Jorge & Mateus – Expoingá 2017

Meu domingo foi movimentado, pois acordei de madrugada, no frio para ir participar de uma caminhada de 14 km. Voltei para casa no meio da tarde, resolvi alguns assuntos e parti para Maringá, para ir na Expoingá. Alguns passeio por lá, brincadeiras no parque de diversões e para fechar a noite show com Jorge & Mateus.

Em 2012 eu tinha assistido a um show de Jorge & Mateus, também na Expoingá. O show de 2012 já tinha sido muito bom, e o desse ano foi ainda melhor. Foi uma hora e meia de show, onde mesclaram músicas antigas e novas. E teve participação do Rodolfo, da dupla Israel & Rodolfo, que cantou a música Marca Evidente, em dupla com o Jorge. O pavilhão de shows estava lotado, uma plateia comportada e que interagiu muito com o show. O difícil foi pegar estrada para ir pra casa, chegar em casa ás quatro da manhã e levantar cedo na segunda-feira para ir trabalhar. Mesmo assim valeu muito o domingo movimentado!

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A primeira cerveja em lata

Não sou apreciador de cerveja, ou de qualquer bebida alcoólica. Mas sou colecionador de latinhas. No meu caso latas de Coca-Coca, cuja coleção comecei há 20 anos. Mas esse post é para falar sobre latas de cerveja, pois hoje fazem 82 anos que foi vendida nos Estados Unidos, a primeira cerveja enlatada.

A primeira cerveja em lata foi da marca Krueger Beer. No Brasil a primeira cerveja em lata foi da marca Skol, no ano de 1971. Ou seja, 36 anos após a primeira cerveja em lata norte americana.

No final do século 19, as latas eram fundamentais no acondicionamento e distribuição de alimentos. Mas somente a partir de 1909 que a American Can Company passou a fazer experiências com latas para guardar líquidos. Após muitos testes malsucedidos, a American Can teve de esperar até o fim da Lei Seca nos Estados Unidos, em 1933, para então realizar novos testes com a cerveja em lata. Após dois anos de pesquisas, a American Can desenvolveu uma lata  resistente à pressurização  e com revestimento interno especial que não deixava a cerveja se gaseificar como resultado de uma reação química com o metal.

No início foi muito difícil para os amantes da cerveja aceitar o conceito da bebida enlatada. Mas aos pouco a Krueger superou as fortes resistências e se tornou a primeira cervejaria do mundo  a vender cerveja em lata.

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Krueger´s Beer, a primeira no mundo (1935).

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Skol, a primeira no Brasil (1971).

Utopias…

DAS UTOPIAS

Se as coisas são inatingíveis… ora!
Não é motivo para não querê-las…
Que tristes os caminhos, se não fora
A presença distante das estrelas!

Espelho Mágico. Porto Alegre: Editora Globo.1951.

O que seria do homem se não existisse a utopia? Sou um ser utópico, mas de pés no chão e sei muito bem até onde minhas utopias podem chegar…

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Estrada Real – 5° Dia

São João del Rei/Caquende/Capela do Saco/Carrancas

(Resumo)

Acordei 06h00min em ponto, com ajuda do despertador do celular. Tomei um longo banho para despertar, arrumei minhas coisas e saí. Na noite anterior tinha combinado com a Lua, que jogaria por baixo da porta a chave do hostel. Mesmo sendo cedo, o sol estava alto no céu, prometendo um dia de muito calor. Tirei uma foto d frente do hostel, olhei o guia para saber que rumo tomar e parti. No caminho parei em frente uma igreja e fiz uma oração na calçada.

Saí de São João del Rei pedalando por uma longa avenida e então cheguei numa estrada que me levaria até a rodovia.  Logo de cara tinha uma longa subida e fui pedalando devagar, ainda aquecendo as pernas. Após vencer a longa subida, resolvi parar na beira da estrada e tomar meu café da manhã, que consistia de duas bananas. Depois de comer, notei que o pneu da frente estava um pouco murcho. Peguei a bomba de encher e a encaixei no bico do pneu. E ao começar a bombear, em vez de encher o pneu murchou ainda mais. Foi aí que vi que o bico da bomba estava quebrado. O pneu ficou muito vazio e não tinha como pedalar. Eu não queria voltar até a cidade para procurar algum lugar onde encher o pneu. Resolvi arriscar e segui em frente na esperança de encontrar algum posto de gasolina onde pudesse encher o pneu. Empurrei a bike por cerca de um quilômetro, quando vi uma pessoa vindo pelo outro lado da estrada. A imagem era meio surreal, pois se tratava de uma moça vestindo uma justíssima roupa de ginástica toda colorida, caminhando pelo acostamento e ouvindo música com fones de ouvido. Quando ela chegou perto de mim, notei que a roupa era extremamente justa e destacava de forma exagerada as curvas da moça. Dei bom dia e perguntei se ela sabia de algum posto de gasolina próximo dali. Ela respondeu que mais uns 500 metros eu chegaria na rodovia, e que seguindo para o lado direito demoraria muito para eu encontrar um posto. E que para o lado esquerdo da rodovia ela nunca tinha ido e não sabia responder se existia algum posto. E falou que na casa dela tinha uma bomba de encher pneus e que se eu quisesse ela me emprestava. Ela morava na cidade, distante cerca de cinco quilômetros de onde estávamos. Agradeci a oferta e disse que preferia arriscar e seguir em frente. Nos despedimos e segui pensando se não era perigoso a tal moça caminhar sozinha ao lado da estrada deserta. E se eu não devia ter aceitado a oferta da moça e ido até a casa dela encher o pneu.

A rodovia estava muito movimentada e por segurança fui pedalando pelo acostamento. Mas ele era horrível, com muitos buracos e pedras soltas, sem contar o mato que muitas vezes arranhava minha canela e tornozelo direito. E o pior é que pedalando pelo acostamento ruim eu não conseguia andar muito veloz. Esse seria um dia em que precisava pedalar dezenas de quilômetros, e ganhar tempo era necessário para conseguir chegar em Carrancas, cidade onde planejava pernoitar. E no meio do caminho teria que atravessar uma balsa, e caso ocorresse mais algum contratempo eu corria o risco de perder a balsa e ter que dormir na rua. Pensando em tudo isso, segui pedalando sob um sol que ficava cada vez mais quente, até que um caminhão passou por mim buzinando de forma estridente. Era o caminhoneiro que tinha me ajudado com o pneu da bike. Acenei para ele e em pensamento agradeci pela ajuda recebida.

Após superar um longo trecho de curvas e subidas, finalmente cheguei em um trecho com sombra, retas e descidas. E passei por dois outros puteiros ao lado da estrada. Um deles tinha o nome “Capa de Revista” pintado na fachada. “Capa de Revista” foi uma música de sucesso nos anos oitenta, cantada pela dupla Gilberto & Gilmar. Segui pedalando forte pelas retas e descidas da estrada, enquanto cantava… ♫♪Capa de revista, exposta na banca pra todos verem. Um dia a tarde, andando na rua me surpreendi.
Quando numa banca vi um corpo nu, queimado do sol.
Conhecido meu a tempos atrás me pertenceu. Como eu era feliz… ♫♪ Pedalei muitos quilômetros cantarolando esse trecho da música. Sabe quando você começa a cantar uma música e não consegue parar? Acho horrível quando isso acontece, quando a música vem à mente sem eu querer e eu não consigo deixar de cantar, por mais que me concentre e tente não cantar.

Vi uma placa ao lado da estrada que indicava a entrada para o Circuito das Águas. Por essa estrada seriam 135 quilômetros para chegar na cidade de Caxambu. Fiquei bastante tentado a seguir por essa estrada, pois seria um bom atalho, já que Caxambu estava em meu roteiro. Mas se fizesse isso eu estaria deixando grande parte da Estrada Real de lado e isso faria minha viagem perder o sentido. Me mantive fiel à Estrada Real, apenas deixando muitas vezes de seguir por estradas de terra, e optando por seguir por estradas asfaltadas. E vale lembrar que muitos trechos originais da Estrada Real foram asfaltados e hoje fazem parte de grandes rodovias. O que acontece é que muitas vezes acabam existindo trechos alternativos de terra, que são mais seguros.

Pouco antes do meio dia e sob um sol escaldante, cheguei em São Sebastião da Vitória. Estava com pouca água e ela estava quase fervendo. Vi um posto de gasolina e nele um bebedouro. Fui pedalando todo alegrinho na esperança de encontrar água gelada, mas o bebedouro estava quebrado. Mesmo assim consegui matar a sede com uma água pouco mais fresca que a minha. Voltei a pedalar e segui pela rodovia, que atravessava toda a pequena cidade. Me lembrei de que estava sem dinheiro e fui olhando atentamente a procura de uma Casa Lotérica, onde eu pudesse sacar dinheiro de minha conta da Caixa Econômica Federal. Parei em uma farmácia pedir informação e a atendente contou que tinha uma loja onde era possível fazer saques, mas que a dona não estaria lá naquela hora do dia. Segui em frente olhando para os lados a procura de um local para lanchar e que aceitassem cartão de débito. Vi uma panificadora e quando ia entrar nela, do outro lado da rua vi um pequeno restaurante com uma placa anunciando “comida caseira”. Não resisti e fui até o restaurante. Meu plano desde o início era nunca fazer refeições na hora do almoço, mas apenas lanches leves, pois pedalar com o estômago muito cheio não é nada produtivo. Mas estava cansado de comer lanches nos últimos dias e minha fome era grande.

Cheguei no pequeno povoado de Caquende. Fui até a pequena igreja do povoado, tirei uma foto em frente a ela e me informei sobre o caminho a seguir até o local onde deveria pegar a balsa. Não era longe e em poucos minutos parei na margem do rio, no exato local onde a balsa costuma parar. No mesmo local estava o motoqueiro que tinha passado por mim há pouco. Começamos a conversar, ele era paulista de Ribeirão Preto. Me contou que já foi ciclista e que já tinha viajado de bike. Daí comprou a moto e resolveu percorrer a Estrada Real. Ele tinha sofrido uma queda pouco antes de passar por mim na estrada e além de sofrer alguns esfolados, também ralou a moto e quebrou um pisca traseiro. Próximo de onde estávamos tinham alguns caras pescando e nos informaram que a balsa demoraria cerca de meia hora para voltar, pois ela tinha acabado de atracar em Capela do Saco, no outro lado do rio. Tirei algumas fotos, conversei mais um pouco com o motoqueiro, cujo nome não anotei e não consigo lembrar. O sol estava muito quente, eu estava todo molhado de suor e cheio de poeira. Olhei o rio em volta, sua água era clara, pois o fundo era de areia grossa. Vi que próximo onde a balsa atracava era raso e não resisti, tirei meu tênis, meias e camisa, ficando de bermuda somente e entrei na água.

Comecei a me sentir muito cansado e isso não ajudava muito, pois o cansaço deixa nosso raciocínio lento. E por culpa do cansaço e da preguiça de pegar o guia e olhar mais detalhadamente as indicações do caminho, passei a seguir os marcos da Estrada Real. Até que numa encruzilhada não prestei muita atenção na direção que o marco indicava e acabei seguindo pela estrada errada. O problema é que demorei muito para perceber o erro. Enquanto ainda achava que estava no caminho certo, comecei a pedalar por um trecho com muita areia e mato dos dois lados da estrada. O sol estava se pondo e era um pouco assustador pedalar ali, pois da mata vinham ruídos estranhos. E a areia ficou tão fofa, que tive que descer e empurrar a bike. Até cheguei a pensar que tinha finamente chegado na famosa subida da “cruz das almas”, mas quando cheguei no final da subida vi pelo aplicativo do celular que ela tinha somente um quilômetro de extensão. Então não poderia ser a famosa e assustadora subida de quatro quilômetros.

O dia estava começando a escurecer e passei a seguir por uma estrada longa, com pasto dos dois lados. Eu subia quase o tempo todo, mas não era uma subida íngreme. E cada vez eu ficava mais perto das montanhas que tinha visto antes. Foi aí que tive certeza de que estava no caminho errado. E tinha quase certeza de que tinha errado o caminho quando passei pelo último marco da Estrada Real, já que depois disso não vi mais nenhum marco. Tentei me localizar olhando o guia, mas não consegui chegar a nenhuma conclusão objetiva. Na verdade eu não sabia ao certo onde estava e nem para onde a estrada seguia. Voltar ao local onde tinha errado o caminho era algo fora de cogitação, pois já tinha percorrido mais de dez quilômetros depois disso e tinha passado por muita areia. Resolvi confiar na sorte e seguir em frente. A noite foi chegando e passou um ônibus escolar por mim. Mas ele chegou tão silencioso que me assustei quando percebi ele atrás de mim. E no susto acabei não dando sinal para o motorista parar para eu pedir informação sobre o caminho. Parei e fiquei olhando o ônibus seguir pela estrada, e quando ele já estava bem distante vi ele virar na direção da montanha, que ficava cada vez mais perto. E notei que ele passou a andar mais veloz e comecei a ver luzes de carros. Ou seja, ali tinha uma estrada, possivelmente asfaltada. Ganhei um animo extra e pedalei mais forte até que uns dois quilômetros depois cheguei numa rodovia. Parei e fiquei pensando para qual lado deveria seguir. Não tinha nenhuma placa indicando o caminho e após pensar um pouco cheguei à conclusão de que a cidade de Carrancas ficava na direção das montanhas. Tinha ficado escuro e peguei a lanterna que ficava guardada na bolsa de guidão. A lanterna ainda não tinha sido usada na viagem e estava com a bateria cheia, o que me dava cerca de duas horas de autonomia de luz. Ela era bem forte, tinha sido comprada especialmente para a viagem, para o caso de alguma emergência noturna. E naquele momento eu estava numa emergência, no escuro, seguindo por uma estrada que eu não sabia ao certo para onde ia.

Para piorar minha situação fiquei sem água. E empurrar a bike montanha acima me fazia suar em bicas. Teve um trecho onde eu passei bem próximo a um alto paredão de rocha. E vi que recentemente tinham caído algumas pedras enormes ao lado da estrada. Era o que me faltava, cair uma pedra na minha cabeça! Passei o mais rápido que consegui por aquele trecho e quando me senti mais seguro parei para descansar. Aproveitei para guardar o guia na bolsa de guidão e fechá-la totalmente com o zíper, pois no escuro tinha receio de algo cair da bolsa e eu não ver. E ao mexer na bolsa de guidão, acabei encontrando o bombom que a Lua tinha deixado em meu travesseiro, na noite anterior no hostel em São João del Rei. Comi aquele bombom com um prazer indescritível. E todo aquele açúcar me deu nova energia para seguir empurrando a bike montanha acima. E nisso gritei bem alto um “obrigado Lua!”. E por falar em lua, ela surgiu (não a Lua do hostel) no céu, iluminando meu caminho. Não sei ao certo quanto tempo empurrei a bike morro acima, pois estava tão cansado que nem tinha vontade de pegar o celular no bolso traseiro da camisa para ver o horário ou a distância.

A descida era radical e com uma curva atrás da outra. E minha lanterna foi ficando fraca, até quase não iluminar nada. O que ajudava um pouco era a luz da lua. No começo ia segurando no freio, com medo de cair em algum buraco da estrada Mas notei que tinham algumas marcas mais escuras no asfalto, resultado de um recape recente. Isso me fez sentir mais seguro, e criei confiança e passei a descer rápido pela estrada. Não passavam carros e eu seguia pelo meio da pista. Comecei a sentir frio, mas nem ligava e seguia no embalo, sem precisar pedalar. Aquilo era muito radical, perigoso e gostoso. Com certeza esse foi um dos melhores e mais perigosos pedais que já fiz na vida. Foi um momento, uma aventura inesquecível, mas que espero não precisar mais repetir, pois foi perigoso demais. Descer aquela serra em alta velocidade, com peso traseiro e mal conseguindo enxergar a estrada direito é algo de gente maluca. Mas eu estava seguro do que estava fazendo e o risco era calculado. E também sou um cara de fé e meu anjo da guarda, coitado, sempre está ao meu lado. Costumo brincar que meu anjo da guarda não tem mais penas nas asas, que é manco e tem muitas fraturas e pontos pelo corpo. Vez ou outra ele falha e eu me estrepo, mas quase sempre ele está a postos e me livra dos perrengues.

Não sei dizer quanto tempo durou a descida, mas quando chegou no fim passei a pedalar por uma longa reta e sentia muita dor nas pernas. Eu não estava tendo mais forças para pedalar, mas precisava seguir em frente, pois estava cada vez mais perto de Carrancas. Nesse trecho passaram muitos carros por mim. Parecia que os carros estavam esperando eu descer a montanha, para então passarem. Cheguei num pequeno trevo e achei que era a entrada para Carrancas, mas lendo uma placa descobri que o caminho não era aquele. Pedalei mais uns dois quilômetros e logo comecei a ver luzes e algumas casas. Finalmente eu tinha chegado em Carrancas. Segui por uma longa avenida e após uma pequena descida vi uma praça e uma igreja. Como a cidade não era muito grande, sabia que ali era o centro da cidade. Ao meu lado parou um carro e quando me virei para olhar o que era, vi uma bela e jovem mulher ao volante. Antes que eu dissesse algo, ela perguntou se eu precisava de ajuda. Respondi que estava procurando a Pousada da Mica. Ela disse que a pousada ficava perto, e que eu deveria subir duas quadras e virar à direita, que mais 100 metros eu chegaria na pousada. Agradeci a informação e ela respondeu que ao me ver percebeu que eu era um viajante e que fatalmente precisava de ajuda.

Antes de me ajeitar para dormir, liguei para casa dar noticiais e fiz algumas anotações em meu diário de viagem. Em seguida apaguei as luzes e deixei a janela aberta, pois a noite estava um pouco quente. Me deitei e mal sentia meu corpo, e minhas pernas doíam muito. Resolvi tomar um Dorflex e quando estava quase pegando no sono, ouvi vozes debaixo da janela do meu quarto. Discretamente fui espiar e vi que era um casal, sendo que a garota era muito jovem e bonita. Voltei para a cama e fiquei ouvindo a conversa dos dois, que nem imaginavam que eu estava próximo a eles, escutando tudo o que falavam. O rapaz era bom de papo e estava tentando levar a garota para a casa dele, pois seus pais tinham viajado. A garota estava se valorizando, dizia que era virgem e que ele estava indo rápido demais. Mas o cara era muito bom de papo e após uns 15 minutos de conversa a garota estava quase cedendo.  Atento a conversa dos dois esqueci as dores e o cansaço, mas acabei pegando no sono e jamais saberei se a garota foi ou não para a casa do rapaz.

*Para ler o relato completo sobre esse dia de viagem, ou sobre toda a viagem pela Estrada Real, adquira o livro “Estrada Real Caminho Velho”, autor Vander Dissenha.

À venda a partir de 01/11/2016 

Versão em e-book: Amazon 

Versão impressa: Clube de Autores

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Preparativos para a Estrada Real

Nos dias que antecederam a viagem, peguei forte nos treinamentos com bicicleta, principalmente em trechos de subida. Já fazia dois meses que fazia aulas de spinning duas vezes por semana. A professora pegava pesado, então eu estava até que bem fisicamente. E vez ou outra também fazia algum pedal com os amigos do Grupo Sou Bike, de Campo Mourão, cidade onde vivo e que fica no Oeste do Paraná. Estava ciente de que não iniciaria a viagem cem por cento preparado, mas sabia que a cada dia de pedalada iria me condicionar melhor fisicamente. Iniciaria a viagem percorrendo trechos menores e fazendo algumas pausas maiores para descanso. E na metade final da viagem, percorreria trechos mais longos e descansaria menos. A estratégia era essa e durante a viagem se mostrou correta, sendo que cometi somente um erro de estratégia, justamente no último dia de viagem.

Fiquei alguns dias pensando sobre qual bicicleta utilizar na viagem. Não sabia se utilizava minha bicicleta aro 26 ou se comprova uma bicicleta aro 29, para realizar a viagem com ela. Pesquisei sobre o assunto, li alguns relatos de cicloturistas que percorreram a Estrada Real nos últimos anos e somado com a experiência que adquiri na cicloviagem de 2011 pelo Caminho da Fé, optei por viajar com minha velha bike aro 26. Foram dois motivos principais que me fizeram decidir pela aro 26. O primeiro motivo foi que ela é mais resistente para as estradas ruins que eu iria percorrer, principalmente carregando doze quilos de bagagem. E segundo, em razão da manutenção, pois ela é mais fácil na aro 26. A aro 29 com freio hidráulico, tem uma manutenção mais difícil e especifica, que carece de algumas ferramentas especiais que não se encontra em qualquer oficina de bicicletas. Por experiência anterior sabia que na maioria das cidades pequenas do interior não existem mecânicos especializados, peças ou ferramentas próprias para bicicletas com freio a disco/hidráulico. Quando de minha viagem pelo Caminho da Fé, conheci dois ciclistas que desistiram da viagem antes da metade do caminho, por culpa de problemas de freio. Eles não encontraram nenhuma oficina de bicicletas que tivessem ferramentas para consertarem seus freios a disco. Por isso tiveram que cancelar suas viagens e voltar para casa.

Também em razão de leituras e experiência, optei por não levar mochila de hidratação, mais conhecida como Camel Back. Ela vai nas costas e nela cabem em média dois litros de água. O problema é que a mochila acaba esquentado as costas e te faz suar mais do que o normal. E no caso de cicloviagem, onde geralmente você pedala de seis a dez horas por dia, a mochila de hidratação acaba mais atrapalhando do que ajudando. Diante disso, minha escolha foi levar uma garrafa plástica de um litro, que vai no suporte da bike, e no caminho comprava garrafas de água mineral de 1,5 litro e amarrava ela na garupa da bike. Isso se mostrou muito prático durante a viagem, mesmo quando a água ficava morna dentro das garrafas. Mas na mochila de hidratação isso não seria muito diferente.

Eu já tinha quase todo o equipamento necessário para executar a viagem de bike. Tinha a bicicleta, o principal item. Também tinha o alforje, que é aquela mochila que vai numa garupa atrás na bike. Tinha uma bolsa para guidão e uma para o cano, ambas novas, que tinha comprado em minha última viagem aos Estados Unidos, em 2011 e nunca as tinha usado. Tinha roupas de ciclismo, ferramentas e todos os itens pequenos necessários para a viagem. A única coisa que faltava era a garupa para colocar na parte traseira da bike, e nela acondicionar o alforje com as roupas, remédios, material de higiene e outras coisas mais. A questão da garupa resolvi rapidamente, tendo encomendado a um amigo que foi ao Paraguai, que trouxesse uma para mim, com sistema de chaveta, que tornava fácil colocar e tirar a garupa da bike. E além de barata, essa garupa se mostrou prática e resistente. E também tinha a mala bike, uma espécie de bolsa enorme onde você coloca a bike dentro, depois de tirar as rodas e os pedais e daí pode carregar ela no ombro. A vantagem de carregar a bike numa mala bike, é que não reclamam da bike quando você vai pegar um ônibus ou um avião. Já cheguei a andar no Metrô de São Paulo com minha bike dentro da mala bike e não tive problema algum.

Na viagem eu teria autonomia para levar nove quilos no alforje traseiro e mais dois quilos na bolsa de guidão. Foi complicado escolher o que levar e que ficasse dentro dessa autonomia de peso. Primeiro separei os itens mais importantes e que não poderia deixar para traz. Depois separei os de meia importância e por último as miudezas. No final pesei tudo e o peso excedente eliminei tirando algumas roupas. Também separei o guia que utilizaria na viagem e um caderno onde faço anotações e que acaba sendo meu diário de viagem. É esse caderno que me ajuda a escrever, pois através das anotações que faço nele é que escrevo sobre a viagem no meu blog e depois utilizo tais informações para ajudar a escrever meus livros sobre viagens. E as informações do caderno são completadas com as muitas fotos que tiro e também com a memória, que por enquanto é boa.

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Equipamento pronto, seguindo para o aeroporto, rumo Belo Horizonte.

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Em Ouro Preto – MG, fazendo turismo.

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Hostel Imperial em Ouro Preto, ponto de partida para a Estrada Real.

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Primeiros quilômetros de Estrada Real, com muitas subidas e curvas.

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Antiga ponte, no Caminho Velho da Estrada Real.

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Belas paisagens e longas subidas.

História da Estrada Real

A Estrada Real é um conjunto de vias e caminhos criados pela Coroa Portuguesa durante o período do Brasil Colônia, cujo objetivo era o acesso a metais preciosos como ouro e diamantes do interior de Minas Gerais e o transporte para a metrópole portuguesa. A Estrada Real começou a ser construída no século XVII para ligar a região do litoral carioca às regiões produtoras de ouro do interior de Minas Gerais.

A Estrada Real ligava Ouro Preto (na época, Vila Rica), em Minas Gerais ao Porto de Paraty, no Rio de Janeiro. O caminho era usado para transportar o ouro e demais carregamentos da cidade mineira até o porto. Ao longo do caminho, foram sendo fundadas vilas e diversos pontos de parada para os tropeiros, mineradores e outros viajantes que faziam o percurso da Estrada Real. Na época, seu percurso levava sessenta dias para ser feito devido às dificuldades de percurso na estrada de terra que atravessa a Serra da Mantiqueira e da distância. Este caminho estendia-se por localidades como Caeté e Sabará também, recebendo por isso o nome de Caminho do Sabarabuçu.

No século XVIII a necessidade de um caminho mais seguro e rápido até o porto, fez com que a Coroa ordenasse a construção de uma outra rota que ficou conhecida como Caminho Novo. O Caminho Novo passou a ligar Vila Rica ao porto do Rio de Janeiro enquanto que a rota de Paraty passou a ser conhecida como o Caminho Velho, ou Caminho do Ouro.

Com a descoberta das pedras preciosas em Arraial do Tejuco (atual Diamantina), a estrada se estendeu até a região, deixando Vila Rica como o centro de convergência da Estrada Real. Tal via ganhou o nome de Caminho dos Diamantes. Essa rota tinha a intenção de conectar a sede da Capitania, Ouro Preto, à principal cidade de exploração de diamantes, Diamantina.

Com a grande movimentação de pessoas, mercadorias e riquezas, intensificou-se o processo de povoamento da região, dando origem a vilas e cidades criadas à beira do curso oficial. Paralelamente, outras vias clandestinas chamadas de descaminhos, começaram a ser abertas para que os mineradores conseguissem fugir da fiscalização e dos postos de inspeção, chamados Registros, e, desta forma, evitar o pagamento de tributos.

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Início do Caminho Velho da Estrada Real, saindo de Ouro Preto – MG.

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Antiga ponte de pedra, no Caminho Velho.

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Trecho entre Ouro Preto e Ouro Branco.

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Uma das muitas placas que sinalizam a Estrada Real.

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Ciclovia próximo a cidade de Conselheiro Lafaiete – Mg.

Aniversário de sete anos do Blog…

O blog está completando sete anos de existência. Após um ano de 2014 com poucas postagens e quase o encerramento do blog, em 2015 voltei a postar mais e aos poucos suas visualizações vão aumentando.

Um dos pontos fortes do blog sempre foi falar sobre minhas viagens, postando informações e muitas vezes os diários de viagem. Mas nos últimos anos as viagens andam escassas, primeiro por que fiquei um ano sem férias e esse ano tirei 30 dias de férias, mas não pude viajar em razão de estar fazendo fisioterapia diariamente para recuperar meu ombro fraturado. Mesmo assim não faltou assunto para o blog esse ano, pois comecei a postar sobre temas variados que achei interessantes.

Se o blog chegou a sete anos de vida a meta é que permaneça ativo por muitos anos mais. Enquanto manter o blog for um hobby prazeroso ele continuará existindo.

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Sete anos de Blog.

Bosque do Papa

Inaugurado em 1980, logo após a visita do Papa João Paulo II a Curitiba, o Bosque do Papa, como é mais conhecido, envolve uma área de 48 mil m², onde existia uma antiga fábrica de velas. É cortado pelo rio Belém e inclui uma reserva de mata atlântica, com mais de 300 araucárias. Um ambiente agradável acolhe os visitantes do Bosque.

O Memorial da Imigração Polonesa, em Curitiba, está instalado nas clareiras do Bosque. Reconstitui-se o ambiente em que viveram os pioneiros imigrantes poloneses, que chegaram em Curitiba por volta de 1871. É um museu ao ar livre que traduz a luta, as crenças, as tradições e estilo de vida daqueles imigrantes.

Sete casas construídas pelos poloneses, com troncos de pinheiro encaixados, foram transportadas do entorno de Curitiba para o Bosque. Calçadas de pedra, equipamentos e utensílios usados pelos poloneses, como uma carroça e uma pipa de azedar repolho, são expostos para visitação.

Realiza-se anualmente, no Bosque do Papa, eventos culturais de tradição polonesa, como a Swieconka (Benção dos Alimentos), no Sábado de Aleluia e a festa de Nossa Senhora da Czestochowa, em agosto.

A Casa dos Troncos, uma construção de imigrantes poloneses de 1883, doada e relocada para o Bosque, foi transformada na Capela de Nossa Senhora de Czestochowa, em homenagem à padroeira da Polônia.

O Bosque também conta com trilha ecológica, ciclovia, palco, loja de artesanato e uma casa de chá, ao estilo polonês.

Fonte: http://www.curitiba-parana.net

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Acidente de bike

Sofri um grave acidente de bicicleta, durante um pedal noturno com amigos do Grupo Sou Bike. Já tínhamos percorrido cerca de 20 quilômetros, quando ao passar em alta velocidade num trecho de areião, a roda da frente de minha bicicleta afundou na areia e travou. Eu saí literalmente voando e ainda tive tempo de livrar a cabeça antes de cair no chão de ombro. A pancada foi muito forte e cheguei a desmaiar por alguns segundos. Quando acordei o pessoal já estava tentando me socorrer, mas eu sentia muita dor e não conseguia respirar. Não consegui levantar e tive um primeiro socorro por parte de agentes da Polícia Rodoviária Federal. Após meia hora no chão, recebi atendimento de uma ambulância do SAMU, que me levou até um hospital.

O resultado da queda foi o ombro fraturado. Vou ter que passar por uma cirurgia, onde será necessário a implantação de dois pinos no ombro. Essa foi minha primeira fratura em quarente e quatro anos e meio de vida. E será também minha primeira cirurgia. Mas não posso reclamar da sorte, pois faltou pouco para eu quebrar o pescoço. E após anos de aventuras e riscos, até que demorou para acontecer algo mais grave comigo. Agora é me recuperar e daqui uns seis meses voltar a pedalar, caminhar e subir morros, pois não vai ser uma fratura que me impedira de fazer as coisas que gosto.

Sendo socorrido pelo SAMU.

Sendo socorrido pelo SAMU.

Quebrado, mas bem...

Quebrado, mas bem…

Entrando na ambulância.

Entrando na ambulância.

Capacete amassado.

Capacete amassado.

Trilha da Lua

Na semana que teve a famosa “Lua de Sangue” (que eu não vi, pois acordei de madrugada e o céu estava todo nublado) participei de um pedal sob a luz da lua cheia. Foi um passeio interessante, que contou com quase trinta ciclistas. Após percorrer o centro da cidade, fomos para a área rural, onde andamos por estradas de terra, com um pouco de barro. Alguns estavam com medo de onça, pois dias antes uma onça morreu atropelada perto de onde estávamos.

Fiquei um pouco isolado do grupo, pois não queria utilizar lanterna e segui somente com a luz da lua. A noite estava agradável, fresca e o passeio foi bem diferente do que costumamos fazer. Pouco depois da metade do caminho fizemos uma parada numa encruzilhada, ao lado de um árvore e participamos de um animado piquenique. Foi um momento de confraternização e de contemplação da lua cheia.

Trilha da Lua

Trilha da Lua

Momento de descanso.

Momento de descanso.

Confraternização sob a luz da lua.

Confraternização sob a luz da lua.

O grupo reunido, com a lua cheia ao fundo.

O grupo reunido, com a lua cheia ao fundo.

Fotos: Claudia Garcez e Margarete Storer

Não dê animais de presente

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Dar animais de presente pode ser uma maneira de criar um problema para a cidade e para a vida que foi tratada como um objeto presenteável. Ninguém sabe dizer o número certo, mas é fato que depois de festas tradicionais como páscoa e natal, aumenta muito o número de animais abandonados nas clínicas, parques, ruas e abrigos. O mesmo acontece em todo o mundo: segundo a WSPA (Sociedade Mundial de Proteção Animal), mais da metade dos coelhos, cães e gatos adquiridos nesses períodos são abandonados. Em São Paulo são 25 mil cães e gatos recolhidos anualmente pelo Serviço de Controle de Zoonoses, dos quais apenas 1.200 conseguem um novo lar.

Pressionados pelas crianças muitos pais adquirem filhotes para dar de presente. Têm esperanças de que os animais ensinarão aos filhos a ter mais responsabilidades, afinal, o compromisso é sempre de que a criança vai incumbir-se de cuidar do animalzinho. A rotina do dia a dia, entretanto é diferente. Nem sempre a criança desempenha bem as tarefas, o filhote rói móveis e roupas, suja o tapete da sala e chora no meio da noite. Irritados, pais e mães logo se vêem na compulsão de “livrar-se do intruso”.

Os motivos para o abandono são vários: viagem de férias e ninguém para abrigar o animal, desistência do “brinquedo”, o trabalho gerado pelo animal, uma eventual deficiência física ou doença, problema de comportamento e outros. A primeira tentativa é de passar o problema para frente. Querem doar para o avô, o tio que tem chácara, o porteiro do prédio e, diante da total impossibilidade optam pelo abandono.

É sempre o mesmo artifício: à noite abandonam nas portas de faculdades ou de hospitais veterinários, nas clínicas, nos parques municipais ao amanhecer, ou mesmo à plena luz do sol, nas feiras e parques da cidade. Cometendo um crime ambiental federal e principalmente, um crime contra a vida do animal.

A maioria dos veterinários tem histórias para contar de ninhadas inteiras abandonadas na porta da clínica, o cãozinho com coleira preso na maçaneta, ou simplesmente largado no interior dos parques. Os cães, mesmo filhotes, tendem a seguir seus tutores (muitos acabam atropelados). Gatos também tendem a procurar o caminho de volta para casa, mas costumam morrer no caminho. Abandonados, os gatos crescem, procriam e adoecem, formando colônias em parques e ruas.

Vida não é brinquedo, animal não é presente!

A solução é a sociedade aderir à guarda responsável. Antes de adotar o animal, tem que conhecer suas necessidades, suas exigências e avaliar se realmente estão aptos a cuidar de um animal. Só depois de refletir com toda a família, analisando todos os aspectos da vida em comum, ir à busca do animal e, se for o caso, realizar a sua esterilização para evitar procriação.

Assim, como não se dá um bebê para alguém, também não se deve dar um animal de presente. Cuidar de um animal deve ser decisão da pessoa ou da família (no caso de uma criança), porque implica em responsabilidades prolongadas, além de gastos financeiros. Além disso, a adoção não deve ser motivada por data comemorativa ou desenvolver responsabilidade em crianças, mas pela decisão única e consciente de salvar uma vida e integrar um novo membro à família. E lembre-se, nunca compre um animal.

http://www.uniaolibertariaanimal.com

World Trade Center

Estive mais uma vez visitando o local onde ficava o World Trade Center. Da vez anterior, só existia um buraco enorme no local e estavam reconstruindo a linha do metrô. Nessa última visita pude ver que uma das torres do novo World Trade Center está com muitos andares prontos e no local o movimento de trabalhadores é intenso.

Esperava visitar o Memorial ao 11 de Setembro, que foi inaugurado no último dia 11 de setembro, quando completou dez anos dos atentados terroristas no local. Achava que era só ir lá e entrar, mas me enganei. É preciso fazer reserva pela internet, onde existe certa fila de espera. Em razão de ser algo recente, a procura por parte dos visitantes é enorme e a fila de espera demora alguns dias. Então a visita ao Memorial fica para outra oportunidade.

Novo World Trade Center, em construção.

Day After Corinthiano

Ontem não deu para o Corinthians e perdemos o Campeonato Paulista para o Santos. Futebol é assim mesmo, um dia ganhamos e noutro perdemos, então nada de se lamentar. Eu particularmente gosto de futebol, de acompanhar pela TV, mas não sou e nunca fui fanático. Para mim tanto a alegria da vitória, quanto a tristeza da derrota desaparecem após meia hora. Tenho assuntos e problemas mais importantes para resolver, então não da para ficar muito tempo me preocupando com futebol. Acho tristes aqueles que são fanáticos, que exageram, matam e morrem por causa de uma partida de futebol, a troco de nada.

Gosto de brincar, zoar com os amigos torcedores de outros times, quando somos os vencedores. E quando somos os perdedores aceito numa boa as brincadeiras. Hoje na academia um professor que é corinthiano colocou o hino do Corinthians para tocar. Ele, eu e mais dois torcedores ficamos em sentido com a mão sobre o coração. Foi vaia para todo lado, principalmente por parte da mulherada. Foi divertido, sinal de que levamos numa boa o momento de derrota e que continuamos mais corinthianos do que nunca.

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Fotos de Curitiba

Passei a última semana toda em Curitiba tratando de assuntos particulares e aproveitei para estrear minha nova câmera fotográfica. A anterior agüentou somente um ano e meio e após muitas quedas e chuva acabou quebrando. Então abaixo seguem algumas fotos de Curitiba, tiradas com a nova câmera.

Câmara Municipal.

Busão...

Respeite a faixa.

Cinema vazio

Já tinha assistido filmes no cinema com mais duas ou três pessoas somente, mas essa semana aconteceu algo inédito. Assisti a um filme sozinho em um cinema de Curitiba. No meu caso que detesto cinema cheio de gente e com barulho, ter o cinema todo a minha disposição acabou sendo muito bom. Pena que o filme era ruim. Talvez a má qualidade do filme explique a ausência de público. De qualquer forma acabou sendo uma experiência muito interessante.

Cinema vazio...

Expectador solitário.

Trilha Inca (4º dia)

Acordamos ás 03h30 e ainda chovia e fazia um pouco de frio. Por ter ido dormir tarde senti muita dificuldade para levantar. Arrumei minhas coisas e fui me reunir ao pessoal dentro do bar. Enquanto todos tomavam café, preferi ficar sentado num canto cochilando. Depois teve a reunião de todas as manhãs explicando a programação das próximas horas. Em seguida começamos a descer a montanha, abandonando de vez a Trilha Inca. Seguimos num ritmo forte e felizmente a chuva logo parou. Íamos clareando a trilha com lanternas, pois a escuridão era total. Mais uma vez encontrei o “cão inca” que parou na minha frente e se deitou na trilha, bem onde eu ia passar. Após pouco mais de uma hora de caminhada e com o dia começando a clarear, chegamos à margem do Rio Urubamba. Aproveitamos para descansar e esperar o restante do pessoal do nosso grupo. Aproveitei para tirar o casaco e percebi que minha camiseta estava toda molhada de suor.

Ás 07h00min o grupo estava todo reunido e fomos até um posto de controle em frente a uma pequena ponte que atravessa o rio Urubamba. Tivemos que esperar um pouco até um funcionário abrir um portão que dá acesso a ponte. Atravessamos a pequena ponte que chacoalhava muito e logo estávamos nos trilhos do trem seguindo para Aguas Calientes. Não demorou muito e a chuva recomeçou. Pelo caminho vi pedras enormes que pareciam ter caído da montanha poucas horas antes. Mais tarde ficamos sabendo que na noite anterior tinha acontecido um pequeno tremor de terra na região. Caminhei um bom tempo sozinho e depois com meu amigo Diego. Conforme nos aproximávamos de Aguas Calientes a chuva aumentava. A estrada de ferro segue todo o tempo ao lado do rio. Passamos por algumas poucas casas e por uma represa. Pouco mais de uma hora de caminhada e chegamos a Aguas Calientes sob muita chuva. Paramos debaixo de uma marquise para descansar e esperar o restante do pessoal. Depois fomos até um restaurante cujo dono é argentino e ali deixamos nossas mochilas e fomos comprar ás passagens do ônibus que leva até Machu Picchu.

Antes de partir para a Trilha Inca, falei com meu irmão pela internet e ele me contou que estava indo para o Peru a trabalho. Então ele disse que tentaria ir para Machu Picchu no domingo e tentaria me encontrar por lá. Depois não tivemos mais contato e eu não sabia se ele tinha ido mesmo para o Peru. Quando estava na fila para comprar a passagem do ônibus, vejo meu irmão descendo tranquilamente pela rua ao lado. Fui em direção a ele rindo e ele tomou o maior susto ao me ver. Foi um encontro não programado, pois pelo plano original não era pra eu estar em Aguas Calientes naquela manhã. Foi um encontro muito legal, pois nada como encontrar alguém da família após os difíceis dias na Trilha Inca. Apresentei meu irmão a alguns amigos do grupo e a nossos guias. Ele foi bem recebido por todos e a partir dali acabou fazendo parte de nosso grupo e seguiria junto conosco para Machu Picchu. Ali terminava a aventura pela Trilha Inca e iniciaria uma nova aventura rumo a Machu Picchu. Missão cumprida! Essa era a sensação geral e mesmo não tendo percorrido a Trilha Inca por inteiro em razão do desmoronamento e do fechamento da trilha, todos estavam contentes e ansiosos para chegar logo a Machu Picchu que estava bem perto, na montanha pouco acima de onde estávamos.

De madrugada, com cara de sono.

Terminando de descer a montanha, ao clarear do dia.

Rio Urubamba.

Atravessando a pequena ponte sobre o rio Urubamba.

Caminhando ao lado dos trilhos.

Longa caminhada pelos trilhos do trem.

O trem trazendo turistas para Machu Picchu.

Caminhando entre os trilhos e o rio, sob muita chuva.

Chegando a Aguas Calientes.

Eu e Diego descansando sob uma marquise.

Eu e meu irmão em Aguas Calientes.

Show com Munhoz & Mariano

Estive no show do Munhoz & Mariano, que aconteceu em Campo Mourão. A dupla é nova, venceu o concurso “Garagem do Faustão” e agora tem tudo para fazer muito sucesso. Eles cantam bem e algumas de suas músicas são muito boas. De negativo foi que o show estava marcado para ás 23h00min e iniciou quase três da manhã. Outra coisa interessante foi que o Juizado de Menores estava na porta barrando os menores de idade. Daí quando o show começou o pessoal do juizado foi embora e todo mundo entrou. Ou seja, o negócio não é sério, é tudo um faz de conta…

No show, com amigos.

Munhoz & Mariano

Natal na fazenda

O dia de Natal foi bastante divertido. Passei o dia na fazenda de um tio onde se reuniu parte da família. O mais chato foi enfrentar os 300 km de estrada pra ir e voltar, mas mesmo assim valeu à pena. Foi um dia interessante, com muita conversa, comida e animação.

Pela primeira vez em cima de um cavalo.

Minha sobrinha e meu pai.

Descanso após o almoço.

Minha irmã pescando.