A felicidade só é verdadeira quando compartilhada

Sou fã do livro e do filme Na Natureza Selvagem. E adoro a trilha sonora do filme, composta toda por Ed Vedder. A história contada no livro, á história com final infeliz de Chris McClandess, me tocou profundamente e identifiquei-me com o Chris imensamente. Sei que muita gente acha que ele foi um idiota e morreu de forma estúpida. E também sei que muita gente me acha um idiota por admirar Chris McClandess e pelo meu jeito de agir, de pensar e até pelo que posto aqui nesse blog. Mas não estou nem aí pra esse povo e a opinião deles!

Mas onde eu queria chegar quando comecei esse texto e fugi um pouco do contexto, foi falar sobre os livros que inspiraram Chris McClandess, os quais são citados no livro e no filme Na Natureza Selvagem. Dos livros mencionados eu tinha lido somente Caninos Brancos, de Jack London. E recentemente comecei a ler Walden, de Henry Thoreu. Alías, Thoreu logo vai merecer uma postagem exclusiva aqui no blog.

Os demais livros citados no livro Na Natureza Selvagem não fazem muito meu estilo de leitura, mas deixei alguns nomes anotados e quem sabe no futuro se sobrar tempo eu leia algum. Entre estes vale a pena citar:  A Sonata a Kreutzer (Liev Tolstói), Felicidade Conjugal (Liev Tolstói), Guerra e Paz (Liev Tolstói), A Morte de Ivan Ilitch (Liev Tolstói), O Homem Terminal (Michael Crichton), A Desobediência Civil (Henry Thoreau), Doutor Jivago (Boris Pasternak), As Aventuras de Huckleberry Finn (Mark Twain) e Tarass Bulba (Nikolai Gogol). Se eu tinha lido apenas um livro dessa lista, ao menos vi três filmes baseados nesses livros. São eles: Guerra e Paz, Doutor Jivago e As Aventuras de Huckleberry Finn. E com relação a esse último, estive na ilha de Tom Swayer, que é citada no livro. Na verdade essa ilha que visitei fica no Disney World em Orlando, e foi criada por Walt Disney inspirado no livro, pois Disney era fã de Mark Twin, o autor do livro.

Tais livros serviram de inspiração e moldaram a personalidade de Chris McClandess, principalmente com relação á natureza. Sempre gostei do ar livre, da natureza e da sensação de liberdade que ela nos transmite. Já tive muitas “aventuras” junto á natureza e algumas vezes tais aventuras quase se transformaram em tragédia. Mas é assim mesmo, a natureza é poderosa e não perdoa os fracos, os desatenciosos, os mal preparados e distraídos. Das vezes que me dei mal e até me machuquei foi por culpa da distração. Mas é vivendo que se aprende, é se machucando que também se aprende a não se machucar mais. É assim que vivemos na natureza e nesse mundo selvagem que nos cerca…

“A felicidade só é verdadeira quando compartilhada”.

(frase do livro Na Natureza Selvagem)

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Chris McClandess, Alaska 1992.

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Vander Dissenha, Canadá 2011.

Piratagem

Descobri que os livros que escrevi sobre algumas de minhas viagens estão sendo pirateados. Tem sites distribuindo os livros em versão e-book de forma gratuita. Me senti importante! Se um autor é pirateado, isso é sinal de que sua obra tem algum valor. E não me importo com isso, pois nunca escrevi meus livros visando lucro. O importante é que eles sejam lidos! E também já piratiei livros, então não posso reclamar do que estão fazendo com os meus livros…

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Um dos sites que está pirateando meus livros.

D. Pedro: A História Não Contada

Sou um confesso apaixonado pela história do Brasil, principalmente da época do Império. E sou fã de D. Pedro II. Nos últimos dias estou lendo sobre o pai de D. Pedro II, no caso D. Pedro I, o responsável pela independência do Brasil. O livro que estou lendo foi publicado em 2015 e se chama D. Pedro: A História não Contada. Estou quase no fim do livro e estou achando ele muito interessante. Baseado em muita pesquisa de documentos, o livro revela muita coisa que eu não sabia ou que sabia vagamente. Para quem gosta de história do Brasil, aconselho a ler tal livro.

Muito se fala do grito às margens do Ipiranga, da sexualidade exacerbada e do jeito impaciente que lhe rendeu a pecha de monarca difícil e de pouco tato político. Mas quase duzentos anos depois de sua morte, pouco ainda se sabe do homem de personalidade complexa que se dispunha a morrer por uma causa; do pai que queria para os filhos a educação que reconhecia falhar em si próprio; do governante que foi protagonista na transição do absolutismo ao liberalismo e ao regime constitucional no Brasil. Foi para preencher as inúmeras lacunas sobre nosso primeiro imperador que este livro foi escrito. Eis, enfim, a história não contada de d. Pedro. Ao morrer, d. Pedro deixou para as futuras gerações de brasileiros uma difícil tarefa: entender as muitas contradições da sua vida e extrair das suas memórias uma imagem fiel de sua personalidade, suas ideias, angústias e ambições. Até hoje, esta tarefa não havia sido bem cumprida. Em meio a um emaranhado de especulações e distorções históricas, restava ainda a interrogação: quem foi o primeiro imperador do Brasil? Foi para responder a essa pergunta que Paulo Rezzutti recorreu a uma ampla gama de fontes primárias e documentos originais que revelam uma miríade de facetas desconhecidas de d. Pedro, e que lhe deram acesso à história não contada do nosso primeiro monarca. Em lugar da caricatura que tomou conta do imaginário nacional, o autor nos apresenta o homem por trás do imperador, com todas as contradições e riqueza de personalidade que o transformam em um dos personagens mais interessantes da nossa história – um homem que, para além das muitas amantes, dos filhos ilegítimos e da fama de turrão, nos deixou como legado uma história de sacrifícios em prol da unidade nacional; um homem repleto de defeitos morais e contradições políticas, mas que esteve ligado a grandes passagens da história do liberalismo mundial, e que, acima de tudo, viveu uma vida intensa e repleta de humanidade.

Autor: Paulo Rezutti    Páginas: 432  Editora: LeYa

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Assim Morreram os Ricos e Famosos

Estou lendo um livro bastante curioso, que conta sobre a morte de muita gente famosa. Até que é uma leitura gostosa, mesmo o assunto sendo morte. Para aqueles que não tem medo da morte, segue a sugestão de uma leitura calma, rápida e sem dor…

Este livro apresenta uma série de necrológios fascinantes, inacreditáveis e repletos de humor negro, sobre a morte das celebridades. Baseada em uma profunda pesquisa, esta obra de referência única apresenta a verdade nua e crua sobre a morte de uma multidão de famosos, enquanto apresenta os vários feitos, façanhas e trapaças cometidos ou sofridos por eles, desvenda os bastidores dos seus estilos de vida.

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Livro: Estrada Real

Acabo de publicar mais um livro, dessa vez contando sobre minha viagem pela Estrada Real, no último mês de abril. O livro tem 202 páginas e sua versão online (e-book) está à venda no site da livraria Amazon. Já a versão impressa pode ser comprada no site do Clube de Autores.

O livro contém o relato de uma viagem de bicicleta pelo Caminho Velho da Estrada Real. A viagem durou dez dias e o autor conta detalhadamente o dia a dia da viagem, com as emoções, perrengues e perigos. Também conta curiosidades sobre os lugares por onde passou e fala sobre a história de muitos desses lugares. Foram pouco mais de 600 quilômetros de pedal entre as cidades de Ouro Preto, em Minas Gerais e Paraty, no Rio de Janeiro.

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Número de páginas: 202

Edição: 1(2016)

Formato: A5 148×210

Coloração: Preto e branco

Acabamento: Brochura c/ orelha

Tipo de papel: Offset 90g

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Livro: Sete Cumes

Ganhei um livro sorteado pelo Portal Extremos. Trata-se do livro Sete Cumes, do montanhista brasileiro Manoel Morgado. Ele é o segundo brasileiro a chegar ao cume das sete maiores montanhas do mundo.

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Sete Cumes
Uma vida nas montanhas

Manoel Morgado

Descrição do livro:
Sem ter a intenção que isso se transformasse em um plano mais ambicioso, em 1990 Manoel Morgado então um jovem em uma longa viagem pelo mundo escala o ponto mais alto da Austrália, o Kosciuszko. Sem saber, tinha escalado o primeiro de seus Sete Cumes, a escalada da montanha mais alta de cada continente. Vinte e um anos depois colocava os pés no ponto culminante da Antártica, o cume do Mt Vinson. Tornava-se assim o segundo brasileiro a escalar os Sete Cumes! Mas este projeto não foi planejado ou mesmo sonhado e sim foi acontecendo conforme sua vida foi sendo desenhada buscando um só objetivo: estar nas montanhas.

De médico pediatra, tornou-se guia de montanha e conforme sua experiência aumentava foi sonhando cada vez mais alto. Em 2010 escalou o Mt Everest depois de um cuidadoso preparo de dois anos. Mas, assim como em seus outros livros, este não é um livro exclusivamente de montanhismo e sim o relato de uma pessoa apaixonada por viagens e de uma curiosidade incansável que o levou aos quatro cantos do mundo e que aqui divide esta história com seus leitores.

Páginas:
166

Disponível para ler em:
iPad, iPhone, iPod e Mac – Android, eReader, PC, Windows PhoneImpresso

eBook:
R$ 24,99 – Amazon Kindle (clique para comprar)


Impresso:
De R$ 47,00 – Clube de Autores (clique para comprar)

– See more at: http://www.extremos.com.br/ebooks/2015/sete_cumes/#sthash.AluyVi0n.dpuf

 

Diário de um Banana – 10

Foi lançado recentemente mais um livro da sério Diário de um Banana. O livro número 10 da série, tem o título Bons Tempos. Li o livro ontem e confesso que o achei o mais sem graça de toda a série. Mesmo assim vale a pena a leitura, que é rápida, pois mistura quadrinhos e textos.

Fui iniciado na leitura de Diário de um Banana, através da Myleninha, quando foi lançado o livro número 7, há pouco mais de dois anos. Logo li todos os livros da série e virei fã. Em seguida descobri que existiam três filmes com atores reais, baseados nos primeiros livros da série. E existe a informação de que estão gravando o quarto filme.

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A vida era melhor antigamente. Bem, pelo menos é o que dizem. Mas Greg Heffley, um garoto bastante acostumado ao conforto do mundo moderno, não concorda muito com isso. E uma decisão polêmica vai colocar o seu paraíso tecnológico em curto-circuito: todos em sua cidade resolvem dar um tempo dos aparelhos eletrônicos. Dentro e fora de casa, Greg terá que enfrentar o dia a dia à moda antiga. Será que ele vai conseguir sobreviver do mesmo jeitinho que se fazia nos “bons e velhos tempos”?

MUSSUM forévis

Eu que gosto de biografias, acabo de ler um livro muito bom, a biografia do eterno trapalhão Mussum. Tal biografia resgata muita coisa da minha infância e da história do Brasil, que é trazida como pano de fundo em meio á história do Mussum. No livro o autor conta de forma fácil e divertida a trajetória do sambista e humorista Mussum. Narra como o negro pobre, ex-militar da Aeronáutica e sambista da Mangueira, se tornou um dos mais queridos humoristas do Brasil.

Biografias sobre artistas e cantores brasileiros me atraem muito, pois através delas é possível saber um pouco mais sobre a história da música, do cinema e da televisão no Brasil. E no caso do Mussum, sua história passa principalmente no período em que eu era criança, e lendo sua biografia pude me lembrar de muitos fatos de minha infância e entender muitas coisas que aconteciam no Brasil naquela época e que eu não sabia.

Nos últimos anos li algumas biografias de cantores e artistas nacionais, entre elas as de Tim Maia, Erasmo Carlos, Bussunda, Wilson Simonal, Chacrinha e até mesmo o livro biográfico proibido de Roberto Carlos. De todos estes, o mais divertido e gostoso de ler foi esse livro sobre o Mussum. Esse é daqueles livros que você começa a ler e não quer parar enquanto não chega ao final. E quando termina o livro, fica aquela sensação de tristeza, de quero mais…

Indico esse livro a todos aqueles que foram fãs dos Trapalhões e não perdiam o programa do grupo, nas noites de domingo da Rede Globo, antes do Fantástico. E ler o livro me fez lembrar de algo que tinha esquecido, de que assisti um show ao vivo dos Trapalhões. Isso aconteceu em 1990, em Curitiba. Foi um show gratuito, em praça pública, em frente ao Palácio do Governo do Paraná. O show fazia parte de um comício do então candidato ao Governo do Paraná, José Carlos Martinez. Na época o grupo Os Trapalhões já estava desfalcado do Zacarias, que tinha falecido.

MF

Antonio Carlos Bernardes Gomes, mais conhecido como Mussum, é um dos mais amados humoristas brasileiros. Mas você sabia que ele também era sambista? E que era torcedor fanático da Mangueira? E que serviu a Aeronáutica? Mussum é cultuado inclusive por quem não teve a oportunidade de vê-lo junto a Didi, Dedé e Zacarias no saudoso programa “Os Trapalhões”. Mussum Forévis, a primeira biografia deste ídolo e artista multifacetado traz detalhes não só sobre sua carreira na TV, mas como músico em conjuntos como “Os 7 Modernos” e “Os Originais do Samba”. Este último inclusive costumava se apresentar como banda de apoio de artistas do porte de Elis Regina, Jorge Ben, Jair Rodrigues, Martinho da Vila e Baden Powell. O mé, a relação com Renato Aragão e os outros Trapalhões, e muito mais nessa biografia “imperdívis”.

Editora LeYa

Livro: Viagem à Bolívia

Meu quarto livro já está à venda!

A versão e-book está sendo vendida na Amazon.

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A versão impressa está sendo vendida no Clube de Autores.

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Livro sobre o filme De Volta Para o Futuro

Achei sensacional o livro sobre os bastidores dos filmes da trilogia De Volta Para o Futuro. Adoro saber sobre bastidores de filmes e reportagens, e ler sobre os bastidores de um filme que marcou minha adolescência, foi algo maravilhoso. Li o livro em dois dias e com muita atenção, observando todos os detalhes.

A edição brasileira a exemplo da edição norte americana, tem muitas fotos. Mas infelizmente na edição brasileira as fotos são em preto e branco. Isso deve ter sido feito para baixar custos. Mesmo assim vale a pena ler o livro e tê-lo guardado em sua biblioteca. Isso para os fãs da trilogia De Volta Para o Futuro é claro!

Minha única reclamação é com relação ao tamanho das letras, que são muito pequenas. Acho que estou ficando velho e com a visão cada dia pior, o que dificulta a leitura de letras minúsculas.

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Para comemorar o 30º aniversário da saga que reinventou a ficção científica, com boas doses de humor e aventura, a DarkSide® Books tem o prazer de anunciar mais um lançamento imperdível para qualquer geek que se preze: DE VOLTA PARA O FUTURO: OS BASTIDORES DA TRILOGIA.

O livro de Caseen Gaines é o documento mais completo sobre a trilogia De Volta Para o Futuro, além de ser uma verdadeira aula sobre cinema. Para conseguir reunir informações exclusivas, muitas daquelas que nem o mais apaixonado dos fãs conhecia direito, o autor levou vinte meses de pesquisa e conduziu mais de quinhentas horas de entrevistas com equipe técnica, elenco e fãs. O diretor Robert Zemeckis, o produtor e corroteirista, Bob Gale, o insubstituível Christopher Lloyd (Dr. Emmet Brown) e até mesmo Huey Lewis, autor de “Power of Love”, canção-tema do filme de estreia, relembram, com detalhes, como a saga ganhou vida. Críticos de cinema, documentaristas e fãs dedicados também ajudaram a enriquecer o conteúdo do livro.

Entre as muitas curiosidades desvendadas por Caseen Gaines estão os verdadeiros motivos que levaram Zemeckis a demitir Eric Stoltz (Máscaras do Destino, Pulp Fiction), o primeiro ator a interpretar McFly diante das câmeras; por que De Volta Para o Futuro quase se chamou O Homem de Plutão; como Chuck Berry quase sabotou o solo de guitarra de Marty; ou ainda, por que a velocidade necessária para o DeLorean viajar no tempo é de 88 milhas por hora?

http://www.darksidebooks.com.br

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Aquisições literárias

Mesmo tendo uma porção de livros novos e usados na fila de leitura, esperando para serem lidos, não resisti e adquiri alguns livros novos. Dois deles eu estava “namorando” há bastante tempo e esperando que o preço baixasse (Rainha Vitória e Um Sonho Chamado K2). E o terceiro livro (De Volta Para o Futuro, Os Bastidores da Trilogia), estava esperando ser lançado no Brasil. Agora é achar tempo para conseguir ler estes livros. Mais uma coisa eu garanto, o livro sobre os bastidores do filme De Volta Para O Futuro, vai furar fila e será lido no primeiro tempo disponível que eu tiver.

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Livro: Machu Picchu e Trilha Salkantay

Meu terceiro livro já está à venda!

A versão e-book está sendo vendida na Amazon.

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A versão impressa está sendo vendida no Clube de Autores.

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Livro: Machu Picchu e Trilha Inca

Meu segundo livro já está à venda!

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A versão impressa está sendo vendida no Clube de Autores.

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Livro: Aventuras de Bike

Meu primeiro livro já está à venda!

A versão e-book está sendo vendida na Amazon.

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A versão impressa está sendo vendida no Clube de Autores.

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Fala, Galvão!

Não sou fã do Galvão Bueno! Gosto dele narrando Fórmula 1, mas futebol não! Ele é o tipo de narrador que fala muito e narra pouco, por isso que não me agrada seu estilo de narração. Mas gosto muito de esportes, livros e biografias, principalmente aquelas que contam sobre bastidores, principalmente da TV. Então minha expectativa era grande com relação ao livro sobre o Galvão Bueno. Mas logo no início da leitura veio a decepção, pois eu esperava muito mais histórias e causos interessantes. Mas no livro existem poucas histórias inéditas ou grandes revelações.

Na verdade o livro parece mais uma homenagem a amigos, personagens do esporte, colegas de trabalho e ex-chefes do Galvão. O livro contém poucas confissões, que é algo que se espera de biografias e autobiografias. E o número de páginas que é de 312 é exagerado, pois existem muitas páginas com bastante espaço em branco.

O livro está na lista dos mais vendidos e tal, mas creio que muitos que compraram o livro também ficaram frustrados, com aquela sensação chata de quero mais,  de que podia ser melhor…

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Livre (Wild)

Não costumo postar muito sobre filmes aqui no blog, mesmo sendo um cara que assiste muitos filmes. Normalmente posto sobre filmes na época do Oscar, ou muito raramente, quando gosto bastante de um filme. E dessa vez estou postando sobre um filme que assisti hoje e que gostei muito. E acabo de comprar no site da Amazon, o livro no qual o filme foi baseado. Geralmente livros que se transformam em filmes, são mais completos e tão bons ou melhores que os filmes.

O motivo de eu gostar muito do filme, foi que além dele falar sobre caminhadas, aventura e natureza (coisas que adoro!), a história mostra como uma mulher venceu seus problemas e medos. Ela escolheu um grande desafio, escolheu sofrer um pouco para buscar respostas que precisava. Escolheu sofrer percorrendo a pé quilômetros de uma trilha, para encontrar forças e seguir em frente na vida. O sofrimento muitas vezes nos torna mais fortes, e vencer dificuldades são um bom exercício para nos fortalecer espiritualmente, fisicamente e psicologicamente.

Me identifiquei muito com a história do filme, pois após sérios problemas pessoais e de saúde que enfrentei em 2010, uma maneira que encontrei para superar meus problemas e me fortalecer, foi cair na estrada e enfrentar desafios. No início de 2011, ainda sem estar totalmente restabelecido fisicamente de meus problemas, fui para o Peru percorrer a Trilha Inca e depois percorri de bicicleta, o Caminho da Fé, no interior de São Paulo e Minas Gerais. Enfrentar as montanhas peruanas e suas dificuldades, bem como as estradas do interior paulista e as serras mineiras, fortaleceram muito meu espírito. E após estas duas aventuras, encontrei muitas respostas que buscava, deixei para trás muitas coisas que me incomodavam e voltei a ser forte em todos os sentidos. Então assistir ao filme Livre, foi um tipo de exercício espiritual para mim. Só que dessa vez não precisei passar frio, calor, medo e nem precisei derramar sangue, suor e lagrimas numa aventura. Bastou ligar a TV e acompanhar com atenção o filme. E isso tudo no conforto de minha cama, com o ar condicionado ligado e algumas guloseimas ao alcance das mãos…

O livro

Aos 22 anos, Cheryl Strayed achou que tivesse perdido tudo. Após a repentina morte da mãe, a família se distanciou e seu casamento desmoronou. Quatro anos depois, aos 26 anos, sem nada a perder, tomou a decisão mais impulsiva da vida: caminhar 1.770 quilômetros da Pacific Crest Trail – trilha que atravessa a costa oeste dos Estados Unidos, do deserto de Mojave, através da Califórnia e do Oregon, em direção ao estado de Washington – sem qualquer companhia. Cheryl não tinha experiência em caminhadas de longa distância e a trilha era bem mais que uma linha num mapa. Em sua caminhada solitária, ela se deparou com ursos, cascavéis e pumas ferozes e sofreu todo tipo de privação. Em Livre, a autora conta como enfrentou, além da exaustão, do frio, do calor, da monotonia, da dor, da sede e da fome, outros fantasmas que a assombravam. “Todo processo de transformação pessoal depende de entrega e aceitação”, afirma. Seu relato captura a agonia, tanto física quanto mental, de sua incrível jornada; como a enlouqueceu e a assustou e como, principalmente, a fortaleceu. O livro traz uma história de sobrevivência e redenção: um retrato pungente do que a vida tem de pior e, acima de tudo, de melhor.

O livro: Livre

O livro: Livre

O filme

Aos 38 anos, Reese Witherspoon parece estar em uma busca incessante por papéis que lhe inspirem novamente como atriz. Oito anos após vencer o Oscar por Johnny & June, ela traz uma atuação digna de um novo prêmio em Livre. Com sua produtora, a Pacific Standard, a atriz americana recentemente adquiriu os direitos de duas obras: Garota exemplar, best-seller da jornalista Gillian Flynn, e Livre: A jornada de uma mulher em busca do recomeço, livro de memórias da escritora Cheryl Strayed.  Protagonista de filmes hollywoodianos como Legalmente loira (2001), E se fosse verdade… (2005), e Guerra é guerra! (2012), Reese sai da zona de conforto em Livre. Ela interpreta uma mulher que passa por problemas pessoais e escolhe resolvê-los fazendo uma caminhada de 1.770 quilômetros pela Pacific Crest Trail, trilha que atravessa vários estados norte-americanos.

O filme tem cenas dolorosamente aflitivas, como quando ela arranca uma unha do dedo do pé ensanguentado, além de sequências de nudez, sexo e abuso de drogas, em que ela se destaca. Sem maquiagem e alguns quilos mais magra, a atriz dá veracidade a sua personagem, que tem relações sexuais com estranhos e passa a usar heroína. Vista pelos grandes estúdios como loira e bela, Reese já disse que só conseguiu gravar com mais liberdade e ousar nesse nível por ela mesmo ter produzido o filme.

Livre é dirigido por Jean-Marc Vallée, de Clube de compras Dallas, filme que rendeu Oscar de melhores atuações para Matthew McConaughey e Jared Leto. O escritor inglês Nick Hornby, autor de Alta fidelidade, roteiriza essa busca de Strayed pelo autoconhecimento após sofrer a morte de sua mãe e se separar do marido. Num primeiro momento, a trama pode fazer lembrar Na natureza selvagem (2007), filme baseado na história real de Christopher McCandless, um garoto de família rica que largou tudo para se aventurar sozinho no Alasca. Contudo, as jornadas são bem diferentes. McCandless era contra o materialismo, desfazendo-se de toda a grana que tinha: queria viver com o que a natureza lhe oferecia. Já Strayed inevitavelmente encontra a natureza durante sua caminhada, mas ela não lhe é familiar. Pelo contrário. A personagem se apavora com qualquer barulho no escuro, se enoja quando acorda cercada de sapos, e fica feliz quando encontra algum humano fazendo o mesmo caminho que o seu. Isso não faz que o filme seja “para mulherzinhas” ou “água com açúcar”. As jornadas são belíssimas, mas a de Livre acaba sendo a mais acessível para todos que também estiverem precisando de um tempo sozinho para aliviar as ideias.

Cartaz do filme: Livre

Cartaz do filme: Livre

Cheryl Strayed e Reese Witherspoon

Cheryl Strayed e Reese Witherspoon. (personagem real e atriz)

Cena do filme.

Cena do filme.

Cena do filme.

Cena do filme.

Cena do filme.

Cena do filme.

Cartas de Famosos

Na semana em que o mundo recebe boquiaberto a notícia da retomada das relações entre Cuba e Estados Unidos, depois de 53 anos, soa ainda mais curioso lembrar que um dia, quando nem sequer imaginava embrenhar-se na Sierra Maestra, Fidel Castro escreveu uma carta a um presidente americano pedindo uma nota de dez dólares. No dia 6 de novembro de 1940, quando contava viçosos 14 anos (e portanto 13 anos antes de liderar a Revolução Cubana), o rapazola Fidel mandou uma cartinha a Franklin Delano Roosevelt com o curioso pedido. Dizia ele, numa elegante caligrafia tombada à direita: “Meu bom amigo Roosevelt: não sei muito inglês, mas sei o bastante para escrever ao senhor. Eu gosto de ouvir rádio e estou muito contente, porque escutei que o senhor vai ser presidente por um novo período. Se for do seu agrado, mande-me uma nota verde americana de dez dólares, porque eu nunca vi uma nota verde americana e gostaria muito de ter uma. Muito obrigado, adeus, seu amigo, Fidel Castro”.

Encontrado em 1977 por pesquisadores do National Archives and Records Administration, o equivalente nos EUA ao nosso Arquivo Nacional, e citado em “Fidel Castro, uma biografia consentida” (2001), de Claudia Furiati, o documento é uma das centenas de cartas extraordinárias que o pesquisador americano Shaun Usher reúne desde 2009, quando fundou o “Letters of note”, uma espécie de museu on-line. O projeto fez tanto sucesso na internet (1,5 milhão de visitas por mês) que virou um livro homônimo, cuja edição brasileira acaba de chegar às livrarias com o título “Cartas extraordinárias: a correspondência inesquecível de pessoas notáveis”, pela Companhia das Letras. Nessa edição, tão caprichada quanto as maiúsculas de Fidel, Shaun seleciona as 125 que considera mais fascinantes. As que conseguiu autorização, publica em fac-símile, com um texto de introdução espirituoso para cada exemplo. O autor defende o valor histórico dos documentos: “Todas vão transportá-lo através do tempo com muito mais eficiência que o livro de história comum. Não imagino melhor maneira de conhecer o passado do que a correspondência geralmente sincera de quem viveu nele”, escreve.

Há cartas de anônimos, de personalidades históricas, de celebridades do showbiz, de personagens de desenho animado. Há cartas desconcertantes, como um bilhete de 1888 cheio de erros de ortografia enviado por Jack, o Estripador, ao delegado que tentava capturá-lo em Londres, dizendo que tinha acabado de fritar metade de um rim (e a outra metade ia numa caixinha junto à carta). Estão lá ainda o telegrama em que a empresa dona do Titanic afirma que não há risco de morte na viagem do navio, em 1912, e a carta a ser lida em rede nacional em 1969 caso o homem não voltasse da Lua.

É quase um romance epistolar involuntário. Na carta em que o gerente de produto das sopas Campbell agradece a “preferência” do artista plástico Andy Warhol pela marca, ele lamenta não ter dinheiro suficiente para comprar uma das obras do artista. Em 1996, o músico Nick Cave implorou que a MTV o retirasse de quaisquer listas de indicados a premiações, e o texto que escreveu para o canal é tão poeticamente turrão que também foi pinçado por Shaun: “Minha musa não é um cavalo e eu não estou em nenhum páreo”. Entre as mais curiosas, há uma do músico Louis Armstrong a um fã seu, um soldado americano que servia no Vietnã, contando como ouvia música em lugares menos distintos do que a guerra. Conta Armstrong, sem qualquer cerimônia, que um dos lugares preferidos para o deleite sonoro era o banheiro, “sentado no trono, sob efeito do ‘Swiss Kriss’” (uma marca de laxante).

Há missivas mais edificantes, como a do cientista Francis Crick explicando ao filho, de 12 anos, em 1953, que naquele dia em seu trabalho tinha descoberto a “linda” estrutura do DNA, “a molécula da vida”. O texto é tão comovente que a carta foi a mais cara a ser vendida em leilão, arrecadando US$ 5,3 milhões. Também estão lá cartas de amor cheias de tristeza: em junho de 1940, a mulher de Winston Churchill escolheu as palavras que tinha à mão para dizer ao marido que ele não era mais tão gentil como antes.

“PAPAI NOEL EXISTE?”

As mais improváveis são dirigidas a políticos: em março de 1961, o presidente americano Richard Nixon recebeu pelo correio um pedido inusitado de Elvis Presley, implorando por um distintivo do Departamento de Narcóticos e Drogas Perigosas para sua coleção. No ano seguinte, foi um menininho de 8 anos que escreveu a ele. Ao saber que estava internado no mesmo hospital do presidente, e que ambos tinham pneumonia, o moleque lhe enviou uma carta sugerindo que comesse verduras.

As cartas escritas por crianças, aliás, deviam ser compiladas num volume à parte. Em 1897, uma menininha enviou ao jornal “The Sun” a seguinte dúvida: “Tenho oito anos. Uns amiguinhos meus dizem que Papai Noel não existe. O papai diz que ‘se está no Sun é verdade’. Por favor, diga a verdade para mim, Papai Noel existe?”. O jornal garantiu a ela que sim, que Papai Noel existe. Algumas décadas antes, em 1860, uma menininha de 11 anos escreveu uma carta ao então candidato à Presidência dos EUA Abraham Lincoln sugerindo que ele usasse barba, “pois tinha o rosto muito magro”, para ganhar mais votos. A resposta de Lincoln é primorosa: “Querida mocinha, recebi sua amabilíssima carta no dia 15. Quanto à barba, como nunca usei, você não acha que as pessoas iriam dizer que é afetação de minha parte?”. Apesar da resposta, ele se rendeu à sugestão anos depois, adotando o clássico visual barbado com que se tornou conhecido. Entre as cartas-resposta, porém, a mais doce é a que escreveu o roteirista Pete Docter, da Pixar, a uma criança, em outubro de 2008: com um desenho, fingiu ser ele mesmo um dos “Monstros S.A.”.

Fonte: Mariana Filgueiras (O Globo – 19/12/2014)

Carta de Fidel Castro. (Terceiro/O Globo)

Carta de Fidel Castro. (Terceiro/O Globo)

 

Cartas Extraordinárias (organização de Shaun Usher) 

Companhia das Letras

Do comovente bilhete suicida de Virginia Woolf à receita que a rainha Elizabeth II enviou ao presidente americano Eisenhower; do pedido especial que Fidel Castro, aos catorze anos, faz a Franklin D. Roosevelt à carta em que Gandhi suplica a Hitler que tenha calma; e da bela carta em que Iggy Pop dá conselhos a uma fã atormentada ao genial pedido de emprego de Leonardo da Vinci – Cartas extraordinárias é uma celebração do poder da correspondência escrita, que captura o humor, a seriedade e o brilhantismo que fazem parte da vida de todos nós.

Livro: Cartas extraordinárias

Livro: Cartas extraordinárias