Retrospectiva 2015

O ano de 2015 chegou ao fim e não posso reclamar dele, pois apesar dos pesares (sempre existem pesares!) foi um bom ano. Foram poucos problemas, com exceção dos problemas de saúde que me atrapalharam bastante esse ano. Comecei o ano ainda me recuperando da cirurgia no ombro e depois tive problema com pedras no rim e gota, além de um problema crônico de tornozelo, que me impediu de fazer muita atividade física durante o ano e acabei ganhando alguns quilos extras.

Após muito tempo consegui tirar um mês de férias, mas não deu para viajar. Passei o mês de férias fazendo fisioterapia para o ombro diariamente de segunda à sábado. O sacrifício valeu a pena, pois recuperei totalmente os movimentos do meu braço esquerdo, que estavam comprometidos. Fiz poucas e curtas viagens, saindo do Paraná somente um vez para ir ao Paraguai via Mato Grosso do Sul.

Infelizmente 2015 foi um ano com muitas mortes de pessoas conhecidas. Eu que não costumo ir à velórios ou enterros, esse ano acabei indo em cinco velórios e um enterro, o que para mim é um novo recorde. E foi um ano que conheci muitas pessoas, sendo algumas muito legais. E a vida segue e estou muito otimista com 2016!

Um breve resumo de 2010

O ano está terminando e por isso é o momento de fazer um breve balanço de tudo o que aconteceu em 2010. Foi um ano difícil, muito difícil. Com certeza foi o pior ano de minha vida, se levar em consideração tudo o que sofri, chorei, ás dores que senti, tanto físicas quanto psicológicas. E boa parte disso tudo foi bem descrito neste blog. Cheguei ao fundo do fundo do poço, me perdi na vida e em alguns momentos perdi a razão, quase enlouqueci de vez. Também quase encontrei a morte. Na verdade busquei a morte, pois descobri que existe algo pior do que morrer, que é a falta de vontade de viver. A vida me deu um baile, me tirou para dançar e eu mal dançarino que sou acabei dançando mal a música da vida e quase sucumbi. Olhei nos olhos da morte, mas ressurgi e lutei bravamente para me reencontrar. Quando não tinha mais forças, consegui rastejar até encontrar um apoio para conseguir me levantar. E esse apoio foi importante, ele foi firmado em minha fé em Deus, na ajuda de minha família e de amigos, bem como de pessoas que estavam desaparecidas de minha vida e retornaram para dar uma força e também o apoio de pessoas que de repente surgiram em minha vida.

Iniciei o ano já depressivo, sem vontade de fazer nada, me isolei, fugia dos amigos. Sentia que precisava tomar uma importante decisão que mudaria radicalmente meu futuro, mas não tinha certeza do que queria e o que realmente queria. E assim passou meu mês de janeiro, onde fiquei recluso, lendo livros sem parar e trabalhando muito. Nem mesmo um aumento substancial de salário me deixou animado ou motivado com meu trabalho. Eu cada dia me sentia mais sem vontade de continuar a fazer o que estava fazendo, me sentia cansado. Em fevereiro decidi tomar uma decisão importante, mas já era tarde. Quando finalmente me decidi, descobri que tinha perdido um grande amor. Não foi o primeiro grande amor que perdi na vida, mas com certeza foi o mais dolorido. Eu que já não estava nada bem, fui para o buraco de vez e ganhei uma bela depressão, que pra piorar veio acompanhada de uma hérnia de disco que me causava muitas dores. Durante um bom tempo não podia caminhar direito, não conseguia dormir, comer, trabalhar. Perdi vários quilos e fui me perdendo cada vez mais na vida. Foram vários meses de sofrimento e quando achava que tinha chegado ao fundo do poço, algo acontecia e me mostrava que o fundo do poço ainda não tinha sido alcançando. Procurei tratamento para meus problemas. Pra hérnia foram sessões e mais sessões de fisioterapia que não fizeram nenhum efeito. Depois parti para meses de doloridas sessões de acupuntura, onde por muitas vezes chorei feito criança, tamanha a dor que sentia. E foi isso que me trouxe a cura. Não a cura total, pois essa nunca será alcançada, mas uma cura que me permite viver quase normalmente e com um pouco de dor. Da depressão me curei graças a tratamento psicológico e principalmente por minha força de vontade, ao lutar contra o que me deixava mal, me entristecia. Cheguei a tomar tarja preta por uns dias, mas não quis mais, tinha receio de ficar dependente de medicamentos.

Mas o que mais ajudou em minha cura foi minha fé. Ela foi provada como nunca antes tinha sido. Consegui me agüentar e por muitas vezes pude sentir Deus agindo em minha vida. Recuperei minha fé plena e descobri que não preciso ir na igreja toda semana pra me encontrar com Deus, mas sim que Ele está presente ao meu lado em todos os momentos. O apoio incondicional da família também foi muito importante em minha recuperação. E pra completar o quadro de ajuda, o apoio de muitas pessoas próximas, distantes, algumas muito amigas, outras que mal conhecia. Muita gente me ajudou, me deu um conselho, uma palavra de apoio, um abraço, orou por mim. Isso me deu forças para lutar e superar meus problemas. E a cura começou a surgir quando tomei a decisão radical de largar tudo e mudar minha vida completamente. Resolvi dar um tempo e fui me exilar em minha cidade natal, ao lado de minha família. E foi a partir daí que fui encontrando a cura plena, que voltei a sorrir e redescobri a alegria nas pequenas coisas da vida que sempre me deram prazer. Ao mesmo tempo fiz um balanço de minha vida e mudei os valores que dava ás coisas. Algumas coisas passei a valorizar mais, outras nem tanto e muita coisa exclui de minha vida. Meses se passaram e a cada dia fui me sentindo mais feliz. Surgiram novos amores, que foram passageiros, mas que ajudaram muito em meu processo de cura. Não foi nada fácil voltar a ser feliz, tinha dias que sair da cama era complicado. Mas segui um conselho que me foi dado no início de meus problemas e passei a viver uma hora por vez, um dia por vez. E isso me ajudou, pois fui criando uma rotina que não me deixava pensar nas coisas que me entristeciam. E a cada dia fui me sentindo melhor.

Agora chego ao final do ano me sentindo muito bem, feliz como há muito tempo não me sentia. E fisicamente também estou bem como há muitos anos não ficava. E hoje vejo que precisava ter passado por tudo o que passei. Foi sofrido, dolorido, triste, mas foi um grande aprendizado. Esse ano de 2010 ao mesmo tempo que quero esquecer, também não quero esquecer, pois preciso lembrar dos muitos ensinamentos que tive. Minha vida agora se divide em antes e depois de 2010, o ano que completei 40 anos, o ano ao qual sobrevivi.

Obrigado de coração a todos que de uma forma ou de outra me ajudaram nesse ano. Sem o apoio de vocês possivelmente eu não estaria aqui nesse momento escrevendo esse monte de bobagens. Sem a ajuda de vocês eu fatalmente teria desistido da vida e me entregado pelo caminho em 2010.

Alguns momentos de 2010.