Dia de aniversário

Hoje fiz 41 anos… Tô ficando velho, ou melhor, ficando experiente. Diferente do ano passado quando meu aniversário foi meio estranho, esse ano foi um dia muito gostoso. Eu que nunca gostei de aniversários, que sempre detestei meu dia de aniversário, dessa vez curti a data. Passei parte do dia em Cianorte, com a Andréia e o restante do dia em Campo Mourão, com a família. A comemoração foi simples, em família, com direito a jantar fora, e depois comer bolo em casa. Durante todo o dia recebi muitas ligações, emails, mensagens via SMS, Orkut, Facebook e MSN. Foram pouco mais de cem pessoas me desejando feliz aniversário e muitas coisas mais. Então meu muito obrigado a todos que se lembraram dessa data e também para aqueles que esqueceram ou então lembraram e preferiram ignorar a data por algum motivo.

Vander e Andréia.

Jantar de aniversário.

Família comendo bolo.

Mario Dissenha

Na última sexta-feira, dia 22, completou 20 anos de falecimento de meu avô paterno, Mario Dissenha. Nascido na colônia do Barro Preto em São José dos Pinhais, neto de italianos, viveu em Santa Catarina, Guarapuava e Campo Mourão, onde nasceu a maioria de seus 14 filhos (10 oficias, 1 adotivo e 3 extra oficiais). A maior parte de sua vida trabalhou como caminhoneiro, principalmente puxando toras e ajudando a desenvolver o interior do Paraná nos anos 50 e 60. Em 1979 foi para Curitiba, onde se fixou no bairro do Boqueirão, perto da divisa com sua cidade natal, São José do Pinhais. Ali viveu até seu falecimento, ocasionado por uma leucemia.

Ainda em Campo Mourão gravou dois discos nos anos sessenta, sendo o primeiro morador da região a realizar tal façanha. Um disco era junto com amigos que formavam o grupo “Os Campeiros do Oeste”. O outro disco foi junto com seu compadre e sanfoneiro, “Tiãozinho, o sanfoneiro dos dedos ligeiros”. Futuramente postarei mais informações sobre os discos e imagens das capas.

Meu maior contato com meu avô foi quando criança e não tenho nada a reclamar. Era um bom avô, bastante atencioso e pelo qual eu tinha respeito e até um pouco de medo, pois tinha a impressão que ele era muito bravo. Infelizmente tive poucas oportunidades de conversar com ele sobre sua vida, ouvir suas histórias. A maior oportunidade foi durante uma viagem de caminhão que fiz com ele em dezembro de 1981, entre Campo Mourão e Curitiba.

Em fevereiro de 1989 fui morar em Curitiba, mas não tive muita oportunidade de conversar com ele, pois logo veio a falecer. Na época estava servindo o Exército e não me deram o recado sobre seu falecimento. Em razão disso acabei não indo no velório e no enterro. Isso gerou uma grande confusão e o telefonista que esqueceu de dar os recados chegou há ficar uns dias preso.

Mario