto
Imagem de Nossa Senhora Aparecida
A classe de uma "sangue azul" chupando um picolé

MASP

Já passei  muitas vezes na frente,  ao lado e por baixo do  MASP (Museu de Arte de São Paulo), mas nunca tinha entrado no Museu. A Andrea me levou lá e pudemos ver uma bela coleção de obras de arte, principalmente quadros, muitos valendo milhões. O acervo do MASP é sensacional, com obras de pintores famosos como Picasso, Matisse, Monet, Manet, Cézane, Gauguin, Renoir e Van Gogh. Após o assalto que ocorreu lá em 2008 não é mais permitido tirar foto da parte interna, então tivemos que nos contentar com fotos do lado de fora do Museu.

MASP
Parte externa do MASP.
Interior do MASP.

O MASP é o mais importante museu de arte ocidental do Hemisfério Sul. Seu acervo é tombado pelo Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – IPHAN desde 1969, e possui atualmente cerca de 8.000 peças. O edifício sede do museu, com 11.000 metros quadrados divididos em 5 pavimentos e com vão livre de 74 metros, é um ícone da cidade de São Paulo. Em 1982 foi tombado pelo CONDEPHAAT – Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado e em 2003 pelo IPHAN – Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. É o museu mais frequentado de São Paulo, com média de 50.000 visitantes/mês (dados Folha de São Paulo, 05 de abril de 2009).

Fundado em 1947, o MASP foi idealizado por Assis Chateaubriand, empresário e jornalista, e Pietro Maria Bardi, jornalista e crítico de arte italiano. A princípio, instalou-se em quatro andares do prédio dos Diários Associados, império de Chateaubriand formado por 34 jornais, 36 emissoras de rádio, 18 estações de televisão, editora e a revista O Cruzeiro. As primeiras obras de arte do museu foram selecionadas pessoalmente por P. M. Bardi na Europa do pós-guerra, em suas inúmeras viagens às principais capitais culturais com Chateaubriand. Chatô, como era chamado, usava seu prestígio político-empresarial entre os grandes empresários da época para arrecadar os recursos para a aquisição das obras.  Como São Paulo era na época a grande capital financeira, principalmente devido a circulação do dinheiro das indústrias e do café, decidiu-se que o MASP seria construído nesta cidade.

A nova sede, na próspera Avenida Paulista, foi projetada por Lina Bo Bardi. Foram 12 anos entre projeto e execução. Lina trabalhou sob uma condição imposta pelo doador do terreno à prefeitura de  São Paulo: a vista para o Centro da cidade e para a Serra da Cantareira teria de ser preservada, através do vale da avenida 9 de Julho. Assim nasceram as quatro colunas do atual museu com um vão livre de 74 metros, assim nasceu um dos cartões postais da cidade de São Paulo, foi inaugurado em 1968. Projeto moderno e ousado para a época, abrigava a coleção do museu, já conhecida e respeitada nos muitos países pelos quais passou durante os anos em que o edifício esteve em construção, como França, Itália, Japão, entre outros.

A inauguração do novo prédio contou com a presença da Rainha Elizabeth II da Inglaterra, além das maiores autoridades brasileiras da época e uma grande participação popular em frente ao edifício. Como o prédio foi projetado suspenso pelas duas colunas e a vista da Paulista para o centro da cidade fosse preservada, foi concebida uma esplanada abaixo do edifício. Conhecida hoje como “vão livre”, havia sido idealizada por Lina como uma grande praça para crianças, famílias, com brinquedos e muitas plantas. As colunas do edifício foram pintadas de vermelho somente em 1990 na ocasião dos 40 anos do museu, em parceria com a empresa Suvinil, obedecendo o projeto original de Lina Bo Bardi.

Para saber mais acesse: http://masp.art.br/masp2010/index.php

Abaixo alguns dos quadros famosos que vimos durante a visita ao MASP: 

A canoa sobre o epte (Monet)

O Senhor Pertuiset, Caçador de Leões (Manet)

Paisagem da Bretanha (Matisse)

Pobre Pescador (Gauguin)

Paul Alexis Lê um Manuscrito a Zola (Cézane)

Retrato de Suzanne Bloch (Picasso)

Rosa e Azul (Renoir)

Banco de Pedra (Van Ghog)

Programa de paulistano

Já fui a São Paulo várias vezes, tanto a passeio, quanto a trabalho. Minha irmã também morou alguns anos lá e fui visitá-la muitas vezes. Quase sempre fazia programas de turista e até recentemente com a Andrea, fiz programas típicos de turistas em passagem pela cidade. Agora que estou indo pra sampa com mais freqüência, estou começando a fazer programas típicos de paulistano. E um desses programas foi caminhar no final de tarde no Parque do Ibirapuera. 

Já tinha ido ao Parque do Ibirapuera antes, mas nunca pra caminhar. Gostei da experiência e fiquei me segurando pra não dar uma corridinha, pois ainda não posso correr em razão de meu problema de hérnia de disco. A Andrea correu um pouco sozinha. Ela está de parabéns, pois desde o inicio de julho quando quase enfartou após uma corridinha na Ilha do Mel, pra não perdermos o barco, ela começou a caminhar na rua, no parque, na esteira de sua casa e depois passou a  correr. Acabou pegando tanto gosto pela coisa, que já se inscreveu para uma corrida de rua no próximo final de semana e já vislumbra até mesmo participar da São Silvestre no final do ano. Enquanto isso eu fico apenas nas caminhadas, mas não dá pra reclamar, pois até pouco tempo nem isso eu podia fazer.

Vander e Andrea no Ibirapuera. (03/09/2010)

Nos aeroportos da vida – II

Um dos amigos que encontrei recentemente pelos aeroportos da vida foi a Luciana Rita, no final de agosto no Aeroporto de Porto Alegre. Trabalhei com ela no Medianeira e foi bom revê-la. Ela estava meio mal, com uma virose. No pouco tempo que fiquei conversando com ela, acho que peguei dela a tal virose, pois no dia seguinte fiquei muito mal, com febre, espirrando sem parar e com dores pelo corpo. Mesmo assim foi bom encontrá-la.

Vander e Luciana no Aeroporto de Porto Alegre.

Nos aeroportos da vida – I

Nessa fase sabática que estou vivendo, tenho viajado muito e virei um freqüentador costumaz de aeroportos. Está uma época boa pra viajar de avião, pois várias Cias Aéreas têm lançado boas promoções, com tarifas muitas vezes mais baixas que passagens de ônibus para o mesmo trecho do vôo. Como não tenho problemas com datas, acabo conseguindo comprar minhas passagens com boa antecipação e a ótimos preços.

E nessas idas e vindas por aeroportos, tenho encontrado pessoas famosas e até amigos. Algumas das celebridades não tirei foto, pois ou não estava com a câmera pronta no momento em que as vi, ou então a câmera estava sem bateria. Isso aconteceu em Congonhas há poucos dias, quando desembarquei junto com o time do Palmeiras e só consegui tirar uma foto do Felipão (técnico pentacampeão do mundo com a Seleção Brasileira) antes que minha bateria acabasse.

Luiz Felipe Scolari (Felipão) desembarcando em Congonhas.

11 de setembro

Hoje foi o nono aniversário dos ataques terroristas de 11 de setembro nos Estados Unidos. Um pastor cristão tinha o plano de queimar exemplares do Alcorão, para “comemorar” esse dia. Pura tolice, pois tal gesto só tende a causar mais confusão e intolerância religiosa. E no fundo o tal pastor só quer mesmo é aparecer, pois sua igreja tem somente 30 membros, o que mostra que ele deve ser um pastor mediocre.

Estive no local onde aconteceram os atentados em Nova York, dois anos após o ocorrido, em setembro de 2003. Na época era estranho observar o local do acidente e imaginar tudo o que tinha acontecido ali, quantas vidas inocentes foram perdidas. Uma coisa é soldados morrerem numa guerra, pois foram pra lá sabendo que poderiam morrer. Outra coisa é uma ataque covarde, onde morreram pessoas inocentes, muitas que queriam a paz. E o pior de tudo isso é matar em nome de Deus, matar por religião. Sempre acreditei que religião deve ser sinônimo de amor e não de morte.

Em frente ao local onde ficava o WTC.

Corinthians 100 ANOS

Hoje o Corinthians completa 100 anos, então parabéns ao Timão e a todos os corinthianos. Sou torcedor do Coritnhians há 34 anos, desde ás finais do Campeonato Brasileiro de 1976. Eu, então um garotinho de 6 anos, simpatizei com o coringão e desde então tenho tido mais alegrias do que tristezas com esse time.
http://www.corinthians.com.br
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Vote no NULO!

Por que os Anarquistas não votam

Tudo o que pode ser dito a respeito do sufrágio pode ser resumido em uma frase: Votar significa abrir mão do próprio poder. Eleger um senhor, ou muitos senhores, seja por longo ou curto prazo, significa entregar a uma outra pessoa a própria liberdade. Chamado monarca absoluto, rei constitucional ou simplesmente primeiro ministro, o candidato que levamos ao trono, ao gabinete ou ao parlamento sempre será o nosso senhor. São pessoas que colocamos “acima” de todas as leis, já que são elas que as fazem, cabendo-lhes, nesta condição, a tarefa de verificar se estão sendo obedecidas. Votar é uma idiotice. É tão tolo quanto acreditar que os homens comuns como nós, sejam capazes, de uma hora para outra, num piscar de olhos, de adquirir todo o conhecimento e a compreensão a respeito de tudo. E é exatamente isso que acontece. As pessoas que elegemos são obrigadas a legislar a respeito de tudo o que se passa na face da terra: como uma caixa de fósforos deve ou não ser feita, ou mesmo se o país deve ou não guerrear; como melhorar a agricultura, ou qual deve ser a melhor maneira para matar alguns árabes ou negros. É muito provável que se acredite que a inteligência destas pessoas cresça na mesma proporção em que aumenta a variedade dos assuntos com os quais elas são obrigadas a tratar.

Porém, a história e a experiência mostram-nos o contrário. O poder exerce uma influência enlouquecedora sobre quem o detém e os parlamentos só disseminam a infelicidade. Nas assembléias acaba sempre prevalecendo a vontade daqueles que estão, moral e intelectualmente, abaixo da média. Votar significa formar traidores, fomentar o pior tipo de deslealdade. Certamente os eleitores acreditam na honestidade dos candidatos e isto perdura enquanto durar o fervor e a paixão pela disputa. Todo dia tem seu amanhã. Da mesma forma que as condições se modificam, o homem também se modifica. Hoje seu candidato se curva à sua presença; amanhã ele o esnoba. Aquele que vivia pedindo votos, transforma-se em seu senhor. Como pode um trabalhador, que você colocou na classe dirigente, ser o mesmo que era antes já que agora ele fala de igual para igual com os opressores? Repare na subserviência tão evidente em cada um deles depois que visitam um importante industrial, ou mesmo o Rei em sua ante-sala na corte! A atmosfera do governo não é de harmonia, mas de corrupção. Se um de nós for enviado para um lugar tão sujo, não será surpreendente regressarmos em condições deploráveis. Por isso, não abandone sua liberdade. Não vote!

Em vez de incumbir os outros pela defesa de seus próprios interesses, decida-se. Em vez de tentar escolher mentores que guiem suas ações futuras, seja seu próprio condutor. E faça isso agora! Homens convictos não esperam muito por uma oportunidade. Colocar nos ombros dos outros a responsabilidade pelas suas ações é covardia. Não vote!

 Elisee Reclus

Eu voto NULO!

Eu voto NULO!

Eu voto NULO!

Eu voto NULO!
Eu voto NULO!

Detesto política

Não me interesso e não gosto de política. Também não gosto de políticos e de quem trabalha com política. Questão pessoal, não consigo gostar. E nunca votei pra Presidente, sempre anulei meu voto ou então justifiquei. Sei que tem gente que vai falar que devemos nos interessar por política, que por muita gente agir igual a mim, não se interessar por política, é que as coisas estão ruins e blá, blá blá… Mas não adianta, não consigo me interessar. Penso que não existe político honesto. O cara pode até ser honesto e ter boas intenções quando se candidata pela primeira vez, mas a partir do momento que ele vencer a eleição vai se deixar corromper vai roubar, não tem jeito. O meio político é tão podre, que a pessoa que entra para esse meio ou entra no “esquema” e se corrompe, ou então é expulsa de alguma maneira pelo “sistema”. Isso vale pra qualquer cargo, desde vereador até Presidente da República. E no pacote de corrupção vão junto assessores e puxa sacos de plantão. È tudo farinha do mesmo saco, nenhum presta. 

Pelo jeito a Dilma vai vencer, pois não tem nenhum candidato melhor que ela. E olha que ela é ruim pra cacete! Vocês conhecem a biografia dela? É ruim demais! Sem contar que no fundo quem vai governar será o Lula. Vai acontecer igual foi com a Rosinha Garotinho no Rio de Janeiro. Ela venceu a eleição pra Governador, mas no fundo quem governava era o marido, Antony Garotinho. A Dilma vai ser vaquinha de presépio, só vai enfeitar o “trono”, pois no fundo quem governará será o Lula. E assim ele prepara o terreno pra voltar daqui quatro anos. O cara não é ruim, mas podia ser melhor, se preocupar menos com os problemas alheios pra ficar aparecendo na mídia mundial e resolver os problemas internos do Brasil . Se nesse país se roubasse um pouco menos em todos os escalões, as coisas poderiam ser melhores. E com Copa do Mundo e Olimpíada á vista, o que não vai faltar será grana pra roubar, obra super faturada, mensalões e semanões de todo tipo. 

Outra coisa, não acho democrático o voto obrigatório. Então prefiro me abster de votar ou me envolver com esse lixo que é a política. E assistir programa eleitoral gratuito na TV, jamais! Nem sob tortura…

Campanha pelo voto NULO.

Campanha pelo voto NULO.

Campanha pelo voto NULO.

Aniversário de dois anos do Blog

O Blog completou dois anos de existência no último dia 12. Quase que me esqueço disso e deixo passar essa data em branco. Uma brincadeira sem pretensões acabou durando dois anos e se tornou um hobby muito gostoso. No início não sabia ao certo o que publicar, que rumo seguir. Com o tempo fui tentando criar uma identidade para o Blog, fiz experiências diversas e aos poucos ele tomou um certo formato. Para não enjoar e nem cair na mesmice, procuro sempre inovar, criar coisas novas, utilizar novas ferramentas de edição e publicação, sempre visando melhorar a qualidade do Blog.

Nesses dois anos o Blog esteve online durante 19 meses. Foi visualizado 22 mil vezes, teve 372 postagens publicadas, recebeu 280 comentários. E o mais legal disso tudo foi que serviu para reencontrar amigos e também para fazer novas amizades. Hoje tenho pessoas que se consideram minhas fãs, que visitam o Blog diariamente e reclamam quando fico muito tempo sem publicar novas postagens. Através do Blog pude ajudar estudantes, pessoas que estavam fazendo teses de mestrado, pesquisadores e muito mais gente que me escreveu agradecendo por algum assunto que procurou na internet e encontrou no Blog. Também vale mencionar que fomos citados no site da Gazeta do Povo (maior jornal do Paraná) e recebemos elogio da Secretária de Turismo da cidade de Joinville – SC. Para muitos isso pode não parecer grande coisa, mas para mim isso significa que de alguma forma minha brincadeira, meu hobby, acabou tendo um pequeno e inesperado sucesso.

Durante o período em que andei mal, depressivo, triste, de mal com a vida, o Blog acabou sendo meu maior companheiro. Na época quase exclui o Blog, mas minha analista me incentivou a escrever sobre minhas dores, meu sofrimento e quando soube que eu mantinha um Blog, disse que era para continuar com ele. Acabei fazendo isso e foi no Blog que pedi ajuda, contei sobre minhas dores, desabafei, chorei minhas mágoas, mandei meus recados e  consegui dar a volta por cima. Agora nesse período sabático que estou vivendo, o Blog está servindo para os amigos saberem por onde ando e o que estou fazendo, e também para manterem contato comigo.

Nesses dois anos o que mais me deixou emocionado com relação ao Blog, foi ter podido ajudar recentemente uma garota do interior de São Paulo, que “achou” o Blog num momento de desespero e segundo ela, graças ao Blog não fez uma besteira. Só por isso, por ter podido ajudar alguém dessa forma, valeu muito a pena ter criado o Blog há dois anos.

Abaixo seguem trechos do que ela me escreveu:

“Gostei do seu blog, certas coisas me ajudaram num momento aqui não muito bom. Graças a seu blog não fiz uma besteira.”

“…tinha amigos, tinha uma vida legal até. Do nada “perdi” tudo, me vi perdida, tentei cometer suicídio (por favor não me ache uma louca). Só estava me sentindo sozinha! Aí vi seu blog, estava chorando… num momento de desespero sabe? E fui lendo, lendo… e achei em suas páginas um CONFORTO. Me senti melhor em suas frases, falando que tudo passa… e foi bom porque vi também que eu não era a única a me sentir sozinha…”

Postando online no aniversário de dois anos do Blog.

Marília

No final de semana estive em Marília, interior do estado de São Paulo. Fazia 29 anos que eu não ia pra lá. Fomos eu, W@gão, Maico e Gilvan. Acabou sendo um final de semana divertido, demos boas risadas. Teve uma cara que chegou a perder a aliança. Ainda bem que depois achou, pois senão ia se dar mal em casa, pois seria difícil convencer a “patroa” de que não perdeu a aliança por razões de safadeza (e não foi mesmo). 

A cidade de Marília cresceu bastante, está bonita, ruas limpas, cidade organizada. Gostei muito do que vi e pretendo não demorar outros 29 anos pra voltar lá. Dormimos a primeira noite num hotel e na segunda noite na casa do Luiz, amigo nosso. Na casa do Luiz fizemos um churrasco ao lado da piscina e ficamos batendo papo, contando histórias até tarde. Na hora de dormir cada um se ajeitou num canto. Eu dormi no chão, num colchão daqueles de berço de bebê e tive que me encolher todo pra caber no colchãozinho. Na primeira noite foi difícil agüentar o ronco do W@gão ao meu lado. Na segunda noite foi o Gilvan que roncou alto. Mesmo dormindo no andar de cima, ele conseguia roncar mais alto que o W@gão, que estava dormindo num sofá próximo de mim. Sei que ronco, mais estes dois roncam bem mais alto que eu.

Churrasco no sábado a noite. (21/08/2010)
Marília. (22/08/2010)
Sorvete e divisa de estados. (22/08/2010)

O Poder das Palavras

Sempre num lugar por onde passavam muitas pessoas, um mendigo sentava-se na calçada e ao lado colocava uma placa com os dizeres: “Vejam como sou feliz! Sou um homem próspero, sei que sou bonito, sou muito importante, tenho uma bela residência, vivo confortavelmente, sou um sucesso, sou saudável e bem humorado.” Alguns que passavam o olhavam intrigados, outros o achavam doido e outros até davam-lhe dinheiro. Todos os dias, antes de dormir, ele contava o dinheiro e notava que a cada dia a quantia era maior. Numa bela manhã, um importante e arrojado executivo, que já o observava há algum tempo, aproximou-se e lhe disse: “Você é muito criativo! Não gostaria de colaborar numa campanha da empresa?” “Vamos lá. Só tenho a ganhar!”, respondeu o mendigo. Após um caprichado banho e com roupas novas, foi levado para a empresa. Daí para frente sua vida foi uma sequência de sucessos e há certo tempo ele tornou-se um dos sócios majoritários. Numa entrevista coletiva à imprensa, ele esclareceu de como conseguira sair de mendigo para tão alta posição. Contou ele: – Bem, houve época em que eu costumava me sentar nas calçadas com uma placa ao lado, que dizia: “Sou um nada neste mundo! Ninguém me ajuda! Não tenho onde morar! Sou um homem fracassado e maltratado pela vida! Não consigo um mísero emprego que me renda alguns trocados! Mal consigo sobreviver!”  As coisas iam de mal a pior quando, certa noite, achei um livro e nele atentei para um trecho que dizia: “Tudo que você fala a seu respeito vai se reforçando. Por pior que esteja a sua vida, diga que tudo vai bem. Por mais que você não goste de sua aparência, afirme-se bonito. Por mais pobre que seja você, diga a si mesmo e aos outros que você é próspero e leia a bíblia. Aquilo me tocou profundamente e, como nada tinha a perder, decidi trocar os dizeres da placa e ler a bíblia: “Vejam como sou feliz! Sou um homem próspero, sei que sou bonito, sou muito importante, tenho uma bela residência, vivo confortavelmente, sou um sucesso, sou saudável e bem humorado.” E a partir desse dia tudo começou a mudar, a vida me trouxe a pessoa certa para tudo que eu precisava, até que cheguei onde estou hoje. Tive apenas que entender o Poder das Palavras. E a palavra de Deus que se fez carne, me ensinou isso. Por isso enquanto afirmarmos que tudo vai mal, que nossa aparência é horrível, que nossos bens materiais são ínfimos, a tendência é que as coisas fiquem piores ainda, porque creia há poder em nossas palavras.. Uma repórter, ironicamente, questionou: – O senhor está querendo dizer que algumas palavras escritas numa simples placa modificaram a sua vida? Respondeu o homem, cheio de bom humor: “Claro que não! Primeiro eu tive que acreditar nelas! “Amados, moral da história, por mais cabeça dura que você seja, creia e veremos maravilhas.

*extraído do Orkut, sem fonte.

O Poder das Palavras

Marquinho

Semana passada passei rapidamente por Curitiba, para resolver algumas pendências. Á noite estava no Shopping Estação fazendo um lanche com meu irmão e outro amigo e encontrei o Marcos (Marquinho). Ele é amigo do primeiro ano de Estatística na UFPR, em 1997. Bons tempos aqueles, onde nos divertíamos muito. O Marcos é sargento do Exército e está de transferência para Cascavel. A coincidência foi que a última vez que nos vimos foi nesse mesmo Shopping, uns três anos antes e ele estava de transferência de Cascavel para Curitiba.

Vander e Marquinho. Shopping Estação, Curitiba. (12/08/2010)

Quebra Pedras

Pedras no caminho? Guardo todas, um dia vou construir um castelo … (Fernando Pessoa)

Existem lições que são aprendidas das maneiras mais esquisitas. Dias atrás estava cuidando dos arredores da minha casa, especificamente da minha calçada, e percebi que alguns ramos nasciam do concreto, espremidos entre as gretas e pequenas fendas, construídas pela ação demolidora do tempo e da força da natureza. Percebi ainda que os pequenos valentes, que nasciam, eram da mesma espécie. Procurei saber exatamente qual era o nome do tal “pé de mato” que resistia ao concreto, que retirava o seu sustento da pedra bruta. Consultando um velho amigo agrônomo ele disse que a planta tinha o nome popular de quebra-pedra. Muito conhecido da medicina popular, pois lhes são atribuídas à capacidade de quebrar os cálculos renais (pedra do rim). O nome também se deve em parte pela sua capacidade de se adaptar as situações mais diversas, rachaduras, fendas, lugares extremamente secos e pobres em nutrientes, parece literalmente que ele consegue quebrar pedras para sobreviver, mas na verdade ele nasce das micro-fissuras já existentes nos complexos pavimentados e das rochas desgastadas pela ação natural. Depois desta explicação do especialista comecei a pensar sobre o quebrador de pedras. Carlos Drummond de Andrade escreveu em 1928 um poema, que transcrevo abaixo: No meio do caminho No meio do caminho tinha uma pedra tinha uma pedra no meio do caminho tinha uma pedra no meio do caminho tinha uma pedra. Nunca me esquecerei desse acontecimento na vida de minhas retinas tão fatigadas. Nunca me esquecerei que no meio do caminho tinha uma pedra tinha uma pedra no meio do caminho no meio do caminho tinha uma pedra. Hoje, consigo compreender o que Drummond escreveu, a explicação do meu amigo agrônomo, e a planta da minha calçada. O poeta disse que nunca nos esqueceremos das pedras que encontramos pelo caminho, porém existe uma planta que consegue quebrá-las. Segundo o meu amigo, toda pedra tem rachaduras, micro-fissuras e são nestas fraquezas que o quebrador de pedras age, é justamente ali que ele se instala, e realiza a sua dura tarefa. Escute a natureza, Drummond viu a pedra, eu vi o quebra-pedras, e ele viu as rachaduras que existem na massa aparentemente maciça e aprendeu a arte de quebrá-las. Agora imagine quantas pedras você tem pelo caminho, quantos problemas você precisa encarar todos os dias, idealize quantas pedras você precisa quebrar. Aprenda com a mãe natureza, escute a lição do quebra pedra, por mais difícil que pareça sempre existe uma fissura no problema, sempre existe uma fenda, observe e trabalhe exatamente no ponto fraco da pedra, alimente-se da fraqueza das pedras do seu caminho e aprenda a arte de quebrá-las. Andem no caminho da luz.

Coleção “O homem que não sabe escrever” Somente para quem sabe ler.

 Sábio não é aquele que não encontrou pedras pelo caminho, mas aquele que aprendeu a arte de quebrá-las

pedras...

Corinthians

Após uma semana de muitos passeios em sampa e região, o último dia foi reservado para visitar o Parque São Jorge, onde fica a sede do meu timão, o Corinthians. Eu tinha estado ali uma vez, em 1995. Muita coisa mudou desde então, hoje existe a novo sede, um prédio novo muito bonito e também o Memorial do Corinthians, onde é possível ver muito da história do time e principalmente todos os troféus ganhos nestes cem anos de existência do Timão.

Passamos boa parte do dia por lá e inclusive almoçamos num restaurante ao lado. Nos deixaram entrar na parte reservada aos associados e pudemos conhecer o jardim onde existem muitas estatuas dedicadas a ídolos do passado do time e referentes a conquistas de títulos importantes. No jardim também fica exposto um capacete original do Ayrton Senna, que foi um grande corintiano.

No memorial pudemos conhecer muita coisa interessante e até ver uma entrevista do Edu (volante do time atual), sendo gravada pelo pessoal da Band. O mais legal foi visitar as duas salas de troféus. Numa delas que é enorme ficam os troféus menos importantes, de todas as modalidades, não somente de futebol. Alguns com quase cem anos. Em outra sala, dentro de redomas de vidro ficam os troféus mais importantes do futebol. Num canto, separados estavam os últimos troféus ganhos ano passado. Na sala menos importante descobri perdido no meio de troféus de pouca importância, o troféu que foi ganho na conquista do Campeonato Brasileiro de 1999. Reconheci o troféu de longe e pude até tocar nele. Ia levantá-lo para tirar uma foto, daí vi uma câmera de segurança logo acima de onde estava e achei melhor deixar o troféu no lugar, pra não criar confusão e ser expulso dali. Só não ficamos pra ver o treino do time, pois o mesmo seria no final da tarde e tínhamos compromisso.

Sede do Sport Club Corinthians Paulista. (11/08/2010)
Nos jardins do clube, o capacete de Ayrton Senna.
Vander no Corinthians. (11/08/2010)
Na foto maior estou segurando o troféu do Campeonato Brasileiro de 1999.
Memorial do Corinthians. (11/08/2010)
Na foto maior o famoso troféu do Campeonato Paulista de 1977.

Fazendo trilhas em Paranapiacaba

Passamos quase o dia todo na Vila de Paranapiacaba. Á tarde  fizemos duas trilhas  pela região, andando pelo barro. Uma das trilhas ia até uma pequena cachoeira. A outra trilha foi mais interessante, levava até uma represa que foi construída pelos ingleses em 1900 a fim de dar acesso ao reservatório de água que abastecia o 2º sistema do funicular. É possível ver a inscrição SPR 1900 (São Paulo Railway) na parede do reservatório conhecido como Tanque do Gustavo. Sua água abastece a parte alta da Vila. Na trilha, pode ser observado o antigo calçamento em pedras acompanhando a tubulação. 

Para passeios guiados pela Vila ou pelas trilhas da região, entre em contato com o Osmar Losano, que foi nosso guia. Contato: losanobio@hotmail.com Telefones:(11) 4439-0144 ou (11) 8844-0755

Represa construida pelo ingleses em 1900.
Represa construida pelos ingleses em 1900.
Vander, Andrea e o guia Osmar. (10/08/2010)
Trilha próxima a Paranapiacaba. (10/08/2010)
Andrea e sua "classe" (ela tem sangue azul) para atravessar um riacho.

Vila de Paranapiacaba

Um dos passeios mais esperados e  que mais gostei, foi  a ida a Vila de Paranapiacaba, em plena Serra do Mar paulista. Eu já tinha lido sobre essa Vila histórica e também assistido reportagens sobre o local. O lugar é muito bonito e bastante preservado. Poderia ser melhor, mas o poder público no Brasil sempre deixa a desejar e muita coisa vai se degradando e não pode mais ser recuperada. De qualquer forma o passeio vale a pena, tem muita coisa bonita, interessante e a história está presente em cada esquina. A região também é muito bonita, no meio da floresta e existe uma neblina quase permanente que da um charme especial a Vila. Além da visita a Vila, também é possível fazer vários passeios por trilhas da região.

História: Um grupo inglês explorou através de consessão o sistema ferroviário na Serra do Mar e implantou o sistema funicular: com cabos e máquinas fixas. A primeira linha, com onze quilômetros de extensão, foi inaugurada em 1867 pelo grupo São Paulo Railway. Ela começou a ser construída em 1862 e um de seus maiores acionista e idealizadores foi o Barão de Mauá. Em 1859, ele chamou o engenheiro ferroviário britânico James Brunlees, que veio ao Brasil e deu viabilidade ao projeto. A execução de tal projeto foi de responsabilidade de outro engenheiro inglês, Daniel Makinson Fox. Um ponto curioso é que pela instabilidade do terreno, a construção da estrada de ferro foi quase artesanal. Não se utilizou explosivos por medo de desmoronamento. As rochas foram cortadas com pregos e pequenas ferramentas manuais. Paredões de até 3 metros e 20 centímetros de altura foram construídos ao logo do traçado da estrada de ferro. A segunda linha começou a funcionar em 1900. Por ocasião da construção da ferrovia a vila abrigou cerca de 5.000 trabalhadores. A vila surgiu com o nome de Alto da Serra, que manteve até o ano de 1907, quando foi adotado o nome atual. A estação de trem, curiosamente, só teve seu nome trocado em 1945. O contrato para a construção da ferrovia data de 1856. A partir daí iniciaram-se os trâmites burocráticos, e a construção iniciou-se por volta de 1860. A preocupação com a parte urbana, estética, salubre, comercial e social surgiu apenas no final daquele século, quando foi necessário ampliar a vila para a construção da 2ª linha do sistema funicular. Nessa ocasião, os ingleses iniciaram a construção da Vila Nova (ou Martin Smith) e, aí sim, procederam ao melhoramento da Vila Velha. Juntas são conhecidas como Parte Baixa, ou Vila Inglesa. Do outro lado da ferrovia surgiu a Parte Alta, com característica portuguesa, e completamente diferente da primeira, era a vila dos comerciantes. Na Vila funcionou o segundo cinema projetado no Brasil, na década de 1930.

A Vila Velha foi construída morro acima,  de forma desordenada, com ruelas, becos e caminhos tortuosos,  beirando a ferrovia.  E  isso  faz dela o local mais aconchegante de todos, com um charme especial e uma bela vista do pátio ferroviário. É a mais descuidada de todas e em muitos lugares  está praticamente abandonada. Uma vez que está próxima à “boca da serra”, por onde entra a ferrovia, é a mais visitada pela famosa neblina local. Já a Vila Nova ou Martin Smith possui característica completamente diferente. Ela foi construída de forma simétrica, com planejamento  urbano.  Até  os sentidos norte-sul, leste-oeste foram observados, quase de forma perfeita, em seu arruamento. A Vila Nova, construída e transformada ao longo dos anos, tanto pelos ingleses quanto pelos que os sucederam, chegou aos dias de hoje ainda majestosa e única em nosso país. Os ingleses foram sucedidos pela Rede Ferroviária Federal, depois pelos moradores (período do abandono) e, finalmente, pela Prefeitura de Santo André. Cada um foi deixando sua marca ao longo do tempo, e esta faceta multicultural é nítida aos nossos olhares.

Os ingleses hierarquizaram suas casas e ruas. Havia casas específicas para diretores, chefes, funcionários com famílias grandes, outros com famílias pequenas e, até, alojamento para solteiros. Primitivamente as casas eram de madeira, e assim permaneceram até meados do século XX. Nessa ocasião diversas moradias e edifícios públicos foram construídos em alvenaria pela Rede Ferroviária Federal. Esta, por sua vez, manteve perfeita ordem na vila, até os dias em que entrou em decadência. Após sua privatização em 1997, a vila ficou por conta dos moradores. Houve um total descaso por parte das autoridades, e o Condephaat, que havia tombado a vila em 1987, mostrou toda sua incompetência. Houve um verdadeiro crime tanto contra a história como com a cultura nacional. Com a privatização e modernização da ferrovia houve um grande número de desempregados; muitas casas foram abandonadas e invadidas, até por pessoas de má-índole. Houve destruição e muita alteração nas residências. Paredes foram derrubadas, divisórias levantadas, anexos e garagens construídos, jardins desfeitos, cercas postas abaixo. Nos dias atuais, a administração vem restaurando edifícios públicos de grande valor arquitetônico local. Temos exemplos deles no Castelo, no Clube Lyra Serrano, no antigo Mercado e na antiga Padaria do Mendes. Outras obras e intervenções são realizadas, mas nem sempre com o devido respeito pela história e cultura. É preciso um pouco mais de cuidado.

Boa parte das informações acima “surripiei” do site do Rogério, que além de muito bem feito conta muito da história de Paranapiacaba.

Para saber mais acesse:  http://www.avilainglesa.com/

Para passeios guiados pela Vila ou pelas trilhas da região, entre em contato com o Osmar Losano, que foi nosso guia. Contato: losanobio@hotmail.com Telefones:(11) 4439-0144 ou (11) 8844-0755

Parte Alta da Vila de Paranapiacaba. (10/08/2010)
Parte Baixa da Vila de Paranapiacaba. (10/08/2010)
O cemitério da Vila possui túmulos centenários.
Pátio de manobras e o famoso relógio da Vila de Paranapiacaba.
Aspectos da Vila de Paranapiacaba. (10/08/2010)
Parte Alta da Vila de Paranapiacaba. (10/08/2010)
Vila de Paranapiacaba. (10/08/2010)
Vila de Paranapiacaba. (10/08/2010)
Na foto maior, local onde funcionou o segundo cinema do Brasil.

Santos

Após sairmos do Monte Serrat, fomos passear pelo centro de Santos, dando  atenção especial ao setor histórico da cidade. Estivemos na Bolsa do Café, Prefeitura, Alfândega e almoçamos um delicioso pastel no Café Carioca, local famoso pelo pastel. Confesso que nunca tinha comido um pastel tão saboroso e com tanto recheio. Á tarde fizemos um passeio pela orla marítima da cidade. Queríamos ir até um forte antigo, mas o mesmo estava fechado. Segunda-feira é dia de manutenção dos locais turísticos e encontramos muita coisa fechada. Também estivemos no Estádio do Santos F. C., na Vila Belmiro. Eu queria visitar o memorial, mas também estava fechado. Depois fomos para as praias de São Vicente e Praia Grande. A Andrea tinha levado biquíni pensando em entrar na água, mas mudou de idéia em razão do frio. A previsão que era de 27 graus ficou em 17 graus mais o vento, então entrar na água nem pensar. A volta para São Paulo foi no final da tarde e mesmo com tempo fechado e neblina, pude ver como é bonita a estrada, com seus vários túneis.

Bolsa do Café. (09/08/2010)
Alfândega e Café Carioca. (09/08/2010)
Vila Belmiro, estádio do Santos F. C. (09/08/2010)
Orla de Santos, São Vicente, Praia Grande e nova Imigrantes. (09/08/2010)

Monte Serrat

Após realizar passeios por  São Paulo e pela região serrana, fomos  fazer um passeio pelo litoral paulista. Nossa principal parada foi em Santos, conhecida cidade portuária. Um dos principais passeio que fizemos foi subir ao Monte Serrat de bondinho (funicular). Lá de cima a vista da cidade é muito bonita.

O sistema funicular do Monte Serrat foi planejado em 1910, mas a construção não foi possível pelas dificuldades encontradas durante a Primeira Guerra Mundial, que prejudicou o transporte do material que vinha da Alemanha. A construção então se deu em 1923 e sua inauguração ocorreu em 1 de junho de 1927. No alto do morro funcionou um cassino até 1946. Esse cassino recebeu muitos políticos influentes da época, desde o governador Julio Prestes até o Presidente da República. Além deles, artistas nacionais e internacionais e as grandes orquestras da época, também passaram pelo Monte Serrat, que era ícone de luxo e sofisticação.

Ainda hoje os salões do Monte Serrat conservam as características originais da decoração da época. No alto no morro fica a Capela de Nossa Senhora do Monte Serrat, padroeira da cidade. Possui dois bondinhos, que operam sempre simultaneamente: enquanto um sobe, o outro desce, e os dois se encontram exatamente na metade do percurso, onde há um desvio.

Sistema funicular do Monte Serrat. (09/10/2010)
Funicular parado no alto do Monte Serrat. (09/08/2010)
Parte do salão do Monte Serrat.
Mirante no alto do Monte Serrat. (09/08/2010)

Andrea observando a vista da cidade. (09/08/2010)
Vista do alto do Monte Serrat.

Pico Agudo

O Pico Agudo fica próximo a Santo Antônio do Pinhal. Com 1650m de altitude em relação ao nível do mar, proporciona uma vista espetacular de 360 graus, pois o pico em forma de pirâmide está afastado de outras montanhas, e pode-se observar várias cidades do Vale do Paraíba, da Mantiqueira Paulista e do Sul de Minas Gerais. No alto do morro existem rampas para prática do vôo livre.

No alto do Pico Agudo. (08/08/2010)
Vista do alto do Pico Agudo. (08/08/2010)
Asa Delta pronta para voar.
Voo de asa delta no Pico Agudo. (08/08/2010)

Campos do Jordão

Não conhecia Campos do Jordão e achei a  cidade muito bonita.  É mais bonita do que Gramado, que fica na Serra Gaúcha e é tão famosa quanto Campos do Jordão. É uma cidade cara, mas com muita atividade com relação a passeios e compras. Eu estava de bermuda e camiseta e não estava sentindo frio, mas tinha muita gente cheia de casacos, pessoas vestidas de maneira muito chique.

Localizada em plena Serra da Mantiqueira, Campos do Jordão é chamada de Suíça Brasileira, principalmente pela sua arquitetura de influência europeia e pelo seu clima frio. Por isso, a cidade recebe maior quantidade de turistas durante a estação do inverno, especialmente no mês de jullho. A cidade tem altitude de 1628 metros, sendo portanto, o mais alto município brasileiro, considerando-se a altitude da sede.

Campos do Jordão. (07/08/2010)
Campos do Jordão. (07/08/2010)
Teleférico em Campos do Jordão. (07/08/2010)
Vista da cidade do alto do teleférico.
Portal de entrada, Campos do Jordão. (07/08/2010)

Complexo Pedra do Baú

Outro passeio interessante que  fizemos na região de Campos do Jordão,  foi ir até o  Complexo Pedra do Baú. Após rodar um tempo por uma bonita estrada asfaltada e depois por uma esburaca estrada de terra chegamos ao complexo. Uma curta caminhada pelo mato e pudemos nos maravilhar com a bela vista do local. Caminhamos um pouco por sobre as pedras do Bauzinho até um mirante de onde se tem uma vista linda da Pedra do Baú, bem ao fundo e bem próxima. Foi uma experiência inesquecível. A Andrea não chegou até o último estágio de subida das pedras, pois estava utilizando um tênis de solado liso, e correu sério risco de cair no precipício. Eu cheguei até o fim, mas na hora de descer acabei forçando minha hérnia de disco que não está curada, senti fortes dores e coloquei a perder boa tarde do tratamento que fiz nos últimos meses. De qualquer forma valeu o sacrifício e as dores, pois o passeio foi muito bom.

Complexo Pedra do Baú: Com altitude de 1.950 metros o Complexo do Baú é uma enorme formação rochosa que compõe um dos principais cartões postais de Campos do Jordão. Localizada na Cidade de São Bento do Sapucaí, o melhor acesso se dá por Campos do Jordão. O complexo é formado por três rochas: a Pedra do Baú, a maior e mais alta pedra com 1.950 metros de altitude; O Bauzinho com 1.760 metros; e a Ana Chata com 1.670 metros de altitude. Estas duas últimas localizadas ao redor da principal. Por Campos do Jordão é possível chegar tranqüilamente de carro ao Bauzinho, sendo possível alcançar a sua parte mais íngreme com facilidade. No ponto mais alto da Pedra os visitantes podem andar em sua base, apreciando uma visão espetacular. É possível ver de um lado boa parte da serra de Campos do Jordão, e de outro as lindas montanhas de Minas Gerais. Na ponta da Pedra do Baú vê-se um enorme precipício de granito, capaz de dar vertigem a qualquer pessoa.

Pedra do Baú. (07/08/2010)
Vista do alto do Bauzinho. (07/08/2010)
Andrea no Bauzinho. (07/08/2010)
Vander no Bauzinho. (07/08/2010)
Esquilos. (08/08/2010)

Pico do Itapeva

Próximo a Campos do Jordão fomos visitar o Pico do Itapeva, que é um dos pontos mais altos do Brasil. Apesar de estar localizado no município de Pindamonhangaba, é considerado um dos principais pontos turísticos de Campos do Jordão, pois seu acesso é feito através desta cidade. De seu topo podê-se avistar quase todo o Vale do Paraíba, uma vista maravilhosa. De negativo é que no topo do morro existe um comércio que chega a ser surreal. São vários quiosques onde se comercializam principalmente roupas de lã. O comércio tomou de tal forma o topo do morro, que quase não sobra espaço para os visitantes nos mirantes existentes no local. Chega-se ao topo de carro, através de uma estrada asfaltada e lá em cima o capitalismo selvagem tomou conta de tudo. Eu que já subi em muitos morros, todos após muito esforço e suor, fiquei estupefato ao ver o movimento no Pico do Itapeva. Parece um shopping a céu aberto e não da pra dizer que se está no alto de um dos picos mais altos do Brasil. De qualquer forma a vista lá de cima vale a pena, mas que podia ser diferente sem tal comércio e descaracterização do local, isso podia.

Pico do Itapeva. (07/08/2010)
Vale do Paraíba visto do alto do Pico do Itapeva. (07/08/2010)
Andrea em frente ao comércio existente no alto do morro. (08/08/2010)
A 2.035 metros, o pico mais alto e mais fácil que já subi.

Santo Antônio do Pinhal

Nossos passeios fora de São Paulo iniciaram por Santo Antônio do Pinhal, uma estância climática a 1.200 metros de altitude, na Serra da Mantiqueira. A cidade é considerada o paraíso dos amantes de esportes radicais como vôo livre, paraglider e asa-delta. É uma cidade tranquila, distante 168 Km de São Paulo e 14 Km de Campos do Jordão, famosa cidade serrana do estado. O lugar é de muita tranqüilidade, ar puro, verde e paz. Ficamos hospedados em uma simpática pousada no centro da pequena cidade. Á noite saíamos para passeios a pé. Durante o dia fizemos passeios por locais próximos (veja outras postagens).

Para saber mais sobre a cidade visite: http://www.santoantoniopinhal.com.br/

História: Após índios e bandeirantes, ouro e escravos, no Sertão do Alto do Sapucaí Mirim em 1785 foi concedida a primeira sesmaria da região pela Capitania de São Paulo. Um conflito se instalou por muitos anos, por causa da disputa da divisa entre as Capitanias de São Paulo (1714) e Minas Gerais (1720). Sertão do alto da Serra para os Paulistas que não aceitavam a divisa, e para os mineiros, seria no alto da Serra da Mantiqueira, região denominada Sertão de Camanducaia. Em 1809, foi aberto um caminho pelos mineiros em terras habitadas pelos paulistas da Vila de Pindamonhangaba que já possuíam as Sesmarias na região, mas logo foi fechada pelo então Capitão Mor Ignácio Marcondes do Amaral. Após um acordo amigável em 1811, ficou combinado que continuaria aberta a estrada com uma guarda mantida por São Paulo no lugar denominado sertão em terras de Claro Monteiro do Amaral, cerca de 10 km acima de Sapucaí Mirim.

Na região onde existe hoje a Cidade de Sapucaí Mirim, estabeleceram-se diversos moradores sob a proteção do Capitão Manoel Furquim de Almeida, representante de Minas. Essas terras eram reclamadas pelo paulista Inácio Caetano Vieira de Carvalho, antigo sesmeiro, que conseguiu reavê-las em 1813 com intervenção da câmara de Pindamonhangaba a seu favor. Em abril do ano seguinte, houve um contra movimento por parte de Minas retirando a guarda do local combinado e, em julho foi instalado um quartel no alto da Serra da Mantiqueira . Em 31 de agosto do mesmo ano, a Câmara de Pindamonhangaba obrigou os mineiros a retirarem o quartel, que ficou abandonado até novembro quando foi queimado pelas autoridades de Pindamonhangaba. A denominação “Quartel Queimado” figura nos documentos de 1847 e no mapa de Minas de 1855.

Com a abertura oficial da estrada em 1811, ligando as duas Capitanias, a região começou a prosperar. Com a fundação da Freguesia de São Bento do Sapucaí em 1828, as terras do alto da Serra ficaram pertencendo à nova freguesia. Foram feitas muitas doações para a Capela de Santo Antonio no local denominado Fazenda Pinhal. A mais conhecida delas ocorreu em 11 de abril de 1856, quando o senhor Antonio José de Oliveira e sua mulher doaram terras ao santo de devoção.

Após cem anos de submissão, os descendentes dos antigos povoadores decidiram conquistar a independência. O antigo Bairro do Pinhal dependia unicamente de São Bento do Sapucaí, mas graças aos esforços de heróis pinhalenses, após demandas judiciais, comemorou-se a emancipação em 1960. Dessa data em diante a nova cidade prosperou e transformou-se no “Charme da Serra”.

Noite fria em Santo Antônio do Pinhal. (06/08/2010)
Cachoeira do Lageado. (08/08/2010)
Santo Antônio do Pinhal. (08/08/2010)

Cripta da Catedral da Sé

Esse passeio foi diferente,  pois eu já tinha visitado a Cripta da Catedral da Sé no ano passado. Já a Andrea, mesmo sendo paulistana e tendo passado toda sua vida em São Paulo, não conhecia tal lugar. Então foi meio inusitado um paranaense que não vive em sampa, levar uma paulistana da gema para visitar um ponto turístico de sua própria cidade.

A cripta foi inaugurada em 1919, contém 30 câmaras mortuárias destinadas a guardar os sarcófagos dos bispos e arcebispos, além de guardar os restos mortais do cacique Tibiriçá, o primeiro cidadão de Piratininga, e do padre Feijó, Regente do Império. A cripta foi construída antes da catedral, em seu subsolo. Atualmente tem seu acesso restrito, pois no período em que a visitação era aberta ao público em geral, ocorreram vários atos de vandalismo. A partir do momento em que as visitas á cripta passaram a ser monitoradas e terem ingresso cobrado, os atos de vandalismo cessaram. Infelizmente em nosso pais é assim, boa parte do povo é ignorante, sem consciência ou educação. Em razão disso é preciso disciplinar e cobrar a visitação de um local público, para que o mesmo não seja destruído.

Cripta da Catedra da Sé. (06/08/2010)
câmaras mortuárias
câmaras mortuárias

Cripta da Catedral da Sé. (06/08/2010)

Edifício do Banespa

Outro passeio que fiz junto com a Andrea,  foi ao Edifício do Banespa. Fomos  até o mirante que fica no alto do prédio, onde a vista é incrivel. Pena que não da pra ficar muito tempo e os seguranças já pedem para descer, pois sempre tem fila de visitantes e o acesso é controlado, por motivo de segurança.

O Edifício Altino Alves, também conhecido como Edifício do Banespa é o 3º prédio mais alto de São Paulo e o 4º mais alto do Brasil. Foi construído a partir de 1939, pelo interventor federal Ademar Pereira de Barros, para sediar o Banco do Estado de São Paulo (Banespa), e inaugurado em 1947 também por Ademar de Barros quando este era governador de São Paulo. Durante mais de uma década foi o prédio mais alto da cidade, até ser superado pelo Mirante do Vale (que é o prédio mais alto do Brasil), em 1960. Seu projeto inicial foi alterado para fazê-lo à semelhança do Empire State Building, em Nova York. Logo após sua inauguração, chegou a ser considerado a maior estrutura em concreto armado do mundo.

A Torre Banespa é um dos destaques do edifício. Fica situada no ponto mais alto do prédio, acessível a partir do 34º andar, permite uma privilegiada vista panorâmica da cidade, com um alcance de até 40 quilômetros. É possível ver outros marcos importantes da cidade, como o Mercado Municipal, a Catedral da Sé, e até mesmo os edifícios Itália, Copan e Hilton, além de diversos bairros vizinhos. Isso tudo é possível também pois, apesar de não ser o prédio mais alto, ele está situado no ponto topograficamente mais alto do centro de São Paulo. No topo de edifício encontra-se uma bandeira do estado de São Paulo, medindo 7,20 metros de largura por 5,40 de altura, sendo trocada mensalmente por conta do desgaste provocado pelos fortes ventos a aquela altura.

Ao fundo o Edifício do Banespa. (06/08/2010)
Vista do alto da Torre Banespa. (06/08/2010)
Andrea e Vander no alto da Torre Banespa. (06/08/2010)
Vista do alto da Torre Banespa. (06/08/2010)

Pinacoteca do Estado de São Paulo

Um dos  passeios  mais interessante que eu e a Andrea fizemos,  foi uma visita á  Pinacoteca de São Paulo. Vimos muitos quadros famosos, alguns que eu conhecia dos livros escolares. Também vimos uma exposição temporária de objetos de ouro, chamada Ouros de Eldorado: Arte Pré-Hispânica da Colômbia

Ouros de Eldorado: Arte Pré-Hispânica da Colômbia

A Pinacoteca do Estado de São Paulo é o museu de arte mais antigo da cidade e um dos mais importantes do país. No momento de sua inauguração, em 24 de dezembro de 1905, o acervo da Pinacoteca consistia em 26 pinturas de importantes artistas que atuaram na cidade, como Almeida Júnior, Pedro Alexandrino, Berthe Worms, Antonio Parreiras e Oscar Pereira da Silva, oriundos do Museu Paulista (então Museu do Estado). Durante suas primeiras décadas de existência, a Pinacoteca voltou-se à ampliação de seu acervo, com ênfase na arte brasileira do século XIX. Contudo, este perfil começa a mudar a partir 1967, com as gestões de Delmiro Gonçalves, Clóvis Graciano e Walter Wey, quando se iniciaram as reformas do prédio, ampliaram-se as atividades do museu e mudaram os critérios de escolha de obras, que passou a ser feito pelo Conselho de Orientação da Pinacoteca, criado em 1970. A partir de então, a significativa coleção de arte brasileira do século XIX passava a ser complementada, pouco a pouco, por obras representativas de períodos posteriores. 

Para saber mais acesse: http://www.pinacoteca.org.br/pinacoteca/default.aspx

Pinacoteca do Estado de São Paulo

Pinacoteca do Estado de São Paulo

Abaixo alguns dos quadros famosos que vimos durante a visita a Pinacoteca:

Caipira Picando Fumo (Almeida Júnior) - 1893
Fim de Romance (Antônio Parreiras) - 1912

São Paulo (Tarsila do Amaral) - 1924

O Mestiço (Candido Portinari) – 1934