Sobre Vander Dissenha

Paranaense de Campo Mourão, tem 47 anos. Quase se formou em Estatística e é formado em História , tendo Pós Graduação em Ensino de História e Geografia. É apaixonado por aventuras, viagens, montanhas, ciclismo, trilhas, caminhadas, família, amigos, livros e cinema... www.vanderdissenha.worpress.com

Madri / Paris

Acordei pouco depois das 06h00mim no horário local, que é de quatro horas à frente do horário oficial de Brasília. Os meus vizinhos de poltrona espanhóis estavam acordados e antes que eu pedisse licença para poder sair de minha poltrona, eles se levantaram e me deixaram passar. Fui até o fundo do avião, e mesmo com boa parte dos passageiros ainda dormindo, tinha fila para utilizar os quatro banheiros do fundo. Aproveitei para me alongar, na esperança de que minha dor nas costas melhorasse um pouco. Fiz meu xixizinho matinal e escovei os dentes o mais rápido possível, pois estava ficando difícil ficar dentro do banheiro. Ao sair do banheiro tinha uma dona de meia idade esperando para entrar. Olhei para ela com uma cara de pena, pois ela mal sabia o que a esperava dentro daquele banheiro.

O café da manhã até que foi saboroso, sanduíche de presunto e queijo, mamão, biscoitos e suco de laranja. Após o café da manhã comecei a ver um filme no monitor a minha frente e dei uma rápida olhada pela janela. O GPS informava que estávamos entrando no espaço aéreo espanhol. Passou algum tempo e deram o aviso para apertar cintos e voltar ao lugar as poltronas que estavam inclinadas, pois logo começaria o procedimento para aterrissagem. Sabiamente a aterrissagem é a parte mais perigosa do voo e a que menos gosto. Até hoje não consigo acreditar como algo tão pesado igual ao avião consegue voar. Para mim isso sempre será algo insano. Parabéns aos irmãos Wright, os inventores do avião! Você vai discordar de mim e dizer que foi Santos Dumont que inventou o avião. Mesmo sendo brasileiro, discordo que tenha sido Santos Dumont. Eu e a maior parte do mundo discordamos, e damos o crédito da invenção do avião aos norte-americanos. Poucos países dão crédito pela invenção do avião a Santos Dumont. Entre eles estão Brasil, França, Portugal e a maioria dos países sul americanos. E só! Se você quiser saber mais sobre essa história e então tirar sua própria conclusão, pesquise, leia livros sobre o assunto. Tem livros interessantes sobre o tema.

Pouco antes das 10h00min horário do Brasil e 14h00min horário local (a partir daqui vou usar como referência somente a hora local), pousamos na cidade de Madri. A Espanha era o décimo país que eu ficava conhecendo, sem contar o Brasil. Avião parado na pista e uma eternidade para poder descer. Aquele monte de gente espremida no corredor, outros muitos sentados por não terem espaço para ficar em pé. Sempre acho essa parte chata e demorada, e em um avião com mais de trezentas pessoas a bordo, a demora é terrível. O desembarque em voos internacionais, sempre acontecem pela porta da frente. Fiquei imaginando se no caso de um pouso de emergência o pessoal seria tão lento para desembarcar igual estavam sendo naquele momento. Finalmente pés no chão! Ficar mais de dez horas trancado dentro de um avião é cansativo e desgastante. Após uma longa caminhada pelos corredores do aeroporto, cheguei ao local da imigração. A fila estava longa e eu começando a me preocupar com o horário de minha conexão. Eu não ficaria em Madri, seguiria para Paris, com escala em Barcelona.

Finalmente pude passar pela imigração, onde fui atendido por um funcionário bastante simpático. Sabendo da fama da imigração espanhola que costuma barrar brasileiros quando tem a mínima suspeita de que vão ficar ilegalmente na Europa, eu fui bem preparado para passar pela imigração. Levei cópia de minhas reservas de voos internos pela Europa, do hotel em Paris, de dois albergues no Caminho de Santiago, onde já tinha feito reserva. E levei meu passaporte vencido, que é cheio de carimbos e possui o visto norte americano valido, o que abre portas em quase todos os países pelo mundo. O funcionário da imigração perguntou qual eram meus planos na Europa. Respondi que seguiria dali para Paris e depois voltaria a Espanha para percorrer o Caminho de Santiago, sendo que posteriormente sairia da Europa via Portugal. Ele fez um sinal de afirmativo com a cabeça e carimbou meu passaporte. Agradeci e segui em frente!

Próximo passo for seguir para o setor de bagagens, para retirar minha mochila. E aí começou o pesadelo. Demorou muito para que as bagagens fossem liberadas. Por culpa do atraso, quando peguei minha mochila tive que sair correndo para pegar minha conexão rumo Barcelona. Mas por oito minutos apenas perdi o voo. Talvez devesse ter marcado passagem com uma folga maior de horário, já prevendo possíveis atrasos. Perguntei quem vendia passagem para Paris e fui atrás me informar. Só achei a Ibéria, mas eles não tinham mais voos naquele dia. Então entrei em contato via WhatsApp com meu irmão no Brasil e pedi ajuda. Ele rapidamente conseguiu marcar uma passagem pela internet, numa empresa de baixo custo, direto de Madri para Paris. O preço da passagem achei melhor nem perguntar. Precisava seguir para Paris de qualquer jeito, pois senão perderia também a reserva do hotel para aquela noite, e todo meu planejamento para os dias seguintes estaria comprometido.

Meu novo voo para Paris seria pela Transavia, uma companhia aérea de baixo custo que opera como uma empresa independente do Grupo Air France – KLM. Fiquei mais tranquilo quando soube que a empresa pertencia a um grupo grande, pois tenho trauma de companhias aéreas de baixo custo. Os maiores sustos que já tomei em voos, foram com a Web Jet e a Ocean Air, companhias aéreas de baixo custo que operavam no Brasil utilizando aviões velhos.

Pedi informações num balcão e não demorei para encontrar o balcão da Transavia e logo entrei na fila. Enquanto esperava fiquei observando as pessoas ao redor. Tinha gente de todas as cores, tipos e nacionalidades. Logo fiz o chekin, despachei a mochila grande e corri para encontrar o portão de embarque, pois o embarque para meu voo já estava liberado. Fui o último a embarcar e minha poltrona ficava no meio, na terceira fila do lado direito de quem entra no avião. Ao meu lado esquerdo estava sentada uma jovem, bela e cheirosa francesa, que durante o voo de pouco mais de duas horas, em nenhum momento tomou conhecimento de minha existência ou olhou para mim.  Do meu lado direito ia sentado um francês jovem, feio e também cheiroso. Será que todos os franceses são cheirosos? Me lembrei da Florence, uma francesa que conheci no Peru em 2012, quando percorremos no mesmo grupo a Trilha Salkantay. Por ter morado na Guiana Francesa durante alguns anos e ter tido um namorado brasileiro, a Florence falava fluentemente o português e por isso conversávamos muito na trilha. Certa vez ela me disse que as francesas não precisam tomar banho, pois são cheirosas por natureza. Estava começando a acreditar na Florence!

O voo foi tranquilo e dormi quase todo o tempo, pois me sentia muito cansado. Devo ter roncado! Desceríamos no aeroporto de Orly, que fica no sul de Paris e é o segundo maior da França. O maior aeroporto francês também fica em Paris, é o Charles de Gaulle e fica do outro lado da cidade. Eu conhecia ambos os aeroportos somente de nome, principalmente porque trabalhei oito anos em uma agência de turismo em Curitiba. Mas o aeroporto de Orly eu tinha vivo na mente por outro motivo, algo bem trágico. Em julho de 1973, um voo da Varig partiu do Rio de Janeiro e seguia para Londres, na Inglaterra, com escala em Paris. Por culpa de um cigarro que um passageiro jogou aceso no lixo de um dos banheiros (naquela época era permitido fumar em aviões), um pequeno incêndio começou na parte traseira do avião, que foi todo tomado pela fumaça. Por culpa disso o ar ficou irrespirável dentro do avião e o piloto se viu forçado a fazer uma aterrissagem de emergência em uma plantação de repolhos existente há cerca de quatro quilômetros do aeroporto de Orly. O incêndio, a fumaça e a aterrissagem forçada causaram a morte de 123 pessoas, sendo sete tripulantes. Onze pessoas sobreviveram, sendo um passageiro e dez tripulantes.  Caso queira saber mais sobre essa história, recomendo a leitura do livro “Caixa Preta”, de Ivan Sant’Anna, que detalha em pormenores tal acidente.

Depois de lembrar do acidente com o avião da Varig ocorrido perto de Orly, ainda tive tempo de lembrar de mais bobagem. Estiquei o pescoço para tentar enxergar a Torre Eiffel pela janela do avião, mas não a vi, talvez por estarmos voando sobre os subúrbios de Paris e não sobre o centro da cidade. Nesse momento me veio à mente o filme Impacto Profundo, mais precisamente a cena que mostra Paris e um meteoro derruba a Torre Eiffel. Acho que sou campeão em lembrar de bobagens e tragédias quando estou dentro de um avião. De qualquer forma a aterrissagem foi tranquila e o desembarque rápido. Ao pisar em solo francês, estava conhecendo meu décimo primeiro pais, sem contar o Brasil. Era o segundo pais no mesmo dia! Junto com Nova York e Londres, Paris sempre foi uma das cidades que sonhava conhecer desde muito jovem. Em Nova York já estive duas vezes, e Londres fica para a próxima viagem à Europa.

* Você leu um resumo…

A versão completa será publicada em livro a ser lançado em 04/04/2018.

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Chegando em Madri.

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Próximo destino: Paris!

Viagem à Europa

O dia de partida para minha segunda viagem à Europa foi bastante corrido. Era sábado e passei o dia arrumando coisas, definindo o que levaria ou não na viagem. Eu não podia levar muita coisa, pois como teria que carregar tudo durante a peregrinação pelo Caminho de Santiago, era necessário levar o menor peso possível. E fica difícil ser minimalista na hora de arrumar a mochila para uma viagem tão longa e tão distante. Graças a certa experiência que possuo em viagens ao exterior e também em cicloviagens, consegui definir o que era prioridade e dessa forma ajeitei as duas mochilas que levaria na viagem, uma grande e uma pequena. Mas tinha convicção de que algumas coisas eu não usaria e que sentiria falta de outras.

No início da noite meu irmão me levou até a rodoviária. Saí de casa ainda na dúvida sobre estar levando a blusa de frio correta. Levei uma mais fina e menos de uma semana depois me arrependeria amargamente de tal escolha. Na rodoviária embarquei em um ônibus da Brasil Sul, rumo São Paulo. Meu voo para a Europa, mais precisamente para Madri, na Espanha, seria na segunda-feira à noite, dali 48 horas. Queria aproveitar para passear por São Paulo e visitar amigos, por isso estava viajando antes. No início da viagem comecei a sentir dor nas costas e essa dor nos dias seguintes iria atrapalhar muito minha viagem.

Sei me virar bem em São Paulo e não tive dificuldade em pegar o Metrô, fazer conexão e desembarcar na estação Bresser-Mooca. Bem em frente à estação moram meus amigos Arthur e Bianca. Na portaria do prédio onde eles moram liguei para o Arthur e ele logo desceu para me receber. Já no apartamento encontrei a Bianca e depois de deixar minhas coisas em um quarto, ficamos conversando. Eles tinham ficado noivos na noite anterior e eu era o primeiro a saber do noivado. Nem mesmo a família deles sabia da boa nova. Conheci os dois quando namorei uma tia da Bianca e a amizade com eles foi tão forte que sobreviveu e até se fortaleceu após o fim do meu namoro.  Passamos o domingo entre conversas, jogo de UNO, almoço no shopping e passeio pela Avenida Paulista, que atualmente é fechada para veículos aos domingos e os pedestres tomam conta. A noite jantamos pizza, jogamos mais um pouco de UNO e fomos dormir cedo.

Na segunda-feira peguei o Metrô e fui para o centro da cidade. Dei uma volta e peguei o Metrô e depois um trem para Santo André. Até então tinha andado de trem somente uma vez em São Paulo. Eu ia para Santo André encontrar a Andrea, uma carioca que conheci uns meses antes quando ela visitava a família em Fênix, uma cidade perto de Campo Mourão, onde moro. A Andrea mora em São Bernardo do Campo, mas trabalha em Santo André. Almoçamos num clube local, lugar agradável e comida saborosa. E foi ela que pagou o almoço! Depois demos uma volta e conversamos, ela me mostrou o local onde trabalha e em seguida me devolveu na estação de trem de Santo André.

De volta à São Paulo andei mais um pouco pelo centro, comprei uns itens de farmácia para levar na viagem e voltei para o apartamento do Arthur e Bianca. Conversamos, arrumei minhas coisas e acabei deixando com o Arthur alguns itens que eu tinha levado e que já achava dispensáveis para a viagem à Europa. Então o Arthur ficou encarregado de levar tais itens para mim em Campo Mourão na próxima vez que fosse para lá. Me despedi da Bianca e saí com o Arthur, ele ia me acompanhar até o aeroporto de Guarulhos. E melhor ainda, ele se ofereceu para carregar minha pesada mochila, pois percebeu que minha dor nas costas estava ficando séria. Pegamos o Metrô e depois um ônibus que nos levou até o aeroporto de Guarulhos. Eu ainda não tinha estado em Guarulhos após a ampliação realizada no aeroporto para a Copa do Mundo de 2014.

Já no aeroporto fiz o chekin automático em um terminal da Latam e despachei a mochila grande. Eu e Arthur demos uma volta e logo nos sentamos em uma mesa na lanchonete Rei do Mate que fica dentro do aeroporto. Fizemos um lanche leve e ficamos por mais de uma hora conversando. Foi um papo agradável e depois que o Arthur foi embora segui para o embarque onde fiz o processo migratório. Em Guarulhos existe uma Sala Vip da Amex, e como tenho cartão de crédito da Amex, tive acesso a essa Sala Vip. O lugar é grande e agradável com comida e bebida à vontade. Aproveitei para “jantar” e depois fiquei usando o wifi do local até o horário do meu embarque.

Segui para meu portão de embarque e com o meu cartão de crédito Tam Fidelidade, tive direito a embarque prioritário. Minha poltrona era no meio do avião, na janela. Logo me arrependi de ter escolhido janela, pois em voo longo igual eu iria enfrentar ficar na janela é desconfortável, pois fica chato ficar pedindo licença a todo momento para quem está ao lado, principalmente à noite quando estão dormindo. Levou cerca de uma hora para terminar o processo de embarque e iniciarmos a decolagem. Apesar de já ter voado muito na vida, não gosto de voar. E um voo com duração de quase dez horas e que sobrevoa o Oceano Atlântico, para mim não é dos programas mais agradáveis. Mas no momento tinha outra preocupação mais importante. Minha dor nas costas tinha aumentado e já começava a temer que tal dor pudesse comprometer a execução do principal motivo de tal viagem, que era percorrer o Caminho de Santiago de Compostela, de bicicleta.

O avião da Latam (união da Tam e Lan) era novo e muito confortável. O modelo era um Airbus A350-900, com capacidade para transportar 350 pessoas. Olhei em volta e até onde podia enxergar não vi nenhuma poltrona vazia. Ao meu lado estava sentado um casal de espanhóis na faixa dos sessenta anos. Como já é de praxe em voos internacionais, todas as poltronas tinham vídeo individual e nesse avião tinha uma centena de filmes disponíveis para assistir. Para passar tempo comecei a assistir um filme, e no meio do filme serviram o jantar. Após a refeição pedi licença ao casal de espanhóis e fui até o fundo do avião. Peguei um kit de higiene e fui ao banheiro escovar os dentes. Uma das coisas mais claustrofóbicas que conheço é banheiro de avião. Antes de voltar para minha poltrona peguei uma máscara para os olhos.

Consegui ver um segundo filme, até que o sono chegou. Me ajeitei da maneira mais confortável que consegui, coloquei a máscara para dormir e quando estava quase cochilando, a espanhola começou a roncar alto há cerca de dois palmos de meu ouvido direito. Olhei para o lado e vi que ela estava com a cabeça na minha poltrona e mais um pouco ela encostava em meu ombro. Estiquei o pescoço e vi que o espanhol roncava com a cabeça virada para o corredor. Eu não podia fazer nada e fiquei pensando na vida um bom tempo enquanto ouvia os roncos da coroa espanhola. Sei que dormi, só não sei quanto tempo fiquei acordado pensando na vida, sentindo o perfume agradável da espanhola e ouvindo seu ronco. Acordei algum tempo depois com uma enorme vontade de ir ao banheiro, mas minha educação não permitia acordar o casal de espanhóis que bloqueava meu caminho até o corredor que leva aos banheiros. O jeito foi me segurar e tentar voltar a dormir. Milagrosamente a espanhola não estava roncando. Me ajeitei em meu canto para tentar voltar a dormir e antes dei uma olhada no monitor a minha frente e vi no GPS onde estávamos. Naquele instante voávamos em algum lugar sobre o Atlântico, mais próximos da Europa do que do Brasil. Logo eu estaria desembarcando na Europa novamente, quinze anos após a primeira viagem que foi para a Alemanha. Dessa vez eu desembarcaria na Espanha e teria quase três semanas para conhecer além da Espanha, também França e Portugal.

* Você leu um resumo…

A versão completa será publicada em livro a ser lançado em 04/04/2018.

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Jogando UNO com Bianca e Arthur.

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Passeio de domingo na Av Paulista.

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Andrea e Vander, em Santo André.

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Vander e Arthur, no aeroporto de Guarulhos.

Caminhada na Natureza: Quinta do Sol

Mais um domingo acordando cedo, reunindo os amigos e pegando a estrada rumo a uma etapa do circuito Caminhada na Natureza. Dessa vez a caminhada foi na cidade de Quinta do Sol. Tinha chovido muito no dia anterior, então o caminho tinha muito barro. Mas isso não atrapalhou a caminhada, que passou por locais muito agradáveis e paisagens bonitas.

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Meu livro na Black Friday da Amazon

Do dia 19 até 27 de novembro de 2017, meu livro “ESTRADA REAL CAMINHO VELHO” estará em promoção na Black Friday da livraria Amazon. Nesse período o preço do livro passará de R$12,74 para R$1,99. Você poderá baixar gratuitamente o aplicativo Kindle no computador ou celular, para poder ler o livro.

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Caminhada na Natureza: Farol

Domingo de sol, foi dia de participar de mais uma caminhada do circuito Caminhada na Natureza. Dessa vez a caminhada foi próximo a cidade de Farol. O percurso foi de 12 km e tinha muitos participantes. Alguns trechos bonitos, incluindo um bela cachoeira, onde era opcional descer até ela e mais opcional ainda subir pela lateral dela. De negativo somente muitos trechos de caminhada no meio de plantações, o que é algo monótono.

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Show da Naiara Azevedo

Fui assistir a um show da Naiara Azevedo, mas me arrependi. Primeiro em razão da demora. Já prevendo que o show ia começar atrasado, pois tinha a informação de que ela estava fazendo show em outra cidade, cheguei no local do show a uma da manhã. Tive que ficar vendo uma dupla fraca cantando e depois esperar um longo tempo. O show começou pouco depois das quatro da manhã, sob vaias e com muita gente tendo ido embora.

Eu gosto de sertanejo e fui ao show esperando ver um show sertanejo, pois até onde sei a Naiara Azevedo é uma cantora sertaneja. Mas creio que metade das músicas que ela cantou eram funk ou algo parecido, e eu detesto funk. O show durou uma hora e dez e quando terminou metade do público que estava no local quando eu cheguei, já tinha ido embora.

Esse show foi uma grande decepção, antes tivesse ficado em casa dormindo. O último show em que fui tinha sido há pouco mais de dois meses. Foi um show da Bruna Viola, que durou duas horas e dez e foi muito bom. O show da Bruna Viola deu de dez a zero no show da Naiara Azevedo. Sei que show da Naiara nunca mais eu vou, nem que seja de graça. E vale a pena mencionar que ela é de Farol, uma cidade pequena perto de Campo Mourão, cidade onde moro e onde ela nasceu.

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Paris é uma festa…

Li três livros de Ernest Hemingway em meados dos anos noventa. Gostei muito e o autor passou a figurar entre os meus favoritos. Mas foi nessa mesma época que parei de ler romances e livros de ficção, para ler somente biografias e livros que contassem sobre coisas reais. Como eu não poderia ler todos os livros que queria, passei a ler somente sobre coisas verdadeiras. E com raríssimas exceções foi o que fiz nos últimos vinte anos. E por isso acabei não lendo mais nada escrito por Hemingway.

Mês passado estive viajando pela Europa, conheci Paris e depois passei dois dias na cidade espanhola de Pamplona. E foi aí que redescobri Ernest Hemingway, pois ele é lembrando pelas ruas da cidade onde passou algumas temporadas. Em seu livro Fiesta, Hemingway usa Pamplona e suas touradas como pano de fundo do romance. Andando pelas ruas de Pamplona pude ver muitas homenagens ao escritor. De estátuas, a bares e lojas com o seu nome. E também fui ao Café que ele costumava freqüentar, o hotel onde ele se hospedava.

O romance “Paris é uma festa”, são as alegres memórias de Ernest Hemingway, relatando sua temporada em Paris nos anos 1920, quando era um jovem aspirante a escritor. Esse livro ganhou um sopro de popularidade em novembro de 2015, após os ataques terroristas em Paris que deixaram dezenas de pessoas mortas. De repente muita gente correu as livrarias para comprar Paris é uma festa…  Muitos deixaram um exemplar do livro em frente á casa de espetáculos Bataclan, local da chacina terrorista que deixou 129 mortos e 352 feridos. E durante os eventos posteriores que homenagearam as vitimas, era comum ver pessoas segurando uma cópia do livro nas mãos. Tal livro foi escolhido, pois ele é uma homenagem a cidade de Paris dos anos 1920, quando a cidade era vibrante de cultura.

Paris é uma festa…  é um livro póstumo de Ernest Hemingway. Ele foi lançado em 1964, três anos após a sua morte, a partir de manuscritos do escritor editados por sua viúva, Mary Hemingway. Terminando esse livro, vou ler também Fiesta.

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Caminhada na Natureza: Engenheiro Beltrão

Hoje foi dia de caminhar na natureza. Após dois anos voltei a participar de uma caminhada em Engenheiro Beltrão. Na verdade a caminhada é na região de Ivailândia, alguns quilômetros após Engenheiro Beltrão. Esse ano mudou um pouco o trajeto e ficou bem mais longo e melhor, passando por muitos trechos em meio á mata e ao lado do rio Ivaí. Foram 15 km de caminhada, boa parte com tempo nublado e depois com um sol escaldante. Estávamos em uma turma bem animada e isso fez a caminhada ser ainda mais prazerosa e divertida. Sei que ri muito!

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Desistir jamais!

Desistir? Eu já pensei seriamente nisso, mas nunca me levei realmente a sério. É que tem mais chão nos meus olhos do que cansaço nas minhas pernas, mais esperança nos meus passos do que tristeza nos meus ombros, mais estrada no meu coração do que medo na minha cabeça.

Cora Coralina

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#partiu férias

Todo os meus destinos irão aceitar aquele que sou eu. Então eu posso respirar. Todos com quem cruzei, pensam de mim e minhas viagens. Mas eu nunca sou o que eles pensaram. Eu tenho as minhas indignações, mas sou puro em todos os meus pensamentos. Eu estou vivo! Vento em meus cabelos, me sinto parte de todos os lugares. Eu conheci todas as regras, mas as regras não me conheceram.

A partir de hoje estou de férias e serão 31 dias livre por aí, conhecendo novos lugares e novas pessoas. Superando limites e aprendendo com o mundo, com as pessoas e comigo mesmo. Muitos não entendem os tipos de viagem que gosto de fazer e até me chamam de louco. Outros entendem e querem fazer algo igual. Mas não ligo para a opinião dos outros! Sou livre, dono do meu nariz e faço do jeito que gosto… 

 

Acqua Trekking II

Hoje foi dia de participar novamente do Acqua Trekking na cidade de Peabiru. O tempo ajudou, foi um dia de sol quente. Quase 50 pessoas participaram, e no final foram quase nove quilômetros de caminhada por terra e por água, passando por seis cachoeiras. E não faltou o batismo com lama, que acontece até mesmo com aqueles que já fizeram outras vezes essa caminhada. Ninguém escapa, é lama na cara mesmo! Dessa vez sofri um pouco com meu tornozelo machucado, que doeu bastante e me fez tomar cuidado redobrado para não torce-lo ao pisar numa das milhares pedras soltas dentro e fora da água.

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Concha do Caminho de Santiago

Hoje pela manhã tive uma grata surpresa no trabalho. Recebi a visita da amiga Christiane Knoener. Ela veio me trazer uma concha do Caminho de Santiago de Compostela. Essa concha ela ganhou de uma amiga, antes de percorrer o Caminho de Santiago, ano passado. É um costume que alguém que recebeu a concha, repasse para outra pessoa que vai percorrer o Caminho. A concha não deve ser comprada, mas sim ganha de alguém e depois repassada para outro peregrino. Como vou percorrer o Caminho daqui uns dias, a Chris veio repassar para mim a concha que ganhou. E uma coincidência é que embarco na mesma data que ela embarcou ano passado e início o Caminho também na mesma data que ela iniciou. Espero ter a mesma “sorte” que ela teve no Caminho. Essa história é melhor eu não contar aqui…

Concha de Vieira, é o símbolo mais conhecido do Caminho de Santiago. Os peregrinos que regressavam de Finisterra (local distante 80 quilômetros de Santiago de Compostela, e que é o ponto mais a oeste da Europa e por isso antigamente era considerado o fim do mundo, ou fim da terra), mostravam aos seus familiares e amigos a concha como prova de que fizeram a peregrinação até Santiago de Compostela. Hoje a concha é um símbolo que todos carregam desde o início da caminhada, para indicar que estão fazendo a peregrinação até Santiago de Compostela. Ligado à Deusa Vênus, o símbolo da concha também representa o renascimento de uma pessoa. No caso do Caminho, todas as mudanças que ocorrem com a pessoa durante a jornada.

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Caminhada na Natureza: Turvo

Após o show em Cruzeiro do Oeste, cheguei em casa de madrugada, tomei banho, peguei minhas coisas e meia hora depois passei na casa de uns amigos e sem dormir nadinha segui para a cidade de Turvo. Foram quase 170 km de estrada para participar de mais uma Caminhada Internacional na Natureza. Fazia alguns anos que tinha vontade de caminhar em Turvo, pois sei que a região é bonita e tem muita mata e cachoeiras. E dessa vez deu certo de ir pra lá, mesmo cansado e sem dormir.

A caminhada teve centenas de participantes e foi muito bem organizada. Foram quase 14 km de caminhada, principalmente no meio da mata, onde tinham muitas araucárias, minha árvore favorita. E passamos por cinco cachoeiras, sendo que uma delas tinha 37 metros de queda d’agua. Sofri um pouco, pois manquei boa parte da caminhada por culpa de um problema antigo no tornozelo e que só vem piorando. E fez bastante calor para um domingo de inverno, mas ao menos caminhar na sombra da mata amenizou um pouco  o calor. Quase no final da caminhada eu estava bem exausto e passamos num local com casas de madeira em estilo europeu, onde moram algumas famílias com origem holandesa. Na frente de uma das casas estavam servindo aos caminhantes limonada e sopa. Provei a sopa que estava deliciosa e até repeti. Daí tive novo animo e forças para seguir até o final. Não sei o que tinha naquela sopa que me deu tanto energia. De repente é melhor nem saber!

De tanto que gostei da caminhada em Turvo, pretendo voltar outras vezes. O mais difícil foi a volta para casa, pois estávamos todos muito cansados. Para ficar acordado e não correr o risco de dormir ao volante, consegui um lugar para tomar banho e ingeri uma lata de energético com Coca-Cola. E boa parte do caminho de volta para casa viemos cantando no carro e rindo muito, o que ajudou a me manter acordado.

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Show da Bruna Viola

Gosto de música sertaneja e atualmente uma de minhas preferências são as músicas da Bruna Viola. Ela é uma cuiabana que toca muito bem viola, e que nos últimos dois anos tem feito bastante sucesso. Fazia algum tempo que eu queria ver um show dela, mas ela não vinha para o Paraná. E finalmente esse mês ela veio duas vezes fazer show no Paraná e um dos shows foi em Cruzeiro do Oeste, cidade distante 70 km de onde moro.

E parti com três amigos rumo à Cruzeiro do Oeste. A viagem era curta e foi divertida, pois rimos muito e cantamos bastante. E fomos presenteados com uma linda lua vermelha no céu, um fenômeno raro. O local do show estava lotado e tive que estacionar bem distante. O show foi muito bom e durou pouco mais de duas horas. Show bem produzido, animado, onde Bruna Viola cantou muitas de suas músicas e também muitos sucessos sertanejos. E gostei quando ela cantou o rock “Ana Julia”, tocando viola… E depois dos show tivemos acesso ao camarim e pudemos tirar fotos com a Bruna. Tietagem total!

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40 anos da morte de Elvis Presley

Hoje está fazendo quarenta anos da morte de Elvis Presley. Ele era meu grande ídolo na infância e fiquei muito triste quando acordei numa manhã nublada quarenta anos atrás e uma prima veio me contar que Elvis tinha morrido.

Naquela época não existia videocassete, DVD, Tv a cabo, internet ou Netiflix, então conseguir ver um filme do Elvis era muito difícil, pois raramente passava na TV. Então quando passava algum filme eu ficava na maior expectativa esperando. E nos filmes ele sempre era o mocinho, era bom de briga e ficava com a moça mais bonita.

Quarenta anos depois já não sou mais aquele garotinho inocente do passado, mas ainda gosto de muitas músicas do Elvis. Já os filmes não tem tanta graça, hoje me parecem bobinhos demais. Mas marcaram um fase inesquecível de minha vida.

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Os Poemas

Os poemas são pássaros que chegam
não se sabe de onde e pousam
no livro que lês.

Quando fechas o livro, eles alçam voo
como de um alçapão.
Eles não têm pouso
nem porto
alimentam-se um instante em cada par de mãos
e partem. E olhas, então, essas tuas mãos vazias,
no maravilhado espanto de saberes
que o alimento deles já estava em ti…

(Mario Quintana)

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Mario Quintana

Acqua Trekking

Hoje foi dia de Acqua Trekking na cidade de Peabiru. Ou seja, dia de caminhada onde a maior parte do percurso é feito dentro da água. E foi uma caminhada muito legal, andando no meio da mata, por trilhas molhadas, atravessando o rio várias vezes, caminhando por dentro do rio, atravessando pinguela e visitando seis cachoeiras. Mesmo sendo um dia quente de inverno, a água estava bem gelada, mas isso não atrapalhou nem um pouco a aventura. Ao todo foram nove quilômetros de caminhada, e teve direito a batismo com lama…

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Aniversário de 9 anos do blog

Hoje o blog está completando nove anos no ar. Olhando em retrospectiva, muitas histórias, muitas viagens, muitas fotos e muitas bobagens foram postadas aqui. Foram muitos momentos bons e alguns ruins divididos com os leitores do blog, sejam os leitores permanentes ou os eventuais. E o hobby que começou sem grandes pretensões vai se mantendo e espero que tenha vida longa…

Birthday cake with burning candle number 9

Hollywood

O letreiro de Hollywood há décadas desperta curiosidade de quem passeia por Los Angeles ou simplesmente o vê na TV, em filmes ou séries. A atração turística fica no parque Griffith, em uma cordilheira de quase 570 metros que separa o distrito de Hollywood e parte de Los Angeles do vale de San Fernando.  A área da colina tem um terreno áspero e íngreme e, desde 2000, foi cercada pela polícia de Los Angeles, que instalou um sistema de última geração para coibir invasões e visitas sem autorização.

Inaugurado em 1923, o letreiro não foi feito para anunciar filmes e astros do cinema, mas para fazer os americanos comprarem imóveis. A peça foi criada pelo banqueiro canadense Hobart J. Whitley, conhecido como “pai de Hollywood” e fundador de dezenas de cidades americanas. Sua ideia era um divulgar um loteamento residencial próximo ao local. O nome do empreendimento: “Hollywoodland”. Era escrito assim o letreiro original. Quem assina o design é o inglês Thomas Fisk Goff, que foi contratado para construí-lo. Whitley já havia tido a ideia de usar um amplo letreiro para promover um empreendimento entre a avenida Highland e a rua Vine em Hollywood. Mas, pelo menos no Texas, há quem diga que a inspiração veio de lá, mais precisamente da minúscula Mineral Wells, onde viviam menos de 8.000 pessoas. Segundo esta versão, o cineasta David Griffith teria visitado o local no início dos anos 1920 e se encantado com o enorme letreiro que saudava os visitantes com a palavra “Welcome” (“bem-vindo”). De volta a Los Angeles, teria feito a sugestão a parceiros de negócio envolvidos no projeto de Whitley.

O “outdoor” deveria ter ficado lá por apenas 18 meses. Era um “brinquedo” caro, de dispendiosa manutenção. Custou US$ 21 mil (equivalente a atuais US$ 300 mil). Sua versão original era luminosa e um pouco maior, com letras de 9,1 metros de largura e 14 metros de altura. Com a Crise de 1929 e as dificuldades impostas pela Segunda Guerra Mundial, o empreendimento perdeu a iluminação e declarou falência na década de 1940, quando se tornou propriedade municipal. Em princípio, ele seria demolido, mas moradores protestaram. Ele viria a ser reformado pela primeira vez apenas em 1949, em parceria com a Câmara do Comércio. Foi aí que ganhou o atual formato de “Hollywood”.

Com o tempo o letreiro com suas placas metálicas e estrutura de madeira, foi se deteriorando. Na década de 1970, o primeiro “O” quebrou e o terceiro despencou, criando um bizarro sinal de “HuLLYWO D”. Em 1978, o letreiro voltou à vida graças ao apoio de celebridades como Hugh Hefner, dono da Playboy, que organizou um leilão em que a reforma de cada letra foi posta à venda. Bem-sucedida, a campanha resultou em ampla reforma e na declaração de monumento cultural e histórico.

Fonte: Uol

The Hollywood sign | A Los Angeles icon

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