A Curitiba perdida!

Quando criança estive muitas vezes em Curitiba, ou de passagem, ou visitando meus avós que moravam perto do Terminal do Boqueirão. Em 1989 acabei indo servir ao Exército em Curitiba, e passei dois anos no quartel do 20° BIB, no Bacacheri. Depois que saí do Exército, acabei ficando em Curitiba. Entre 1991 e 2010, me mudei de Curitiba três vezes e acabei voltando. Nesse período a maior ausência da cidade foi de um ano, entre 2002 e 2003, período em que vivi nos Estados Unidos. Em agosto de 2010, mudei novamente de Curitiba e dessa vez pensando em não voltar mais. E mesmo vivendo distante, sempre dava um jeito de passar uns dias em Curitiba, revendo amigos e a própria cidade, visitando locais que eu gostava, comendo em lugares que eu adorava.

Mas aos poucos meu amor por Curitiba foi diminuindo. Vivendo fora da cidade, em cada visita a Curitiba era mais fácil perceber as mudanças, as transformações que a cidade sofria. E o que vi foi uma Curitiba decadente. O glamour de outrora se esvaiu, aquela Curitiba provinciana e simpática que eu conhecia já não existe mais. No lugar existe uma Curitiba feia, suja, violenta, com trânsito caótico, uma cidade que cresceu demais em pouco tempo e por culpa disso perdeu qualidade. E tal mudança para pior não foi algo que ocorreu do dia para noite. Tal mudança foi lenta, mas quando se mora num lugar, devido a correria do dia a dia você acaba não percebendo tais mudanças.

Como morador de Curitiba, eu costumava andar pelo centro da cidade e não olhava para cima, ou para os lados. Não prestava atenção ao meu redor, ao que acontecia à cidade. Hoje como turista, toda vez que vou a Curitiba tenho um olhar diferente, onde observo mais a cidade e consigo perceber as mudanças. Cada vez que vou a Curitiba, paro num local e fico tentando lembrar o que existia antes ali, que comércio existia, que casa antiga foi demolida. É mais fácil observar tais mudanças sendo um “estrangeiro” na cidade do que sendo morador, pois esse na correria do cotidiano não tem tempo de parar e observar as transformações pelas quais a cidade passa. Muitas vezes tais transformações acontecem lentamente e de forma quase imperceptível.

Na última visita a Curitiba, me espantei com a quantidade de ambulantes vendendo coisas na Rua XV. Em alguns locais era quase impossível caminhar em razão da rua estar tomada por produtos à venda. E outro espanto foi ao parar para esperar a chuva passar na esquina da Rua XV com a Monsenhor Celso. Era começo de noite e diversas pessoas fumavam maconha e traficavam naquele local na maior tranquilidade. Confesso que fiquei com medo de ser assaltado, pois teve um grupo de pessoas que começou a olhar demais para mim. Então optei por seguir caminhando na chuva e sair daquele local. Justo a Rua XV, local por onde gostava de caminhar a noite, ou me sentar num banquinho e ficar observando a cidade e as pessoas, agora se transformou em terra de ninguém, em um lugar perigoso.

Sei que não gosto nem um pouco da Curitiba que existe hoje! Talvez por isso que faz mais de um ano que não coloco os pés na cidade. Sinto saudades da Curitiba dos anos setenta, oitenta e noventa. Já a Curitiba do ano dois mil, para mim não faz nenhum pouco de falta ou inspira saudade. E não vejo perspectiva de melhora para Curitiba. Ao meu ver a tendência é que Curitiba fique cada vez mais decadente e eu fique cada vez mais ausente da cidade.

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Praça Tiradentes.

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Rua Riachuelo.

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Rua XV de Novembro.

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Bondinho.

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Rua Monsenhor Celso.

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Estação Tubo.

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Rua Barão do Cerro Azul.

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Avenida Sete de Setembro.

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Praça 19 de dezembro.

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Galeria Júlio Moreira.

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Antigo Cine Bristol.

 

Túnel do Tempo: Primeiros Socorros

A foto desse Túnel do Tempo é de novembro de 1998. Ela foi tirada no trem que seguia de Paranaguá a Curitiba. Uma funcionária da Serra Verde Express estava limpando meus ferimentos e fazendo curativos em mim. Eu tinha subido pela primeira vez o Pico do Marumbi e na descida errei a trilha, escorreguei e caí nas pedras, ficando pendurado na borda de um penhasco. Consegui evitar de cair no precipício, me arrastando pelas pedras e segurando em alguns pequenos galhos.

Evitei um acidente mais grave, mas me cortei e me esfolei bastante, inclusive tendo parte de minha roupa rasgada. Após o susto consegui descer o restante da trilha e pegar o trem rumo a Curitiba. Ao me ver todo ensanguentado e machucado, a moça da foto veio prestar os primeiros socorros. Não lembro o nome da moça e nem lembro do rosto dela. Mesmo assim serei eternamente agradecido pelos cuidados que teve comigo.

Primeiros socorros no trem. (novembro/1998)

Primeiros socorros no trem. (novembro/1998)

Demolição da Fábrica da Mate Leão

No tempo em que morei em Curitiba, costumava caminhar ou andar de bicicleta pelo bairro Rebouças. Esse bairro durante mais de um século foi a área industrial de Curitiba. Algumas industrias ainda permanecem no local, mas a maioria mudou-se dali. Para mim andar por essa parte do Rebouças, era como viajar ao passado. O local tinha um ar diferente… Sei lá! Difícil explicar a sensação que eu tinha quando passava pelas velhas construções. A sensação era de que naquele lugar Curitiba tinha parado no tempo.

Os prédios onde funcionavam as antigas fábricas, muitos foram demolidos ou descaracterizados. E um desses casos é a demolição da sede histórica da Matte Leão. A indústria ocupava mais de um quarteirão na altura das avenidas Getúlio Vargas com João Negrão. O terreno de 16,3 mil metros quadrados foi vendido pela família Leão para a Igreja Universal do Reino de Deus, no início de 2010. No local será construída uma nova Catedral da Fé.

A Matte Leão foi criada em 1901 e funcionou durante mais de um século no bairro Rebouças. Em 2007 foi vendida para a Coca-Cola e posteriormente sua fábrica foi transferida para o município de Fazenda Rio Grande. O prédio do Rebouças ficou abandonado durante um tempo, até ser vendido para a Igreja Universal, por cerca de R$ 7 milhões. Mesmo sendo um prédio histórico, não era considerado unidade de preservação e isso possibilitou sua venda e posterior demolição.

História

A Leão Junior foi fundada em maio de 1901 por Agostinho Ermelino de Leão Junior, tornando-se protagonista do Ciclo da Erva-Mate, a principal riqueza do estado no século XIX e que foi determinante para a independência do Paraná da província de São Paulo. Não é portanto por acaso que as folhas de erva mate estão na bandeira do Paraná.

Com a morte de Agostinho em 1908, sua viúva, Maria Clara de Abreu Leão, toma a frente dos negócios em fevereiro de 1908, assumindo uma posição rara para mulheres na época. Em 1926 a Leão concluía a construção do prédio no bairro Rebouças. A fábricca contava inclusive com um ramal ferroviário que permitia o escoamento da produção diretamente para o Porto de Paranaguá.

Em 1938 a empresa cria um ícone do imaginário paranaense: o chá Matte Leão, na época em latas. Dessa época vem os slogans: “Já vem queimado” e o nacionalmente conhecido “Use e Abuse”. Em 1969 é lançado o Matte concentrado em garrafas. Em 1973 surgem os saches de chá Matte Leão nos sabores natural e limão.

Em 1983 lança a sua linha de chás de ervas, antecipando-se a moda das bebidas naturais, nos sabores camomila, cidreira, erva-doce, boldo, hortelã, frutas, flores e também, o chá preto. Em 1987 nasce outra sucesso: o Matte Leão pronto para beber em copinhos (alguém se lembra da propaganda na praia com a música: “Olha o Matte! Matte Leão!!”?). O produto em princípio focado no mercado carioca, rapidamente alcançou o Brasil todo.

Em 2003 inaugura sua fábrica no Rio de Janeiro. Tendo a posição de liderança nacional no seu ramo, a centenária empresa paranaense é vendida para a Coca-Cola do Brasil, rebatizando suas linhas por Chá Leão, ganhando o mundo. Em 2009 a nova fábrica na Fazenda Rio Grande é inaugurada, desativando definitivamente a fábrica no Rebouças, selando seu triste destino nas barbas de todos que viveram essa história de dentro ou como consumidores e nas barbas dos que deveriam proteger um patrimônio da história política e social do Paraná, quer por conivência, distração ou desinteresse.

Fonte: http://www.circulandoporcuritiba.com.br

Antigas latas de Matte Leão.

Antigas latas de Matte Leão.

Matte Leão, anos 20/30.

Matte Leão, anos 20/30.

Matte Leão, anos 2000. (Foto: Washington Takeuchi)

Matte Leão, anos 2000. (Foto: Washington Takeuchi)

Industria antes da demolição. (Foto: Washington Takeuchi)

A fábrica antes da demolição. (Foto: Washington Takeuchi)

Matte Leão após demolição. (Foto: Gazeta do Povo)

Matte Leão sendo demolida. (Foto: Gazeta do Povo)

Demolição da Matte leão. (Foto: Washington Takeuchi)

Demolição da Matte leão. (Foto: Washington Takeuchi)

De volta à Natureza Selvagem

Foi lançado nos Estados Unidos  em 2011, mais um livro sobre Christopher MacCandless, o jovem que abandonou a vida de classe média para viver junto à natureza e que acabou morrendo por culpa disso. Sua história ficou famosa ao ser contada no livro Na Natureza Selvagem, que depois virou um filme de sucesso.

Esse novo livro foi organizado pela família de Christopher MacCandless. O livro se chama Back to the Wild: The Photographs and Writings of Christopher McCandless (De Volta à Natureza Selvagem: As Fotografias e Escritos de Christopher McCandless). O livro ainda não tem tradução para o português e nem previsão de ser publicado no Brasil. O novo livro sobre Christopher MacCandless traz material inédito, com fotos tiradas pelo próprio MacCandless, bem como postais e cartas escritos por ele.

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Capa do livro.

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Contra capa do livro.

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Foto tirado por Christopher MacCandless em novembro de 1990.

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Christopher (a direita) e amigos.

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Christopher em um dos campings por onde passou durante sua viagem.

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O famoso ônibus 142, onde Christopher morreu.

Livre (Wild)

Não costumo postar muito sobre filmes aqui no blog, mesmo sendo um cara que assiste muitos filmes. Normalmente posto sobre filmes na época do Oscar, ou muito raramente, quando gosto bastante de um filme. E dessa vez estou postando sobre um filme que assisti hoje e que gostei muito. E acabo de comprar no site da Amazon, o livro no qual o filme foi baseado. Geralmente livros que se transformam em filmes, são mais completos e tão bons ou melhores que os filmes.

O motivo de eu gostar muito do filme, foi que além dele falar sobre caminhadas, aventura e natureza (coisas que adoro!), a história mostra como uma mulher venceu seus problemas e medos. Ela escolheu um grande desafio, escolheu sofrer um pouco para buscar respostas que precisava. Escolheu sofrer percorrendo a pé quilômetros de uma trilha, para encontrar forças e seguir em frente na vida. O sofrimento muitas vezes nos torna mais fortes, e vencer dificuldades são um bom exercício para nos fortalecer espiritualmente, fisicamente e psicologicamente.

Me identifiquei muito com a história do filme, pois após sérios problemas pessoais e de saúde que enfrentei em 2010, uma maneira que encontrei para superar meus problemas e me fortalecer, foi cair na estrada e enfrentar desafios. No início de 2011, ainda sem estar totalmente restabelecido fisicamente de meus problemas, fui para o Peru percorrer a Trilha Inca e depois percorri de bicicleta, o Caminho da Fé, no interior de São Paulo e Minas Gerais. Enfrentar as montanhas peruanas e suas dificuldades, bem como as estradas do interior paulista e as serras mineiras, fortaleceram muito meu espírito. E após estas duas aventuras, encontrei muitas respostas que buscava, deixei para trás muitas coisas que me incomodavam e voltei a ser forte em todos os sentidos. Então assistir ao filme Livre, foi um tipo de exercício espiritual para mim. Só que dessa vez não precisei passar frio, calor, medo e nem precisei derramar sangue, suor e lagrimas numa aventura. Bastou ligar a TV e acompanhar com atenção o filme. E isso tudo no conforto de minha cama, com o ar condicionado ligado e algumas guloseimas ao alcance das mãos…

O livro

Aos 22 anos, Cheryl Strayed achou que tivesse perdido tudo. Após a repentina morte da mãe, a família se distanciou e seu casamento desmoronou. Quatro anos depois, aos 26 anos, sem nada a perder, tomou a decisão mais impulsiva da vida: caminhar 1.770 quilômetros da Pacific Crest Trail – trilha que atravessa a costa oeste dos Estados Unidos, do deserto de Mojave, através da Califórnia e do Oregon, em direção ao estado de Washington – sem qualquer companhia. Cheryl não tinha experiência em caminhadas de longa distância e a trilha era bem mais que uma linha num mapa. Em sua caminhada solitária, ela se deparou com ursos, cascavéis e pumas ferozes e sofreu todo tipo de privação. Em Livre, a autora conta como enfrentou, além da exaustão, do frio, do calor, da monotonia, da dor, da sede e da fome, outros fantasmas que a assombravam. “Todo processo de transformação pessoal depende de entrega e aceitação”, afirma. Seu relato captura a agonia, tanto física quanto mental, de sua incrível jornada; como a enlouqueceu e a assustou e como, principalmente, a fortaleceu. O livro traz uma história de sobrevivência e redenção: um retrato pungente do que a vida tem de pior e, acima de tudo, de melhor.

O livro: Livre

O livro: Livre

O filme

Aos 38 anos, Reese Witherspoon parece estar em uma busca incessante por papéis que lhe inspirem novamente como atriz. Oito anos após vencer o Oscar por Johnny & June, ela traz uma atuação digna de um novo prêmio em Livre. Com sua produtora, a Pacific Standard, a atriz americana recentemente adquiriu os direitos de duas obras: Garota exemplar, best-seller da jornalista Gillian Flynn, e Livre: A jornada de uma mulher em busca do recomeço, livro de memórias da escritora Cheryl Strayed.  Protagonista de filmes hollywoodianos como Legalmente loira (2001), E se fosse verdade… (2005), e Guerra é guerra! (2012), Reese sai da zona de conforto em Livre. Ela interpreta uma mulher que passa por problemas pessoais e escolhe resolvê-los fazendo uma caminhada de 1.770 quilômetros pela Pacific Crest Trail, trilha que atravessa vários estados norte-americanos.

O filme tem cenas dolorosamente aflitivas, como quando ela arranca uma unha do dedo do pé ensanguentado, além de sequências de nudez, sexo e abuso de drogas, em que ela se destaca. Sem maquiagem e alguns quilos mais magra, a atriz dá veracidade a sua personagem, que tem relações sexuais com estranhos e passa a usar heroína. Vista pelos grandes estúdios como loira e bela, Reese já disse que só conseguiu gravar com mais liberdade e ousar nesse nível por ela mesmo ter produzido o filme.

Livre é dirigido por Jean-Marc Vallée, de Clube de compras Dallas, filme que rendeu Oscar de melhores atuações para Matthew McConaughey e Jared Leto. O escritor inglês Nick Hornby, autor de Alta fidelidade, roteiriza essa busca de Strayed pelo autoconhecimento após sofrer a morte de sua mãe e se separar do marido. Num primeiro momento, a trama pode fazer lembrar Na natureza selvagem (2007), filme baseado na história real de Christopher McCandless, um garoto de família rica que largou tudo para se aventurar sozinho no Alasca. Contudo, as jornadas são bem diferentes. McCandless era contra o materialismo, desfazendo-se de toda a grana que tinha: queria viver com o que a natureza lhe oferecia. Já Strayed inevitavelmente encontra a natureza durante sua caminhada, mas ela não lhe é familiar. Pelo contrário. A personagem se apavora com qualquer barulho no escuro, se enoja quando acorda cercada de sapos, e fica feliz quando encontra algum humano fazendo o mesmo caminho que o seu. Isso não faz que o filme seja “para mulherzinhas” ou “água com açúcar”. As jornadas são belíssimas, mas a de Livre acaba sendo a mais acessível para todos que também estiverem precisando de um tempo sozinho para aliviar as ideias.

Cartaz do filme: Livre

Cartaz do filme: Livre

Cheryl Strayed e Reese Witherspoon

Cheryl Strayed e Reese Witherspoon. (personagem real e atriz)

Cena do filme.

Cena do filme.

Cena do filme.

Cena do filme.

Cena do filme.

Cena do filme.

Häagen-Dazs

Adoro sorvetes e desde que conheci os sorvetes da marca Häagen-Dazs, nos Estados Unidos em 2002, virei fã. A qualidade e o sabor do sorvete são excelentes e muito diferente dos sorvetes de marcas brasileiras, que possuem muita gordura e pouco leite. Depois que você provar um Häagen-Dazs não vai mais querer saber de outro sorvete.

Fiquei tão fã dos sorvetes Häagen-Dazs, que muitas vezes jantava ou almoçava sorvete. Trabalhei em um restaurante da rede Denny’s, em Orlando, e costumava passar às noites de trabalho tomando milk-sheik feito com Häagen-Dazs. Quando voltei a morar no Brasil senti muita falta dos sorvetes Häagen-Dazs. Somente anos depois é que a marca chegou ao Brasil, mas eram produtos importados e custavam muito caro, além de serem difíceis de encontrar. Então só comprava os sorvetes de vez em quando para matar as saudades. Em 2011 voltei aos Estados Unidos a passeio e aproveitei para tomar muito Häagen-Dazs. E de novidade encontrei muitos quiosques vendendo milk-sheik da Häagen-Dazs. Sei que me fartei de sorvetes!

Atualmente é fácil encontrar os sorvetes Häagen-Dazs no Brasil e até mesmo aqui em minha cidade, no interior do Paraná, se encontra o sorvete para vender em supermercados e alguns restaurantes. Mas os preços são proibitivos, pois os sorvetes continuam sendo importados e com a alta do dólar seu preço foi as alturas. Então somente de vez em quando me dou ao luxo de provar um delicioso sorvete Häagen-Dazs.

História do Häagen-Dazs

Häagen-Dazs é uma marca de sorvete norte americana, fundada por Reuben e Rose Mattus, no Bronx, Nova York, em 1961. Posteriormente, em 1983, foi vendida para o grupo The Pillsbury Company, que continuou inovando mas sempre mantendo a excelente qualidade, consolidando a empresa no mercado de sorvetes premium.

Contrário às aparências, o nome não é escandinavo. São simplesmente duas palavras feitas para parecerem escandinavas aos olhos americanos (de fato, os dígrafos “äa” e os “zs” são impossíveis em todas as línguas escandinavas). Isto é conhecido pelo marketing industrial como foreign branding, ou seja, marca estrangeira. Mattus incluiu um esboço do mapa da Escandinávia nas primeiras etiquetas, assim como os nomes de Oslo, de Copenhague e de Estocolmo, para reforçar o tema escandinavo. Um nome foi criado invertendo o nome de Duncan Hines (“Huncan-Dines”), um nome em potencial para promover o produto. Quando o negócio não se materializou o nome foi manipulado para soar escandinavo.

A forma de escrita do nome invocam os sistemas da soletração usados em diversos países europeus. O “ä” (um “a” com um trema) é usado na soletração das línguas alemãs, estónias, finlandesas, eslovacas e suecos, letras dobradas da vogal soletra vogais longas em estónio, em finlandês, em holandês, e ocasionalmente o alemão; e os zs correspondem a /ʒ/ (como na visão) em húngaro. Nenhuma destas convenções de soletração é usada para pronunciar o nome do produto americano, que tem um curto a, um g duro, e um som final de s. Um nome real próximo ao inexistente Häagen é o sobrenome Hagen (nome alemão, e nome de cidade alemã). Igualmente carrega uma semelhança ao Den Haag, que é “Hague” em Holandês. Dazs não significa qualquer coisa, mesmo em húngaro apesar do grafema dos “zs”, não tem nenhum significado. A palavra real mais próxima em húngaro é “darázs”, que significa a “vespa”.

Sorvetes Häagen-Dazs.

Sorvetes Häagen-Dazs.

Qiosque da Häagen-Dazs no Prmiuem outlet, em Orlando.

Quiosque da Häagen-Dazs, no Premium Outlet, em Orlando – USA.

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Milk-sheik da Häagen-Dazs.

Meu sabor favorito, Dulce de Leche.

Meu sabor favorito, Dulce de Leche.

Bosque do Papa

Inaugurado em 1980, logo após a visita do Papa João Paulo II a Curitiba, o Bosque do Papa, como é mais conhecido, envolve uma área de 48 mil m², onde existia uma antiga fábrica de velas. É cortado pelo rio Belém e inclui uma reserva de mata atlântica, com mais de 300 araucárias. Um ambiente agradável acolhe os visitantes do Bosque.

O Memorial da Imigração Polonesa, em Curitiba, está instalado nas clareiras do Bosque. Reconstitui-se o ambiente em que viveram os pioneiros imigrantes poloneses, que chegaram em Curitiba por volta de 1871. É um museu ao ar livre que traduz a luta, as crenças, as tradições e estilo de vida daqueles imigrantes.

Sete casas construídas pelos poloneses, com troncos de pinheiro encaixados, foram transportadas do entorno de Curitiba para o Bosque. Calçadas de pedra, equipamentos e utensílios usados pelos poloneses, como uma carroça e uma pipa de azedar repolho, são expostos para visitação.

Realiza-se anualmente, no Bosque do Papa, eventos culturais de tradição polonesa, como a Swieconka (Benção dos Alimentos), no Sábado de Aleluia e a festa de Nossa Senhora da Czestochowa, em agosto.

A Casa dos Troncos, uma construção de imigrantes poloneses de 1883, doada e relocada para o Bosque, foi transformada na Capela de Nossa Senhora de Czestochowa, em homenagem à padroeira da Polônia.

O Bosque também conta com trilha ecológica, ciclovia, palco, loja de artesanato e uma casa de chá, ao estilo polonês.

Fonte: http://www.curitiba-parana.net

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Túnel do Tempo: Kart indoor

Essa foto é de meados do ano 2000. Na época era moda corridas de kart indoor e em Curitiba existiam vários locais para tal prática esportiva. Vez ou outra eu costumava correr de kart e até que era um bom piloto. Tinha uma tática boa, principalmente na tomada de tempo, quando os demais corredores ficavam se matando entre si e eu largava por último e ia devagar na primeira volta, até ter pista livre e fazer um bom tempo. Em todas ás vezes que corri larguei na pole position, graças a tal tática.

No dia dessa foto também saí na pole e na corrida disputei a liderança com meu amigo Mauricio Arruda. Mas na última volta tive um momento de Rubens Barrichello, onde a tampa do combustível caiu e a gasolina vazou, caindo no pneu do kart e me fazendo rodar na pista. Daí o Mauricio me ultrapassou e venceu a corrida! E além de ser derrotada na última volta, ainda fiquei todo sujo de gasolina e com as costas um pouco queimada por culpa da gasolina quente que espirrou em mim. Como compensação a dona da pista me deu dois ingressos grátis, mas dali uns dias quando fui utilizá-los, a pista de kart tinha fechado. Depois desse dia nunca mais corri!

E desse dia lembro bem do Marcelo Romeiro, que passou mais tempo batendo nos pneus e rodando na pista, do que propriamente correndo. Nunca vi um corredor de kart fazer tantas barbeiragens…

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Kart indoor. (Curitiba/2000)

O metrô de Nova York pela lente de Vander Dissenha

A última postagem que fiz aqui no blog, foi sobre “O metrô de Nova York pela lente de Stanley Krubrick”. Então aproveito para fazer esta postagem sobre o metrô de Nova York, através de minha própria lente. São fotos de 2003 e 2011. Ás de 2003 são fotos tiradas ainda com uma câmera de filme, e ás de 2011 com uma câmera digital. Dá para perceber que a qualidade das fotos digitais são melhores!

Conheci pouca coisa do metrô de Nova York, pois ele é enorme. Mas mesmo assim conheci muita coisa do metrô, pois fiz algumas viagens longas e também parei em várias estações. Andar de metrô em Nova York é uma experiência interessante, onde você vê muitas pessoas diferentes e situações inusitadas. Algumas vezes ao andar de metrô em Nova York, eu me sentia dentro de um dos muitos filmes que assisti e que tinha como cenário algum trem ou estação do metrô nova-iorquino.

Estação Chambers Street. (2003)

Estação Chambers Street. (2003)

Trem passando. (2003)

Trem passando. (2003)

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Maquinista. (2011)

Trem passando. (2011)

Trem passando. (2011)

Estação da 59 Street. (2011)

Estação da 59 Street. (2011)

Estação da 59 Street. (2011)

Estação da 59 Street. (2011)

Interior de um vagão. (2011)

Interior de um vagão. (2011)

Catracas. (2011)

Catracas. (2011)

Vander, na estação da 42 Street. (2011)

Vander, na estação da 42 Street. (2011)

O metrô de Nova York pela lente de Stanley Kubrick

Estive algumas vezes no metrô de Nova York e a única imagem que vi, parecida com as das fotos, foi da mulher esperando o trem na Estação Canal. O restante mudou muito!!

É bem provável que você só conheça Stanley Kubrick por filmes como Laranja Mecânica e 2001: Uma Odisseia no Espaço. Afinal, ele foi simplesmente um dos maiores nomes do cinema no último século. Mas o que pouca gente sabe é que ele também já ensaiou uma carreira como fotógrafo.

Foi assim que, quando tinha apenas 17 anos, ele entrou no metrô de Nova York para fotografar o cotidiano dos seus usuários para a revista Look Magazine. Isso foi em 1946, quando as técnicas de fotografia ainda o obrigavam a esperar o metrô parar em uma estação para que a foto não saísse tremida.

O jovem Kubrick passou duas semanas andando de metrô para fazer as fotografias que você vê abaixo, todas com luz natural. O resultado é um ensaio que mostra um pouco do dia a dia nova-iorquino em um período em que smartphones davam lugar aos jornais nas mãos dos trabalhadores da cidade.

Fonte: http://www.vivimetaliun.wordpress.com

© Stanley Kubrick

© Stanley Kubrick

© Stanley Kubrick

© Stanley Kubrick

© Stanley Kubrick

© Stanley Kubrick

© Stanley Kubrick

© Stanley Kubrick

© Stanley Kubrick

© Stanley Kubrick

© Stanley Kubrick

© Stanley Kubrick

© Stanley Kubrick

© Stanley Kubrick

© Stanley Kubrick

© Stanley Kubrick

Túnel do Tempo: Usina Mourão

No Túnel do Tempo de hoje, uma foto da Usina Mourão, que fica há cinco quilômetros de Campo Mourão. Essa foto é do ano que nasci, 1970 e mostra a recém terminada Usina Mourão. Na foto a estrada asfaltada ainda não estava terminada, nem a nova ponte.

É visível a cachoeira que hoje faz parte do Parque Estadual Lago Azul. Na foto aparecem poucas árvores, no local que sofreu uma grande mudança para melhor e foi bastante arborizado, tendo se tornado um Parque Estadual e área de preservação permanente.

Usina Mourão (1970).

Usina Mourão (1970).

Eu e o Oscar

Ainda falando sobre o Oscar aqui no blog, já tive a oportunidade de ver algumas estatuetas do Oscar ao vivo e a cores. Foi em 2011, em Orlando, em um dos parques da Disney. Foi no Disney’s Hollywood Studios. Lá estão em exposição alguns dos muitos Oscar’s que a Disney ganhou com animações e com filmes. Para mim foi uma experiência muito gratificante, pois desde criança gosto de filmes e acompanho anualmente a entrega do Oscar.

Alguns dos Oscar’s ganhos pela Disney.

Oscar pelo filme "O Patinho Feio" (1939).

Oscar pelo filme “O Patinho Feio” (1939).

Vander e os Oscar's.

Vander e os Oscar’s.

Morte de José Rico

Esse ano não teve um início muito bom, pois algumas pessoas conhecidas faleceram nos dois primeiros meses do ano. E agora acontece o falecimento de uma pessoa que não era “conhecida”, mas que eu admirava desde criança. Faleceu ontem o cantor José Rico, da dupla Milionário & José Rico. Desde meus cinco anos de idade eu ouvia as músicas da dupla e ainda sei a letra de muitas delas. Meu pai era caminhoneiro e nas viagens que fazia com ele quando criança, era o tempo todo ouvindo Milionário & José Rico no toca fitas do caminhão. Foi graças a essa dupla que comecei a gostar de música sertaneja, estilo que gosto até hoje e o qual é praticamente o único estilo de música que costumo ouvir.

Tive o privilégio de assistir a dois shows da dupla Milionário & José Rico. Um foi em 1992, aqui em Campo Mourão, na rua, há duzentos metros de onde moro. E o outro foi na cidade de Peabiru, em agosto de 2011, numa noite muito gelada em plena praça pública. José Rico viveu muitos anos no Paraná, na cidade de Terra Rica. Ele tinha uma fazenda aqui na região, na cidade de Ubiratã, onde costumava promover anualmente um torneio de futebol suíço. No último dia 22 ele esteve em Ubiratã promovendo tal torneio.

O cara tinha uma voz como poucos e vai deixar saudades! Ele nasceu pobre e comeu o pão que o diabo amassou para subir na vida e fazer sucesso. Foi um dos raros casos nesse país, onde a pessoa saí da miséria e atinge a riqueza pelo próprio talento, sem precisar roubar ou participar de “esquemas”. Que descanse em paz! E com certeza parte de minha infância parte com ele…

José Rico 1946/2015. (Foto UOL)

José Rico 1946/2015. (UOL)

José Rico, nome artístico de José Alves dos Santos, nasceu em Pernambuco, em 29 de junho de 1946. Por ter sido criado na cidade de Terra Rica, no estado do Paraná, desde os dois anos de idade, José Rico acabou adotando, e registrando em cartório, o nome José Rico Alves dos Santos, em homenagem à cidade onde viveu sua infância.

Além de cantar, José Rico se destacou como compositor. É de autoria dele a canção Estrada da Vida, lançada em 1977 no quinto álbum da dupla. Em atividade desde os anos 70 (em que pese curta separação de 1991 a 1994), a dupla Milionário & José Rico gravou 28 álbuns.images57IA3Y7Z

LP que marcou minha infância.

LP que marcou minha infância.

As várias faces da dupla.

As várias faces da dupla.

Show na cidade de Peabiru, 20/08/2011.

Show na cidade de Peabiru, 20/08/2011.

José Rico na região de Ubiratã, em 22/02/2015. (Foto: Boca Santa)

José Rico na região de Ubiratã – Pr, em 22/02/2015. (Foto: Boca Santa)