Thoreau

Thoreau nasceu na cidade de Concord – USA,  em 1817. Descendente de hunguenotes franceses, o menino Thoreau aprendeu a amar a natureza quando levava as vacas da família da mãe para pastar. Em 1837, formou-se em literatura clássica e línguas. Fundou junto com o irmão uma escola, em 1838. Fazia esporádicos trabalhos como agrimensor e como ensaísta, acreditando sempre que o homem devia ganhar somente o necessário para sobreviver. Apenas foi trabalhar na fábrica de lápis da família quando precisou ajudar a mãe e as irmãs, quando da morte do pai.

Thoreau mantinha-se eternamente insatisfeito com a vida na sociedade e com o modo como as pessoas viviam.  Em 1845, com 27 anos, Thoreau foi morar no meio da floresta, em um terreno que pertencia a Ralph Waldo Emerson. Às margens do lago Walden construiu sua casinha e um porão para armazenar comida. Apesar de inexperiente como agricultor, tentou a auto-suficiência e, a longo prazo, teve algum sucesso, plantando batatas e produzindo o próprio pão. Segundo suas próprias palavras, ele foi morar na floresta porque queria “viver deliberadamente”. Queria se “defrontar apenas com os fatos essenciais da existência, em vez de descobrir, à hora da morte, que não tinha vivido”. Em seu período na floresta, ele queria “expulsar o que não fosse vida”. Baseado no relato e em todo o pensamento filosófico empreendido nos dois anos em que morou na floresta, Thoreau escreveu “Walden”, uma obra que se tornaria um referencial para a Ecologia e um de seus livros mais famosos. Além de descrever sua estadia na floresta, “Walden” analisa e condena a sociedade capitalista da época. E, convida a uma reflexão sobre um modo de vida simples, propondo novos olhares sobre o conceito de liberdade.

Insubmisso, Thoreau decide não pagar impostos porque acreditava ser errado dar dinheiro aos EUA, um país escravagista e em guerra contra o México. Não querendo financiar nem a escravidão nem a guerra, Thoreau foi preso enquanto se dirigia ao sapateiro local, foi abordado e preso e após solto retornou a sua vida a partir do ponto em que a interrompeu, lá regressando para ir buscar os sapatos que mandara arranjar. Inspirado pela noite na prisão, Thoreau escreveu o famoso “A Desobediência Civil”. Leon Tolstói, um dos mais famosos escritores do mundo venerava este ensaio e o recomendou, por carta, a um jovem indiano preso na África do Sul. Este jovem indiano era Mahatma Gandhi.

Thoreau, que havia saído das florestas a pedido do proprietário do lugar, passou o resto de sua vida empreendendo grandes passeios às florestas e aos campos e também escrevendo muito. Ele acabaria morrendo em 1862 de tuberculose. Encontra-se sepultado no Sleepy Hollow Cemetery, na cidade de Concord.  A casa que construiu no lago Walden, hoje é um museu que possui uma estátua sua na entrada. A floresta em volta do lago virou área protegida. É considerado um dos grandes escritores norte-americanos.

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Aniversário da Torre Eiffel

Inaugurada em 31 de março de 1889, a Torre Eiffel é uma torre treliça de ferro e está localizada em Paris. Ela se tornou um ícone mundial da França e uma das estruturas mais reconhecidas no mundo. A Torre Eiffel é o monumento pago mais visitado do mundo. Nomeada em homenagem ao seu projetista, o engenheiro Gustave Eiffel, foi construída como o arco de entrada da Exposição Universal de 1889 e também para comemorar o centenário da Revolução Francesa.

A torre possui 324 metros de altura e fica cerca de 15 centímetros maior no verão, devido à dilatação do ferro. Foi a estrutura mais alto do mundo desde a sua conclusão até 1930, quando perdeu o posto para o Chrysler Building, em Nova York. A torre tem três níveis para os visitantes. A caminhada para o primeiro nível é superior a 300 degraus. O terceiro e mais alto nível só é acessível por elevador. Do primeiro andar vê-se a cidade inteira. Ela tem sanitários e várias lojas e o segundo nível tem um restaurante.

Quando o contrato de vinte anos do terreno da Exposição Universal de 1889 expirou, em 1909, a Torre Eiffel quase foi demolida, mas o seu valor como uma antena de transmissão de rádio a salvou. Os últimos vinte metros da torre correspondem à antena de rádio que foi adicionada posteriormente.

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Construção da Torre Eiffel.

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Cartão Postal da época da inauguração da Torre Eiffel.

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A Torre Eiffel atualmente.

Antiga Rodoviária de Maringá

Estive na cidade de Maringá recentemente e ao parar em um semáforo no centro da cidade, olhei para um enorme terreno ao lado. Demorei alguns segundos para lembrar o que existia em tal local, que agora é um feio estacionamento público. Nesse terreno ficava a antiga Rodoviária de Maringá, que foi construída no anos sessenta. Durante muitos anos a rodoviária funcionou no centro da cidade e foi palco de milhares de histórias alegres e tristes. E tal rodoviária também faz parte de minha história, principalmente em minha infância e adolescência. Muitas vezes passei a noite na antiga Rodoviária, pois costumava ir para Maringá visitar amigos, ir em festas, assistir partidas de futebol e shows. E durante muitos anos o meio de transporte para ir de minha cidade, Campo Mourão, até Maringá, eram os ônibus que entravam e saiam da antiga Rodoviária da cidade. E muitas vezes era necessário pernoitar na antiga rodoviária, para esperar o primeiro ônibus no dia seguinte e voltar para casa. Era mais seguro esperar dentro da Rodoviária!

Nos quase dois minutos que fiquei parado no semáforo ao lado do local onde existia a antiga Rodoviária, pude lembrar de muitas histórias engraçadas e interessantes que vivi naquele local. A maioria delas foi na companhia de amigos. E ali também aconteceu uma dolorida despedida de uma linda carioca loira de olhos claros (um verde e outro azul), em meados de 1990.

Não sei ao certo qual o motivo de demolirem o antigo prédio da rodoviária, após terem construído uma outra rodoviária maior e mais moderna em outro local. Mas sei que tal demolição ocorreu em 2010 e que foi conflituosa. Tentaram fazer com que o prédio fosse tombado, por ser histórico. Mas no final prevaleceu a vontade do Prefeito da época, que era demolir o prédio o mais rápido possível. Tal decisão foi lamentável, pois o prédio histórico poderia muito bem ter sido restaurado e servido para outros nobres fins.

Infelizmente no Brasil não existe a cultura de preservar e conservar prédios históricos. Aqui o velho é considerado feio e sem importância, então decidem demolir e construir outra coisa no local. E muitas vezes a decisão de destruir construções histórias é tomada em razão de interesses econômicos obscuros. No caso da demolição da antiga Rodoviária de Maringá, não sei ao certo qual era o real interesse. Mas sei que se passaram mais de cinco anos e no local da antiga Rodoviária existe uma “vazio” bem no coração da cidade, onde atualmente existe um feio estacionamento.

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Cartão Postal da antiga Rodoviária de Maringá.

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Antiga rodoviária. (Foto: Gazeta de Maringá)

September eleven

Hoje completa 14 anos dos atentados de 11 de setembro de 2001, nos Estados Unidos. Alguns eventos só se transformam em datas históricas muito tempo depois de ocorridos, quando se atribui a eles uma importância crucial para os rumos tomados pela História. E há fatos que nascem com a marca da mudança,  devido sua grande importância para os caminhos percorridos após tal evento ter ocorrido. Nestes casos não é necessário nenhum afastamento para concluir que tal evento será para sempre, um divisor de águas da História, um acontecimento que independente da forma que será narrado, o passado nunca deixará de estar presente na linha do tempo como um ponto de mudança de rumo. Este é o caso do 11 de setembro de 2001.

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125 anos da morte de Van Gogh

Hoje, 29 de julho está fazendo 125 anos da morte de Van Gogh. Um dos maiores pintores de todos os tempos, o holandês Vincent Van Gogh é o maior ícone da pintura pós-impressionista. Sua vida foi um fracasso e ele se suicidou aos 37 anos, sofrendo de problemas mentais. Mas era um gênio, e sua genialidade só foi descoberta após sua morte. Sua fama póstuma iniciou após uma exposição com alguns de seus quadros, realizada em 1901 em Paris.

Atualmente os quadros de Van Gogh valem milhões e estão espalhados pelo mundo, em coleções  particulares e museus. No Brasil é possível encontrar quadros de Van Gogh no Masp, em São Paulo. No acervo do Masp (Museu de Arte de São Paulo), existem cinco quadros pintados por ele.

Van Gogh é meu pintor favorito e tive a oportunidade de ver ao vivo seus quadros que estão no Masp. Também tive a oportunidade de ver alguns de seus quadros que estão em exposição no Metropolitan Museum of Art, de Nova York.

Quadros de Van Gogh que fazem parte do acervo do Masp.

Passeio ao Crepúsculo (1889-1890).

Passeio ao Crepúsculo (1889-1890).

Natureza-Morta com Prato, Vaso e Flores (1884-1885).

Natureza-Morta (1885).

O Escolar (1888).

O Escolar (1888).

Banco de Pedra no Asilo de Saint-Remy (1889).

Banco de Pedra no Asilo de Saint-Remy (1889).

A Arlesiana (1890).

A Arlesiana (1890).

Alguns quadros de Van Gogh que fazem parte do acervo do Metropolitan.

Shoes (1888).

Shoes (1888).

The Flowering Orchard (1888).

The Flowering Orchard (1888).

Aniversário de Che Guevara

Hoje, 14 de junho é aniversário de Che Guevara. Para muitos, principalmente socialistas e alguns outros esquerdistas mal informados, Che Guevara é um herói. Entre outras o cara era racista, homofóbico e assassino. Matava quem ia contra suas idéias! Disse muitas idiotices, inclusive que mataria como um verme até Jesus Cristo se ele cruzasse seu caminho. Só idolatra e acha Che Guevara um herói ou um homem extraordinário, quem não conhece sua história, ou quem apenas assistiu ao filme “Diários de Motocicleta” (que por sinal é um bom filme e eu gosto!), que mostrava Che Guevara jovem e idealista, antes de se transformar num monstro.

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Lousas de quase um século

Em uma escola da cidade de Oklahoma, nos Estados Unidos, funcionários que trocavam algumas lousas (quadros negros), fizeram uma descoberta surpreendente. Ao removerem lousas antigas de algumas salas de aula, descobriram atrás delas lousas ainda mais antigas, que no passado eram pintadas na parede. Algumas dessas lousas tem quase cem anos! E muitas delas estavam com escritos, cronogramas, tabuadas, lições de literatura e música, conteúdos escritos por professores e alunos. Algumas lousas estão com a data do dia em que o conteúdo foi escrito.

Parece que quem instalou as lousas (que foram trocadas agora) por cima da lousas antigas, deixou de propósito as lousas antigas escritas, sem apagar ou destruir as informações que estavam escritas nelas. Deixou tudo como estava, como uma espécie de túnel do tempo, para um dia serem descobertas. E isso levou quase cem anos!

A Prefeitura da cidade de Oklahoma vai preservar as lousas antigas como estão. O conteúdo nelas escrito foi feito entre 30 de novembro e 4 de dezembro de 1917. Possivelmente os alunos e professores que escreveram nestas lousas, estão todos mortos.

Fotos: Oklahoma City Public Schools

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Lousa com escrito de 1917.

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Aula de matemática e música.

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As lousas eram pintadas nas paredes.

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Data de 30/11/17, no padrão americano, onde o mês vem antes do dia.

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Desenho e texto de história.

Diários de Dom Pedro II

Nos 58 anos em que foi imperador do Brasil, Dom Pedro II fez muitas viagens pelo interior do Brasil e para o exterior. Durante estas viagens ele tinha o costume de anotar tudo em cadernetas, uma espécie de diário. Ele fazia as anotações com riqueza de detalhes e ao todo escreveu 43 cadernetas. Atualmente estes diários fazem parte do acervo do Museu Imperial, em Petrópolis.

O imperador era detalhista em suas anotações e seus diários serviram e servem como fonte de pesquisa sobre muitos assuntos da época do Brasil Império. Boa parte destes diários estão em forma digital e são liberados para consulta. Em 2010 os diários de Dom Pedro II foram considerados Memória do Mundo pela UNESCO.

Sou um admirador confesso de Dom Pedro II e estudioso do assunto. Em 2009 durante uma visita ao acervo do Museu Imperial, solicitei uma consulta ao diário de Dom Pedro II sobre sua visita à Província do Paraná, em 1880. Fui muito bem recebido pelos funcionários do acervo do Museu Imperial e já estava sentado ao lado de uma mesa, com luvas próprias para manusear o diário sem danificá-lo. Uma funcionária tinha ido buscar o diário no arquivo e meu coração batia mais forte diante da expectativa de ter em mãos um dos diários escritos por Dom Pedro II. Mas então veio a decepção, pois outra funcionária lembrou que o diário sobre a visita à Província do Paraná já estava disponível no formato Word e eles podiam me enviar por e-mail. Ao mesmo tempo em que isso facilitava minha pesquisa, me tirava o prazer de poder manusear as anotações originais. Agradeci a atenção que me deram e fui embora chateado, mas não podia “exigir” que me mostrassem o diário original, pois estaria tomando tempo desnecessário do pessoal do arquivo sem necessidade. No dia seguinte recebi em meu e-mail o arquivo com o texto extraído do diário sobre a visita do imperador ao Paraná.

No ano seguinte ao visitar a Bienal do Livro de Curitiba, encontrei um livro escrito por um historiador da cidade de Ponta Grossa, onde ele contava sobre a visita de Dom Pedro II ao Paraná. Comprei o livro e lendo-o descobri que nele estava transcrito quase que totalmente os textos que o pessoal do Museu Imperial tinha me enviado. Só não sei se o autor do livro consultou o diário original ou igual a mim recebeu o texto do diário via e-mail.

Ainda continuo colecionando livros sobre Dom Pedro II e tenho planos de no futuro escrever um livro sobre a visita do imperador ao Paraná. Visitei muitos locais onde ele esteve nessa visita e tenho diversos textos e anotações sobre o assunto. Mas a frustração de não ter visto ao vivo as anotações sobre a visita do Imperador a Província do Paraná, ainda existe.

Também continuo na busca de algo assinado por Dom Pedro II, ou algum documento escrito por ele, para fazer parte de minha coleção de livros, revistas e documentos antigos. Mas os poucos documentos que encontrei disponíveis para venda estão no exterior e seus preços são proibitivos. Mas quem sabe um dia eu consiga algo!!! 

Documentos Relativos às Viagens do Imperador D. Pedro II pelo Brasil e pelo Mundo. Registro Internacional (MoW), 2013.

Os Documentos Relativos às Viagens do Imperador D. Pedro II pelo Brasil e pelo Mundo são parte integrante do Arquivo da Casa Imperial do Brasil, doado ao Museu Imperial pelo príncipe d. Pedro Gastão de Orleans e Bragança, bisneto de d. Pedro II, em 1949. O conjunto é formado por diários, itinerários de viagens, correspondências, registros de visitas, contatos do imperador, relatórios de despesas, periódicos, panfletos, programas, homenagens, convites, desenhos e totaliza 2.120 documentos. A documentação permite traçar um painel do século XIX, suas transformações e a passagem à modernidade, revelando aspectos do pensamento, das descobertas científicas, da diversidade cultural e das paixões políticas, e analisar as relações diplomáticas do Brasil com outros países.

Fonte: http://www.museuimperial.gov.br

Um dos diários de Dom Pedro II.

Um dos diários de Dom Pedro II.

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Sala do acervo do Museu Imperial.

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Pesquisadora no Acervo do Museu Imperial. (Foto: revista Isto É)

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Certificado concedido pela UNESCO.

150 anos da morte de Lincoln

Hoje está fazendo 150 anos da morte do Presidente norte americano, Abraham Lincoln. Ele sofreu um atentado a tiro no dia 14 de abril de 1865, e veio a falecer no dia seguinte, 15 de abril. Para os brasileiros tal data e personagem não tem nenhuma importância. Mas para mim tem, pois Lincoln é um dos personagens históricos que admiro. Sou apaixonado por história e formado em história. Por isso muitos fatos históricos e personagens históricos me interessam muito.

Não existe um motivo especial por tal interesse por Lincoln. Acho que a história dele de uma maneira geral foi que me fascinou. Ele era um lenhador pobre, que acabou entrando para a política e se tornou o Presidente dos Estados Unidos. Sob sua administração os Estados Unidos passaram por uma mortífera Guerra Civil, que buscava principalmente o fim da escravidão. Tal Guerra durou quase cinco anos, causou milhares de mortes, mas transformou o país e a mentalidade dos norte americanos de uma maneira que tornou possível serem a potencia que conhecemos hoje em dia. Pouco depois do fim da Guerra, Lincoln sofreu um atentado quando assistia a um peça no Teatro Ford, na cidade de Washington. O autor do atentado era um famoso ator, cujo motivo do crime era mais do que ser a favor da escravidão. O motivo principal era entrar para a história e ter seu nome lembrado durante anos, mesmo que por um assassinato.

Li muito livros sobre Lincoln, assisti filmes, vi fotos antigas. E também tive a oportunidade de conhecer o Teatro Ford, em Washington, local onde Lincoln sofreu o mortal atentado. Também conheci a hospedaria (Casa Petersen) para onde levaram Lincoln ferido e onde ele veio a falecer, que fica em frente ao Teatro, do outro lado da rua. Também pude ver alguns documentos e peças de vestuários de Lincoln, inclusive uma de suas cartolas.

Somente quem gosta de história é que pode entender a sensação de ver ao vivo e a cores, locais e objetos que fazem parte da história de determinado personagem que admiramos…

Nos links abaixo você encontra postagens aqui no blog, que falam sobre o Teatro Ford e sobre a hospedaria onde Lincoln faleceu.

https://vanderdissenha.wordpress.com/2011/11/06/teatro-ford-fords-theatre/

https://vanderdissenha.wordpress.com/2011/11/06/casa-petersen/

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Abraham Lincoln.

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Teatro Ford (Washington – DC).

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Velório de Lincoln.

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Cartola de Lincoln.

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Túmulo de Lincoln (Springfield, Illinois).

Tumba de Lincoln.

Tumba de Lincoln.

Hino Nacional

Hoje, 13 de abril, é comemorado o Dia do Hino Nacional Brasileiro. A música composta por Francisco Manuel da Silva já era usada desde a primeira metade do século 19. Mas a letra de Joaquim Osório Duque Estrada, só foi escolhida para o hino em 1922 e oficializada por lei em 1971. A letra do hino é toda “rabuscada”, se enquadrando no estilo parnasiano.

O Hino Nacional Brasileiro foi criado em 1831 e teve diversas denominações antes do título, hoje, oficial. Ele foi chamado de Hino 7 de abril (em razão da abdicação de D. Pedro I), Marcha Triunfal e, por fim, Hino Nacional.

Com o advento da Proclamação da República e por decisão de Deodoro da Fonseca, que governava de forma provisória o Brasil, foi promovido um Grande Concurso para a composição de outra versão do Hino. Participaram do concurso, 36 candidatos; entre eles Leopoldo Miguez, Alberto Nepomuceno e Francisco Braga.

O vencedor foi Leopoldo Miguez, mas o povo não aceitou o novo hino, já que o de Joaquim Osório e Francisco Manuel da Silva havia se tornado extremamente popular desde 1831. Através da comoção popular, Deodoro da Fonseca disse: “Prefiro o hino já existente!”. Deodoro, muito estrategista e para não contrariar o vencedor do concurso, Leopoldo Miguez, considerou a nova composição e a denominou como Hino da Proclamação da República.

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Rainha Elizabeth II

Você sabia que a Rainha Elizabeth II foi a primeira mulher da Família Real Britânica a entrar para o serviço militar?

Em 1945, com apenas 18 anos, a então Princesa Elizabeth convenceu seu pai de que deveria contribuir diretamente nos esforços da guerra. Foi aí que ela se juntou ao Serviço Territorial Auxiliar da Divisão de Mulheres do Exército Britânico, onde foi treinada para dirigir e consertar veículos militares. Devido ao seu trabalho exemplar, a princesa foi promovida a comandante júnior.

A Rainha Elizabeth II é a última Chefe de Estado viva a servir uniformizada na Segunda Guerra Mundial.

Fonte: https://vivimetaliun.wordpress.com

Rainha Elizabeth II na época da II Guerra.

Rainha Elizabeth II na época da II Guerra.

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Elizabeth II.

 

Darwin no Brasil

Em 2008, comemorou-se 150 anos da teoria da seleção natural, proposta em conjunto pelos naturalistas britânicos Charles Darwin (1809-1882) e Alfred Wallace (1823-1913). A efeméride é a ocasião de relembrar a passagem dos dois naturalistas pelo Brasil e a contribuição das observações feitas por ambos em nosso país para a formulação da teoria que mudou a biologia.

A passagem de Darwin pelo Brasil foi o foco da conferência do físico e historiador da ciência Ildeu de Castro Moreira na reunião anual da SBPC. Moreira, que dirige o Departamento de Popularização e Difusão da Ciência do Ministério da Ciência e Tecnologia, está tentando reconstituir os diferentes passos da passagem do naturalista inglês pelo país e está envolvido na organização de vários eventos comemorativos dos 150 anos da teoria da seleção natural.

Darwin passou pelo Brasil a bordo do Beagle, navio encarregado de dar a volta ao mundo fazendo medições importantes para a marinha britânica. Recém-formado, aos 24 anos, Darwin era o naturalista de bordo, incumbido de fazer observações geológicas e biológicas durante a expedição. Na viagem, que durou quase cinco anos, o inglês coletou material e fez observações que, mais tarde, o colocariam na trilha da seleção natural.

Algumas das primeiras escalas do Beagle foram feitas na costa brasileira, em Fernando de Noronha, Salvador, Abrolhos e no Rio de Janeiro, onde Darwin passou quatro meses. “Darwin ficou hospedado em Botafogo, que era então um bairro nobre e tranqüilo, onde nobres e embaixadores tinham sítios”, conta Moreira. “Estamos tentando identificar a localização exata da casa em que ele ficou, provavelmente na atual rua São Clemente.” Em 1836, após completar a circunavegação, o Beagle fez novas escalas no Brasil, em Salvador e Recife, em seu caminho rumo à Inglaterra.

A deslumbrante natureza foi o que mais chamou a atenção de Darwin em sua passagem pelo Brasil. Seu diário de bordo e as notas de viagem reunidas anos mais tarde em livro (A viagem do Beagle, disponível em português) refletem o encanto do jovem inglês com a luxuriante paisagem tropical.

“Delícia é um termo fraco para exprimir os sentimentos de um naturalista que, pela primeira vez, se viu perambulando por uma floresta brasileira”, escreveu Darwin sobre sua passagem por Salvador. Seu relato é repleto de adjetivos deslumbrados que exaltavam “a exuberância geral da vegetação”, “a elegância da grama”, “a beleza das flores” ou “o verde lustroso da folhagem”.

Humanismo e preconceito

As notas de viagem de Darwin refletem também sua visão sobre a sociedade brasileira. Em várias passagens, elas manifestam o humanismo do naturalista, que recrimina reiteradas vezes a escravidão contemplada por ele no país. Mas Ildeu Moreira lembra também que as observações do inglês denotam certo preconceito em algumas passagens.

Sua impaciência com a burocracia brasileira, por exemplo, ou sua decepção com os modos rudes com que foi tratado por certos habitantes locais motivaram comentários pouco simpáticos à população brasileira em suas anotações. “Darwin fez algumas generalizações sobre os brasileiros e às vezes julgava as pessoas pela sua aparência ou pela forma como se vestiam”, diz Moreira.

O historiador da ciência chama a atenção também para outro aspecto interessante que se sobressai das anotações feitas por Darwin em sua passagem pelo Brasil. Esses relatos mostram como o inglês foi ajudado por habitantes locais em suas incursões pela mata e nas expedições para coleta de material biológico. Moreira lembra que esses guias, geralmente omitidos nos relatos científicos dos naturalistas, aparecem mais claramente nos relatos de viagem, escritos em estilo mais solto.

“Os índios, escravos e crianças que ajudavam os naturalistas do século 19 tinham um conhecimento que, depois de catalogado e registrado, foi incorporado ao acervo da ciência mundial”, afirma Moreira. “Isso não representa um demérito para esses cientistas, mas nada teria sido feito sem a ajuda desses guias. Não podemos perder a perspectiva de que a ciência dependia do conhecimento das populações nativas.”

Bernardo Esteves 

Ciência Hoje On-line / 16/07/2008

Darwin jovem, quando passou pelo Brasil.

Darwin jovem, quando passou pelo Brasil.

Darwin, idoso.

Darwin, idoso.

Livro: A Viagem do Beagle.

Livro: A Viagem do Beagle.

Navio HMS Beagle.

Navio HMS Beagle.

Darwin Day

Ontem, 12 de fevereiro, foi comemorado o “Darwin Day”. Charles Darwin nasceu em 12 de fevereiro de 1809, e na data de seu aniversário, seus muitos admiradores espalhados pelo mundo, promovem uma homenagem anual batizada de Darwin Day (Dia de Darwin). O objetivo principal de tal comemoração é ressaltar suas contribuições para a humanidade, pois o inglês Charles Darwin (1809-1882), foi um dos cientistas mais importantes da história. O naturalista revolucionou os conceitos sobre a evolução das espécies por meio da teoria da seleção natural. A teoria de Darwin, apesar de comprovada cientificamente, ainda encontra resistência, principalmente entre os defensores do criacionismo que recusam a evolução.

Uma antiga paixão quase prejudicou a grande viagem da vida de Darwin. Uma mulher quase impediu que Darwin embarcasse no navio HMS Beagle e participasse da expedição, que foi fundamental para os estudos do naturalista sobre a origem das espécies. A antiga namorada Fanny Owen, retomou contato com Darwin meses antes da missão se iniciar. A paixão entre o casal reacendeu e a jovem prometeu esperar o retorno de Darwin. No entanto, ao chegar ao Rio de Janeiro, no início de 1832, o naturalista recebeu uma carta dizendo que Fanny Owen iria se casar com outro. Darwin superou a desilusão amorosa e não abandonou a viagem.

Uma grande dúvida também atormentou Charles Darwin durante algum tempo. Meses antes de casar com sua prima Emma Wedgwood, Darwin resolveu enumerar os prós e os contras do casamento. A partir do seu dilema ele escreveu uma obra, “This is the Question” (Esta é a questão). Pelos argumentos de Darwin, contra o matrimônio pesavam o fim da liberdade de ir para onde quisesse, as despesas e a ansiedade gerada com o nascimento dos filhos. Mas havia algumas vantagens, ponderou, como ter uma esposa e filhos, seria uma aposta contra a solidão. “Essas coisas são boas para a saúde”, destacou na lista publicada pelo site do Darwin Project, que disponibiliza digitalmente documentos importantes da história do naturalista. Depois de muito pensar, no dia 29 de janeiro de 1839, Darwin finalmente se casou. O casamento com Emma Wedgwood deu tão certo que eles tiveram dez filhos.

Em 2009, um exemplar da primeira edição do livro de Darwin, “A origem das Espécies” foi adquirido em um leilão, por cerca de R$ 430.000,00. O exemplar do livro tinha ficado esquecido por anos na estante da casa de uma família que morava na Inglaterra. O leilão coincidiu com o 150º aniversário da publicação do livro. Em 1859, o livro de Darwin foi o mais vendido do ano, com uma tiragem de 1.250 exemplares.

Durante a viagem do navio HMS Beagle, Darwin passou pelo Brasil e ficou impactado com a escravidão. Em um episódio de sua viagem, junto a um rio que banha o estado do Rio de Janeiro, Darwin sentiu vergonha ao tentar se comunicar com um escravo. O naturalista utilizou mímica e outros gestos, mas o negro achou que o cientista iria espancá-lo.

A teoria do naturalista contradiz um dos principais dogmas da religião católica, que é a crença de que Deus criou as espécies tal como elas existem. Conforme avançava em sua teoria, ele percebeu que a evolução poderia colocar em risco os dogmas da religião de sua querida esposa. Por essa razão, ele adiou a publicação de “A Origem das Espécies”, publicando o livro somente quando percebeu que o zoólogo Alfred Russel Wallace havia chegado à mesma conclusão.

Darwin Day 2015.

Darwin Day 2015.

The Origin of Spices.

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Livro: A Origem das Espécies.

 

Cemitério da Consolação

Cemitério da Consolação é o mais antigo cemitério em funcionamento na cidade de São Paulo e também a mais importante referência brasileira na área da arte tumular (ver postagem sobre arte tumular aqui no blog https://vanderdissenha.wordpress.com/2013/04/12/arte-tumular-simbolos/). Foi o primeiro cemitério público da cidade, tendo sido inaugurado em 15 de agosto de 1858. Na época de sua inauguração era chamado de Cemitério Municipal e tinha como objetivo evitar epidemias, substituindo o hábito existente de sepultar os mortos nos interiores das igrejas. Hoje o Cemitério da Consolação é um dos vinte e dois cemitérios públicos da cidade de São Paulo.

Em razão da prosperidade advinda da aristocracia da cafeicultura e o surgimento de uma expressiva burguesia em São Paulo, o Cemitério da Consolação passou a abrigar muitas obras de arte produzidas por escultores de renome (muitos em início de carreira), para ornamentar os seus jazigos. Entre os muitos artistas que produziram obras para o cemitério, encontram-se Rodolfo Bernardelli, Victor Brecheret, Celso Antônio Menezes e Bruno Giorgi.

Atualmente o Cemitério da Consolação mantém visitas guiadas, por meio do projeto “Arte Tumular”. Nessas visitas um guia leva os visitantes a conhecer os túmulos de personagens famosos da história brasileira que estão ali sepultados e também mostra obras dos grandes artistas que enfeitam muitas sepulturas e jazigos. As visitas precisam ser agendadas.

No início, o Cemitério da Consolação era o lugar de sepultamento de pessoas de todas as classes sociais, inclusive escravos. A partir dos primeiros anos do século XX o cemitério passou a receber quase que exclusivamente pessoas da alta classe média e da burguesia. Naquele tempo, um túmulo suntuoso era visto como sinal de status social. Acontecia uma certa competição entre as famílias ricas, que construíam jazigos cada vez mais sofisticados, em materiais nobres como mármore e bronze. A ornamentação ficava a cargo de artistas importantes, que tinham na arte tumular uma atividade altamente lucrativa. Desde então, o cemitério abriga túmulos de personalidades e famílias ilustres da sociedade paulista e brasileira.

Quando foi construído, o Cemitério da Consolação se localizava na periferia de São Paulo, num ponto distante do centro da cidade. Mas com o passar dos anos a cidade foi crescendo e hoje ele fica numa área considerada central e próximo à avenida Paulista, uma das avenidas mais importantes e com o metro quadrado mais caro do Brasil.

Personalidades sepultadas

Estão sepultados no Cemitério da Consolação os restos mortais de muitas personalidades importantes da História do Brasil. Entre muitos vale a pena citar os modernistas: Tarsila do Amaral, Oswald de Andrade e Mário de Andrade. Os Presidentes da República: Campos Sales e Washington Luís. Os Governadores de São Paulo: Ademar de Barros, Bernardino José de Campos Junior, Roberto Costa, Jorge Tibiriçá, Carvalho Pinto e Roberto Costa de Abreu Sodré.

Outras personalidades sepultadas no Cemitério da Consolação são: Marquesa de Santos, que foi amante de Dom Pedro I. Ela também foi quem deu dinheiro para a construção da capela do Cemitério da Consolação. Os atores globais: Armando Bógus (o Zé das Medalhas da novela Roque Santeiro) e Rubens de Falco (o Coronel da primeira versão da novela Escrava Isaura). O Barão de Antonina, Barão de Anhumas, Ruth Cardoso (esposa do ex-Presidente Fernando Henrique Cardoso), o escritor Monteiro Lobato, os empresários Cândido Fontoura e Francesco Matarazzo

Um dos destaques do cemitério é o colossal mausoléu da família Matarazzo, o maior da América Latina. Esse mausoléu que do subsolo ao pico possui 25 metros de altura e tem o tamanho aproximado de um prédio de três andares, ocupa uma área de 150 metros quadrados. É ornamentado por um conjunto escultório em bronze italiano, obra de Luigi Brizzolara.

Interior do cemitério.

Interior do cemitério.

Túmulo da Marquesa de Santos.

Túmulo da Marquesa de Santos.

Detalhes de um mausoléu.

Detalhes de um mausoléu.

Túmulo do Presidente Campos Sales.

Túmulo do Presidente Campos Sales.

Mausoléu da família Matarazzo.

Mausoléu da família Matarazzo.

Túmulo do escritor Monteiro Lobato.

Túmulo do escritor Monteiro Lobato.

Visitando o Cemitério da Consolação.

Visitando o Cemitério da Consolação.

Vancouver

Vancouver é uma cidade litorânea que fica na Columbia Britânica, Canadá. O nome da cidade vem do capitão britânico George Vancouver que explorou a área na década de 1790. Vancouver é a maior área metropolitana no Oeste do Canadá e ocupa a posição de terceira maior do país e de oitava maior cidade propriamente dita. Segundo o censo de 2006, Vancouver tinha uma população de pouco mais de 578.000 habitantes e a sua Área Metropolitana Censitária excede os 2,1 milhões de pessoas. Seus habitantes são etnicamente diversos, com 52% tendo uma língua materna diferente do inglês.

Serrarias estabeleceram-se em 1867 na área conhecida como Gastown, que se tornou o núcleo em torno do qual a cidade cresceu. Vancouver foi incorporada como uma cidade em 1886. Em 1887, a ferrovia transcontinental foi prolongada até a cidade, para aproveitar o seu grande porto natural, que logo se tornou elo vital na rota de comércio entre o Oriente, leste do Canadá e Londres. O Porto de Vancouver é o maior e mais movimentado do Canadá, bem como o quarto maior porto (em tonelagem) da América do Norte. A indústria madeireira continua sendo sua maior fonte de renda, mas Vancouver também é conhecida como um centro urbano cercado pela natureza, fazendo do turismo a sua segunda maior indústria. É também o terceiro maior centro de produção cinematográfica na América do Norte depois de Los Angeles e Nova York, ganhando o apelido de “Hollywood do Norte”.

Vancouver tem sido classificada como “a cidade mais habitável” no mundo há mais de uma década, de acordo com avaliações de revistas de negócios. Ela recebeu muitos congressos e eventos internacionais. Os Jogos Olímpicos de Inverno de 2010, e os Jogos Paraolímpicos de Inverno de 2010 foram realizados em Vancouver e nas proximidades de Whistler, comunidade a 125 km ao norte de Vancouver.

Vancouver

Vancouver

11 de setembro

Hoje está fazendo dez anos dos atentados terroristas de 11 de setembro. Tal data é marcante para os norte americanos e para o resto do mundo também, pois tal fato é um divisor histórico onde muita coisa que era de um jeito antes do 11 de setembro de 2001, passou a ser de outro jeito após essa data. Ser atacado dentro de seu território feriu muito o orgulho e o patriotismo norte americano. Diferente de nós brasileiros que somos patriotas somente de quatro em quatro anos, os norte americanos em sua maioria são patriotas diariamente.

Muita gente lembra o que estava fazendo em 11 de setembro de 2001. Eu particularmente lembro muito bem. Na época trabalhava numa agencia de turismo em Curitiba e de repente o telefone começou a tocar, gente dizendo para ligarmos a TV. E outras ligações eram para pedir informações sobre passageiros nossos que estavam viajando pelos Estados Unidos naquele dia. Parentes queriam saber número de vôos.  Quando ficou claro que realmente era um atentado terrorista, telefonei para meu irmão e para a Talita, minha namorada na época, perguntando se estavam vendo a TV. Lembro de minha chefe olhando inconformada para a TV e dizendo que Nova York não seria mais a mesma sem o World Trade Center. Naquele dia não fui almoçar, fiquei vendo o noticiário. E a noite não fui para a faculdade, preferi ficar em frente à TV.

Nove meses após os atentados, fui pela primeira vez aos Estados Unidos. E nessa viagem deu para perceber que o 11 de setembro ainda estava fresco na memória dos norte americanos. Voltei outra vez aos Estados Unidos e em setembro de 2003 estive em Nova York, e visitei o local onde ficavam as torres gêmeas. Naquela época estavam escavando um buraco enorme para reconstruir o metrô. Muita gente estava visitando o lugar nesse dia e pude ver pessoas rezando e outras chorando.

Que os Estados Unidos são imperialistas e se preocupam mais com seu próprio umbigo, isso é fato. E acho que estão corretos, pois acredito que primeiro devemos pensar em nossa casa e no bem estar dos nossos, para depois pensar nos outros. Isso não é egoísmo, isso é ser racional. Tem muita gente que critica os norte americanos por isso. E no tempo em que lá morei, pude ver de perto que a maioria sabe pouco sobre o resto do mundo, mas sabe muito sobre o próprio pais. Melhor ser assim, do que saber sobre o resto do mundo e não saber quase nada da história de nossa própria cidade, o que é o caso da maioria dos brasileiros.

Durante a faculdade de história tive alguns professores anti-americanos, que diziam boicotar marcas norte americanas e nem Coca- Cola tomavam. O pior é que muitos alunos iam na onda, meio que achando que todo historiador tem que ser de esquerda. No meu caso que não sou de direita, esquerda ou centro, posso dizer que gosto dos Estados Unidos e da cultura americana. Para quem começou a ser alfabetizado com revistinha Disney, que gostava de Elvis Presley e amava filmes de faroeste, não tem como não gostar dos Estados Unidos e de sua cultura. Eles foram espertos e conquistaram o mundo com sua música, seus filmes, seu modo de vida. Então que os demais países (principalmente os de esquerda) tentem fazer o mesmo e que consigam ser tão competentes como os yankees foram nesse quesito.

E estou embarcando para mais uma viagem aos Estados Unidos, pouco depois do 11 de setembro. Vai ser meio “estranho” fazer um vôo interno pela American Airlines, que teve dois aviões destruídos nos ataques terroristas de dez anos atrás. Mas deixando o medo de lado, vou aproveitar ao maximo essa viagem e aproveitar para visitar mais uma vez Nova York e rever o local onde ficavam as torres cuja destruição marcou o mundo.

Ao fundo local onde ficava o World Trade Center. (setembro/2003)

Em frente o local onde ficava o World Trade Center. (setembro/2003)

189 anos de independência do Brasil

Como homenagem aos 189 anos de independência do Brasil, vou utilizar um pouco de meus dotes de historiador e contar a história de um quadro. Esse quadro é famoso e com certeza todos os brasileiros que estudaram um pouco de história na escola, viram a imagem desse quadro em alguma cartilha. Tive o privilégio de ver esse quadro ao vivo e a cores, e posso lhes garantir que ele é muito bonito. Mas como é normal na história passada e atual de nosso querido pais, nem tudo o que parece é realmente verdade. O nome desse quadro é “Independência ou Morte” e foi pintando por Pedro Américo. 

Infelizmente a história é sempre contada pela visão dos vencedores e também ensinada de acordo com o contexto sócio-político de determinado local ou  época. Isso faz com que desde a infância seja nos apresentada uma história que é reconhecida universalmente e que jamais pode ser discutida. Na história do Brasil é comum que heróis sejam esquecidos e que personagens inexpressivos sejam transformados em heróis. Que fatos sejam alterados ou inventados, de acordo com os interesses da ideologia dominante em certa época. Tudo isso para se tentar valorizar um regime de governo ou determinada orientação política vigente.  Esse quadro do Pedro Américo é um exemplo clássico disso. A bela imagem que nos foi passada desde a infância, mostrando como foi o momento sublime da independência é na verdade uma imagem que foi retratada bem diferente da imagem real do 7 de setembro de 1822.

A independência do Brasil foi proclamada em 1822, mas Pedro Américo só terminou de pintar o quadro em 1888 em Florença, na Itália, onde ele vivia na época. Esse quadro foi encomendado pela Família Real, que desejava ressaltar a monarquia e seus heróis. O regime monárquico estava cambaleante e caiu em 15 de novembro de 1889, com a Proclamação da República. E como se tratava de um quadro encomendado, referente a um fato histórico ocorrido muitos anos antes e presenciado por poucos, Pedro Américo decidiu mudar um pouco a imagem do momento do grito de independência feito por Dom Pedro I. Tal momento foi “reconstruido”, passando uma imagem mais pomposa.

Entre as principais alterações feitas, o autor do quadro chegou a “desviar” o curso do riacho do Ipiranga, que a rigor estaria passando por trás de quem observasse a cena naquele local. Outra alteração feita é com relação ao tamanho da comitiva, que não tinha tantos membros igual o quadro retrata. As roupas também não eram iguais as que aparecem no quadro, todas roupas de gala. A comitiva de Dom Pedro I tinha subido a Serra do Mar, vinda de Santos e ninguém naquela época usava roupas de gala em viagens, pois elas eram quentes e cheias de enfeites. Na verdade todos deveriam estar usando trajes mais práticos e simples e possivelmente cheios de pó e barro da estrada, que naquela época era pouco mais que uma trilha no meio do mato. E o principal é que Dom Pedro I não estava montado num imponente cavalo. Naquela época para viagens longas e principalmente subindo uma serra, eram utilizados jumentos e mulas. E conta a lenda que Dom Pedro I estava com uma forte diarréia e que tinha parado naquele local às margens do riacho Ipiranga para dar uma “aliviada”. 

Mesmo não retratando a “imagem” real do momento do grito da independência, o quadro de Pedro Américo possui um valor inestimável para a história brasileira. O quadro mede 7,60 x 4,15 metros. Pedro Américo se preocupou em estudar todos os detalhes do quadro, como roupas e armas utilizadas na época em que ocorreu o grito da independência. Para a produção deste quadro ele se dirigia freqüentemente ao bairro do Ipiranga, próximo ao riacho, para conhecer melhor a luz e a topografia do local, entre outros aspectos. Desde que foi pintado, esse quadro está no Museu do Ipiranga (atualmente chamado de Museu Paulista da USP), em São Paulo. Inclusvie quando da construção do Museu, Pedro Américo pediu que a parede onde ficaria o quadro fosse um pouco inclinada para possibilitar uma melhor visualização e sentido de dimensão de sua obra. 

No local onde aconteceu o grito de independência em 1822, nos dias de hoje pouca coisa lembra como ele era na época. O riacho do Ipiranga é poluído e está quase esquecido em meio a avenidas e outras construções. Próximo a ele foi constuído o Monumento à Independência. Debaixo do monumento fica a cripta onde estão os restos mortais de Dom Pedro I, trazidos de Portugal em 1972. Ao lado dos restos mortais de Dom Pedro I, também estão os restos mortais de suas duas esposas, Leopoldina e Amélia. Os restos mortais de sua amante, a Marquesa de Santos, estão sepultados um pouco distantes dali, no cemitério da Consolação. O coração de Dom Pedro I está conservado e guardado como relíquia em um mausoléu na capela-mor da Igreja da Lapa, em Porto, Portugal.

Quadro: Independência ou Morte

Salão Nobre do Museu do Ipiranga.

Museu do Ipiranga.

Monumento à Independência.

Urna com os restos mortais de Dom Pedro I.

Local onde aconteceu o grito da independência, nos dias atuais.

O riacho do Ipiranga hoje em dia.

Hiram Bingham: descobridor de Machu Picchu

Na verdade o mundo exterior simplesmente topou de repente com Machu Picchu, pois ela nunca havia sido perdida para aqueles que viviam próximos a ela. E essas mesmas pessoas que viviam nas proximidades da cidade “perdida”, foi que levaram o explorador e professor americano Hiram Bingham e sua equipe para o local em 1911. Inicialmente Bingham não viajou para a América do Sul para explorar a terra dos Incas. Na verdade, ele viajou para a América do Sul para concluir seu estudo sobre Simón Bolívar. Em dezembro de 1908, Bingham participou do Primeiro Congresso Científico Panamericano, em Santiago, Chile. Foi aí que ele decidiu seguir a antiga rota de comércio espanhola que ia de Buenos Aires até Lima. E foi assim que ele acabou passando por Cuzco, onde conheceu J. J. Nunes, então prefeito da região de Apurimac, que o convidou para uma árdua viagem até as ruínas de Choquekirau. Bingham, pensou na época que esse poderia vir a ser o local de Vilcabamba, o há muito procurado “último lugar de descanso dos Incas“.

Em seu retorno aos Estados Unidos, Bingham decidiu organizar uma expedição ao Peru. Ele chegou a Lima em junho de 1911, onde começou a estudar as crônicas de Antonio de la Calancha e Fernando de Montesinos, escritas no século XVII. Estas crônicas inspiraram Bingham a buscar as duas últimas capitais dos Incas: Vilcabamba e Vitcos. Saindo de Lima em julho, Bingham voltou a Cuzco, de onde viajou a pé e de mula pelo Vale do Urubamba, Ollantaytambo e garganta do Urubamba. Em 23 de julho, Bingham e sua comitiva acamparam junto ao rio, em um lugar chamado Mandor Pampa. Isso despertou a curiosidade de Melchor Arteaga, um agricultor local. Através do Sargento Carrasco, o policial que foi seu guia e intérprete, Bingham ouviu de Arteaga que havia extensas ruínas no alto da serra em frente ao acampamento de Arteaga. O local era chamado de Machu Picchu, ou “velha montanha”.

Segundo Bingham, “A manhã de 24 de julho amanheceu com uma garoa gelada. Arteaga tremia e parecia inclinado a ficar em sua cabana. Ofereci-me para pagar-lhe bem, se ele me mostrasse as ruínas. Ele recusou e disse que era muito difícil uma subida em um dia tão molhado. Mas quando ele descobriu que eu estava disposto a pagar-lhe três ou quatro vezes seu salário normal, ele finalmente concordou em ir. Quando perguntado onde ficavam as ruínas, ele apontou para cima, para o topo da montanha. Ninguém supôs que elas seriam particularmente interessantes, e ninguém se interessou em ir comigo”. Acompanhado apenas pelo Sargento Carrasco e Arteaga, Bingham deixou o acampamento por volta das 10h00min. Depois de algum tempo de caminhada atravessou uma ponte tão provisória, que o intrépido explorador precisou rastejar de joelhos sobre ela. Depois de atravessar o rio, subiram uma ladeira íngreme até que chegaram ao cume da montanha por volta do meio-dia. Ali Bingham descansou em uma pequena cabana onde apreciou a hospitalidade de um grupo de camponeses. Eles lhe disseram que viviam ali há cerca de quatro anos e que haviam encontrado um extenso sistema de terraços em cujo solo fértil tinham decidido aumentar as suas colheitas. Disseram a Bingham que as ruínas que ele buscava estavam perto. Então lhe cederam como guia um garoto de 11 anos de idade, Pablito Alvarez. Após caminhar um pouco, Bingham visualizou uma grande quantidade de terraços antigos. Eles somavam mais de uma centena e tinham sido recentemente retirados da floresta e reativados. Liderado pelo menino, ele entrou na floresta que seguia além dos terraços e começou a avistar uma série de paredes de granito branco, que o historiador imediatamente considerou os melhores exemplos de alvenaria, que ele jamais tinha visto. Eles eram os restos do que hoje se chama túmulo real, o templo principal, e o Templo das Três Janelas. Hiram Bingham ficou extremamente inspirado pela beleza da região que ele estava explorando.

Outras pessoas viram e viveram em Machu Picchu antes de Hiram Bingham sequer botar os pés no Peru, mas não tinha nem meios e nem a oportunidade de trazer a “cidade perdida”  para a atenção do mundo exterior. Já em 1894, um fazendeiro local chamado Agustín Lizárraga levou um senhor de nome Luis Ugarte até a cidade antiga. Então Luis Ugarte convidou dois amigos para uma viagem até as ruínas em busca de tesouros. Em 14 de julho de 1901, os três amigos visitaram todas as partes acessíveis de Machu Picchu.  Quando Bingham chegou às ruínas, encontrou a rocha que os três amigos tinham assinado com os seus nomes e a data de sua visita. Em seus escritos, porém, Bingham minimizou essa descoberta.

Bingham chamou Machu Picchu de ”A Cidade Perdida dos Incas”. Em 1912 Bingham voltou ao local à frente de uma expedição e acompanhado de especialistas, escavadores, topógrafos e assistentes para explorar, desflorestar e realizar pesquisas arqueológicas. Os trabalhos foram patrocinados pela Universidade de Yale e pela National Geographic Society. Em 1914 e 1915, Bingham com ajuda de outros exploradores,  fez mapas e explorou detalhadamente o local e seus arredores. Fez escavações consideradas pouco ortodoxas em diversos lugares de Machu Picchu. Reuniu dezenas de objetos, entre vasos, peças de bronze, cobre, prata e de pedra, entre outros materiais. Bingham reconheceu também outros importantes grupos arqueológicos nas imediações: Sayacmarca, Phuyupatamarca, a fortaleza de Vitcos e importantes trechos de caminhos (Trilha Inca), todos eles interessantes exemplos da arquitetura desse império. A expedição de Bingham, patrocinada não somente pela Universidade de Yale como também pela National Geographic Society, foi registrada em uma edição especial da revista, publicada em 1913, contendo um total de 186 páginas, que incluía centenas de fotografias.

Hiram Bingham declarou não ter encontrado objetos de ouro em Machu Picchu, mas até hoje essa informação é questionada. Muitos acreditam que ele possivelmente retirou peças de ouro do local e levou para os Estados Unidos de forma clandestina. De acordo com especialistas do Peru, vários lotes importantes de objetos saíram do território peruano de forma irregular, através da Bolívia. Já o material retirado legalmente por ele, cerca de 5.000 mil objetos declarados, foi enviado para a Universidade de Yale, com autorização do governo peruano. O presidente peruano da época, Augusto B. Leguía, havia concedido temporariamente a saída desses objetos do Peru. As peças saíram do país emprestadas em 1912, como recompensa pelo trabalho dos exploradores e estudiosos, mas com a condição de serem devolvidas posteriormente, o que nunca aconteceu. A National Geographic, confirmou esta interpretação dos documentos assinados na altura da saída das peças. Yale, pelo contrário, defende que o código civil peruano de 1852, vigente na altura em que os objetos saíram do Peru, permitia que quem encontrasse vestígios arqueológicos podia mantê-los de forma permanente.

No que diz respeito a repatriar esses objetos, nos últimos anos o governo peruano tem insistido na devolução dos mesmos, mas até o momento não obteve êxito. Um inventário minucioso dos tesouros de Machu Picchu, realizado recentemente na Universidade de Yale mostrou que não foram somente cerca de 5.000 objetos que Bingham teria retirado de Machu Picchu e região e levado para os Estados Unidos, mas sim que a quantidade de objetos é 10 vezes maior. Segundo o inventário, são 46.332 objetos, distribuídos em 5.728 lotes: 3.497 lotes de cerâmica, 126 lotes de restos humanos, 11 lotes de metais, e 1.038 lotes relacionados à fauna. O inventário foi feito nas instalações do Museu Peabody, na Universidade de Yale. As negociações entre o governo peruano e a Universidade de Yale, que detém os objetos na sua coleção permanente, arrastavam-se há anos. As duas partes não chegaram a um acordo sobre o número de peças que Yale tem a devolver. O governo peruano contratou advogados nos Estados Unidos, e tenta a devolução dos objetos.

Hiram Bingham tornou-se rico e famoso, publicou vários trabalhos relacionados as suas aventuras no Peru e depois foi eleito governador do Estado de Connecticut  e senador em Washington. O personagem de cinema Indiana Jones, foi inspirado nele. E a pergunta que muitos fazem hoje em dia é se Bingham é mocinho ou vilão? Eu particularmente acho que o cara foi um safado que se aproveitou de seu papel de professor e explorador, para roubar tesouros e enriquecer.

A equipe de Bingham escavando em Machu Picchu.

Machu Picchu.

Machu Picchu em 1912.

Machu Picchu em 1912.

Hiram Bingham , considerado o verdadeiro Indiana Jones.

Bingham em Machu Picchu.

Hiram Bingham: já rico, famoso e na política.

História de Lima

Lima é a capital do Peru e sua maior e mais populosa cidade. Está situada na costa central do Peru, as margens do Oceano Pacífico. Sua fundação hispânica foi em 18 de janeiro de 1535, como a Cidade dos Reis. Passou a ser a capital do Vice-Reino do Peru durante o regime espanhol e depois da independência passou a ser a capital da República do Peru. A Região Metropolitana de Lima tem aproximadamente 8,5 milhões de habitantes – mais de 7,6 milhões são residentes da Província de Lima–, representando aproximadamente 30% da população peruana, pelo que é a maior metrópole do Peru, assim como a quinta mais populosa da América Latina e uma das 30 maiores áreas metropolitanas do mundo.

A história da cidade de Lima inicia-se com sua fundação espanhola em 1535. O território formado pelos vales dos rios Rímac, Chillón e Lurín estava ocupado por assentamentos pré-incas. A cultura Maranga e a cultura Lima foram as que se estabeleceram e forjaram uma identidade nestes territórios. Durante essas épocas se construíram os santuários de Lati (atual Puruchuco) e Pachacámac. Estas culturas foram conquistadas pelo Império Wari durante o apogeu de sua expansão imperial. Foi durante esta época que construiu-se o centro cerimonial de Cajamarquilla. Junto à declinação da importância Wari, as culturas locais voltaram a adquirir autonomia, destacando a cultura Chancay. Posteriormente, no século XV, estes territórios foram incorporados no Império Inca. Desta época podemos encontrar grande variedade de huacas ao largo de toda a cidade, algumas das quais se encontram em investigação. As mais importantes ou conhecidas são as de Huallamarca, Pucllana, Mateo Salado e Pachacamac.

Em 1532, os espanhóis e seus aliados indígenas, sob comando de Francisco Pizarro, tomaram prisioneiro o inca Atahualpa em plena cerimônia religiosa na cidade de Cajamarca, e mesmo com o pagamento de um resgate, este foi assassinado após um julgamento simulado em que foi acusado de heresia e condenado a morte. Este acontecimento é considerado o primeiro assassinato político na nascente sociedade peruana. Logo após algumas batalhas os espanhóis conquistaram seu império, e com isto a coroa espanhola nomeou Francisco Pizarro como governador das terras que conquistou. Assim decidiu fundar a capital no vale do rio Rímac logo após a intenção falhada de constituir uma capital em Jauja. Em 18 de janeiro de 1535, a Lima espanhola foi fundada como a “Cidade dos Reis” sobre os territórios do cacique Taulichusco. Em agosto de 1536, a cidade foi sitiada pelas tropas de Manco Capac II. No entanto, os espanhóis e seus aliados indígenas derrotaram os incas. Nos anos seguintes, Lima ganhou prestígio ao ser designada capital do Vice-reino do Peru e sede de uma Real Audiência em 1548. Durante o século seguinte, Lima prosperou como o centro de uma extensa rede comercial que integrava ao vice-reino com a América, Europa e Ásia Oriental. Mas a cidade não esteve livre de perigos, violentos sismos destruíram grande parte dela em 1687. Uma segunda ameaça foi a presença de piratas e corsários no Oceano Pacífico, o que motivou a construção das Muralhas de Lima entre os anos de 1684 e 1687. O sismo de 1687 marcou um ponto de inflexão na história de Lima já que coincidiu com uma recessão no comércio pela concorrência econômica de outras cidades como Buenos Aires. Em1746, um forte sismo danificou severamente Lima e destruiu Callao, obrigando a um esforço de reconstrução em massa pelo vice-rei José Manso de Velasco. Durante este período, Lima resultou afetada pelas Reformas Borbônicas já que perdeu o monopólio sobre o comércio externo e seu controle sobre a importante região mineradora do Alto Perui. Este debilitamento econômico levou a elite da cidade a depender dos cargos outorgados pelo governo do vice-reino e pela Igreja e portanto se mostrou reticente a apoiar a independência.

Uma expedição combinada de patriotas argentinos e chilenos dirigidos pelo general José de San Martín, desembarcou ao sul de Lima em 1820, mas não atacou a cidade. Enfrentado um bloqueio naval e a ação de guerrilhas em terra firme, o vice-rei josé de la Serna e Hinojosa foi forçado a evacuar a cidade em julho de 1821 para salvar o exército realista. Temendo um levantamento popular e carecendo de meios para impor a ordem, o conselho da cidade convidou San Martín a entrar em Lima e assinou uma declaração de independência a seu pedido. No entanto, a guerra não tinha acabado e, nos dois anos seguintes, a cidade mudou de mãos muitas vezes, sofrendo abusos de ambos os lados. Proclamada a independência do Peru em 1821 pelo general José de San Martín, Lima converteu-se na capital da República do Peru. Assim, Lima foi a sede do governo do libertador e sede também do primeiro Congresso constituinte que teve o Peru. Os primeiros anos da historia republicana peruana se caracterizaram pelo constante confronto entre caudilhos militares, que tinham como objetivo governar o país e para o qual tentavam tomar a sede de governo. Assim, Lima sofreu vários assédios e confrontos armados em suas ruas.

Avenida próxima ao aeroporto de Lima.

Avenida próxima ao centro da cidade.

Paraná, origem do nome…

Dia destes me perguntaram de onde surgiu o nome Paraná, para meu estado de nascimento. Mesmo sendo formado em história, tive que humildemente responder que não sabia. Não me lembrava de um dia ter estudado sobre isso seja na escola ou na faculdade. Então fui pesquisar e abaixo segue um resumo sobre o assunto.

Paraná vem da língua guarani, significa: “para” … mar + “anã” … parecido, parente, semelhante, significando rio grande, rio como mar, rio semelhante ao mar.

É um termo de origem geográfica, refere-se ao Rio Paraná, que é o maior curso d’água em território paranaense, que divisa o Estado do Paraná da República do Paraguai e do Estado do Mato Grosso do Sul. A pronúncia correta originalmente era Paranã, com o tempo a acentuação da última vogal foi alterada.

O nome Paraná, dado ao Estado, surgiu a partir de 1853, quando a então Comarca de Curitiba, que pertencia à Província de São Paulo, foi elevada a categoria de Província (que seria o Estado na época). A forma como surgiu a denominação do Estado do Paraná foi impositiva. Não houve consenso, foi uma decisão “de cima para baixo”. Se prevalecesse o bom senso continuaria o antigo nome, que era Comarca de Curitiba.

Gosto do nome Paraná, mas particularmente acho que o critério utilizado na escolha do nome do Estado foi equivocado. Se a idéia era escolher o nome de um rio que banhasse o Estado, a melhor opção seria escolher o nome do Rio Iguaçu. O Rio Paraná é importante, mas ele não adentra o estado, apenas faz divisa. Já o rio Iguaçu nasce próximo a Curitiba e atravessa milhares de quilômetros do território paranaense. Então em minha modesta opinião o nome do Estado deveria ser Estado do Iguaçu.

A nível de curiosidade, até 1853 quem nascia no atual Estado do Paraná, era conhecido como paulista da 5ª Comarca.

Bandeira do Paraná