Chaplin

Esse texto a Andrea me enviou e achei muito legal, uma mensagem muito interessante.

A vida me ensinou…
A dizer adeus às pessoas que amo, sem tirá-las do meu coração;
Sorrir às pessoas que não gostam de mim,
Para mostrá-las que sou diferente do que elas pensam;
Fazer de conta que tudo está bem quando isso não é verdade, para que eu possa acreditar que tudo vai mudar;
Calar-me para ouvir; aprender com meus erros.
Afinal eu posso ser sempre melhor.
A lutar contra as injustiças; sorrir quando o que mais desejo é gritar todas as minhas dores para o mundo.
A ser forte quando os que amo estão com problemas;
Ser carinhoso com todos que precisam do meu carinho;
Ouvir a todos que só precisam desabafar;
Amar aos que me machucam ou querem fazer de mim depósito de suas frustrações e desafetos;
Perdoar incondicionalmente, pois já precisei desse perdão;
Amar incondicionalmente, pois também preciso desse amor;
A alegrar a quem precisa;
A pedir perdão;
A sonhar acordado;
A acordar para a realidade (sempre que fosse necessário);
A aproveitar cada instante de felicidade;
A chorar de saudade sem vergonha de demonstrar;
Me ensinou a ter olhos para “ver e ouvir estrelas”,
embora nem sempre consiga entendê-las;
A ver o encanto do pôr-do-sol;
A sentir a dor do adeus e do que se acaba, sempre lutando para preservar tudo o que é importante para a felicidade do meu ser;
A abrir minhas janelas para o amor;
A não temer o futuro;
Me ensinou e está me ensinando a aproveitar o presente,
como um presente que da vida recebi, e usá-lo como um diamante que eu mesmo tenha que lapidar, lhe dando forma da maneira que eu escolher.

Charles Chaplin

 

Chaplin

 

Dissenha

Dissenha não há o que os detenha!”

Essa frase é da tia Wyntia (ou Cintia, como ela prefere ser chamada). E ela tem razão, pois os Dissenha são fortes, não são de desistir quando querem uma coisa, parece que isso está no sangue. Podemos ás vezes desanimar, chorar, quase nos entregar, mas logo nos recuperamos e ressurgimos ainda com mais força de vontade, batalhando por aquilo que desejamos e queremos conquistar.

W@gão em Israel

A segunda “parada” do W@gão em suas “fast” férias, foi em Israel. Entre muitos lugares, ele visitou o Monte das Oliveiras, lugar importante para a história do cristianismo.

Monte das Oliveiras (Israel - 28/04/2010)

Muro das Lamentações (Israel - 29/04/2010)

Santo Sepulcro (Israel - 29/04/2010)

W@gão na Alemanha

Meu Brother está curtindo breves e intensas férias. Seu passeio iniciou em Frankfurt, na Alemanha. Em 2002 estive nessa cidade mas foi de passagem, então não conheci muita coisa. O W@gão pôde passear um pouco e conhecer belos lugares da cidade. Ele tinha me convidado pra ir junto nessa viagem, mas não teve jeito de ir, principalmente por culpa de minha hérnia de disco que ainda não me deixa caminhar muito e dói a beça.

Estação Central de Frankfurt (26/04/2010)

Câmara Municipal de Frankfurt

Centro de Frankfurt

Churrasco

Sábado teve churrasco lá no conjunto onde minha amiga Sonia mora. O pessoal da JID Centro estava lá e “rolou” um breve e interessante momento de louvor. Depois nos acabamos de comer e ficamos separados em dois grupos, algo que ocorreu de uma forma natural. De um lado os mais jovens e de outro os mais velhos (eu incluso) relembrando os antigos Congressos, Convenções, Interamericanos, tantas viagens, tantas amizades e principalmente tantos namoros. Depois que o pessoal foi embora, fui com Sonia, Carmen e Lavi até o AP da Sonia e ficamos conversando até ás duas da madruga.

Momento de Louvor

Comida, comida!!!

Lavi, Carmen e eu, conhecendo a cozinha da Sonia.

Fazia frio, então todos juntinhos pra esquentar.

Vida

Vida

Já perdoei erros quase imperdoáveis,
tentei substituir pessoas insubstituíveis
e esquecer pessoas inesquecíveis.

Já fiz coisas por impulso,
já me decepcionei com pessoas
que eu nunca pensei que iriam me decepcionar,
mas também já decepcionei alguém.

Já abracei pra proteger,
já dei risada quando não podia,
fiz amigos eternos,
e amigos que eu nunca mais vi.

Amei e fui amado,
mas também já fui rejeitado,
fui amado e não amei.

Já gritei e pulei de tanta felicidade,
já vivi de amor e fiz juras eternas,
e quebrei a cara muitas vezes!

Já chorei ouvindo música e vendo fotos,
já liguei só para escutar uma voz,
me apaixonei por um sorriso,
já pensei que fosse morrer de tanta saudade
e tive medo de perder alguém especial (e acabei perdendo).

Mas vivi!
E ainda vivo!
Não passo pela vida.
E você também não deveria passar!

Viva!!

Bom mesmo é ir à luta com determinação,
abraçar a vida com paixão,
perder com classe
e vencer com ousadia,
porque o mundo pertence a quem se atreve
e a vida é “muito” para ser insignificante.

* autor desconhecido

PS: Essa copiei do Orkut da Flavia, ex-cunhada. Faço como minhas palavras o que esse autor desconhecido escreveu. E posso dizer que de um mês pra cá, reaprendi o que siginifica ” viver”.

Cópia da minha mão direita.

Para os românticos

Para os românticos

Quando falo em amor, posso deixar transparecer  que também acredito naquele amor dos contos de fadas, aqueles do tipo FELIZES PARA SEMPRE… Não acredito. Entendo que esse é um sentimento complexo e exercê-lo demanda mais que desejo – demanda decisão.

Qualquer relação passa por altos e baixos e isso faz parte. Afinal todos somos humanos e, enquanto tal, erramos, acertamos, ganhamos e perdemos… Até aí tudo bem… A questão é que grande parte de nós – além de não entender o que é uma relação – não amadureceu para tal. Confunde o amor com posse, controle, sofrimento.

Problemas
Entende que viver um relacionamento depende do abrir mão de suas vidas, seus sonhos, seu ser. E essa é a parte que deveria ser melhor analisada… Quando o amor se torna um filme de terror e o sofrer impera sobre qualquer outro sentimento, problema à vista…

Fica óbvio para os outros quando estamos nessa enrascada e, para eles – de fora – é visível que seremos abandonados ou abandonaremos. A relação dá sinais… Você deve conhecer casais cuja tônica da relação é essa – brigas, dor, sofrimento, controle, posse… Não evolui – não sobra espaço ou tempo para um e outro…

Nesses casos nos abandonamos muito antes de deixar o outro ou a relação. Abandonamo-nos porque é o que podemos. Deixamos de lado tudo que somos para viver em função da relação doente, dos sentimentos confusos, dos pensamentos errados.

Tarde demais
Fica tudo mais complexo. Não conseguimos enxergar o quando ou quanto nos abandonamos… Não compreendemos que teremos de lidar com o nosso abandono antes mesmo de compreender o quanto a relação está comprometida. E talvez aí seja tarde demais para os investimos nosso tempo em autoconhecimento, alimentamos nosso físico, mental e emocional – talvez até o espiritual.

É incrível como tudo muda ao redor… Primeiro muda nossa motivação, depois nossa prioridade e, por fim, a relação.

Milagre? Não. O tempo que perdemos controlando o outro é enorme. O tempo que ficamos PARALIZADOS, imaginando porque ele não ligou, porque não veio, porque mentiu, porque não nos ama, por quê?!? É absurdo.

E até nos momentos que deveríamos aproveitar para rever a nós mesmos – aquele chá com as amigas, a terapia, a ginástica –, mesmo nesses momentos únicos, nossos, estamos lá, falando do outro qualificando e desqualificando a relação e isso não leva a nada…

Primeiro porque não vamos entrar na cabeça do outro e tirar de lá o que nem ele mesmo sabe. Segundo porque quando perdemos nosso tempo falando do outro – tiramos de nós a responsabilidade de fazer diferente.

Deixamos de lado nosso poder de fazer e acontecer – com ou sem esse outro… E isso é imperdoável! Cobramos-nos, não nos aceitamos, morremos…

Então? É desse amor distorcido que tenho falado. Um amor que não leva a nada à medida que não é de dois – é de um que cobra e traz para si o remar, a canoa, o rio, a vida e CARREGA LITERALMENTE O OUTRO…

E, dessa forma, não há relação, ou melhor, não há qualquer ser humano que possa deixar de lado o sofrer… A dor é real está lá e não há muito a fazer… Agora viver em sofrimento, bem, esse sim é opcional. Lembre-se: podemos abrir mão dele e de tudo o que nos faz tristes. Até mesmo de um amor do tipo ruim com ele pior sem ele…

Se estiver ruim  não é bom – não faz bem… O convite aqui é para olhar mesmo o que se vive, o que se tem e abrir mão de tudo o que está demais.

Por Sandra Maia 

Ela é autora dos livros “Eu Faço Tudo por Você – Histórias e relacionamentos co-dependentes” e “Você Está Disponível? Um caminho para o amor pleno”, ambos publicados pela editora Celebris.

 

Túnel do Tempo: Nordeste 1998

Esse “Túnel do Tempo” é pra relembrar de uma aventura que fiz junto com minha amiga Carmen, em fevereiro de 1998. Fomos para o Nordeste, de ônibus de linha, convencional. Foram 50 horas de viagem até Recife, duas noites dormidas dentro do busão. O legal foi que no final da viagem todos se conheciam, era a maior animação, até parecia excursão. Na Rodoviária de Recife, na despedida pessoas se abraçavam trocavam endereço, tinha gente chorando.

Essa aventura durou 21 dias, onde nos hospedamos em Albergues da Juventude. Em Pernambuco estivemos em Olinda, Recife, Marinha Farinha, Itamaracá e Porto de Galinhas. Depois fomos para  o Rio Grande do Norte, onde estivemos em Natal, Parnamirin visitando uma amiga e algumas praias e dunas um pouco mais distantes. Então fomos para Alagoas, onde ficamos em Maceió e visitamos lugares próximos.

O bom de ficar hospedado em Albergues é que se conhece muita gente e acabávamos nos juntando para fazer passeios. Por exemplo em Natal juntamos 20 pessoas e alugamos quatro bugs para passear pelas dunas. Em Olinda alugamos uma Kombi para ir até a Ilha de Itamaracá e depois uma Van para ir á Porto de Galinhas. Acabou sendo uma viagem muito divertida, onde conhecemos muitas pessoas e lugares lindos.

Carmen, Vander e Marcia (Olinda - PE 10/02/98)

Praia de Boa Viagem (Recife - PE 12/02/98)

Piscinas naturais (Porto de Galinhas - PE 13/02/98)

Marcia, Vander e Carmen (Porto de Galinhas - PE 13/02/1998)

Coroa do Avião (Ilha de Itamaracá - PE 14/02/98)

Passeio de bug (Natal - RN 17/02/98)

Passeio de bug pelas dunas, com o pessoal do Albergue (Natal - RN 17/02/98)

Passeio de barco (Praia da Pipa - RN 18/02/98)

Praia deserta (Maceio - AL 21/02/98)

Passeio Socrático

Ao viajar pelo Oriente mantive contatos com monges do Tibete, da Mongólia, do Japão e da China. Eram homens serenos, comedidos, recolhidos e em paz nos seus mantos cor de açafrão. Outro dia, eu observava o movimento do aeroporto de São Paulo: a sala de espera cheia de executivos com telefones celulares, preocupados, ansiosos, geralmente comendo mais do que deviam. Com certeza, já haviam tomado café da manhã em casa, mas como a companhia aérea oferecia um outro café, todos comiam vorazmente.Aquilo me fez refletir: ‘Qual dos dois modelo produz felicidade?’

Encontrei Daniela, 10 anos, no elevador, às nove da manhã, e perguntei: ‘Não foi à aula? ‘Ela respondeu: ‘Não, tenho aula à tarde’. Comemorei: ‘Que bom, então de manhã você pode brincar, dormir até mais tarde’. ‘Não’, retrucou ela, ‘tenho tanta coisa de manhã…’ ‘Que tanta coisa?’, perguntei. ‘Aulas de inglês, de balé, de pintura, piscina’, e começou a elencar seu programa de garota robotizada. Fiquei pensando: ‘Que pena, a Daniela não disse: ‘Tenho aula de meditação!’ Estamos construindo super-homens e super-mulheres, totalmente equipados, mas emocionalmente infantilizados.

Uma progressista cidade do interior de São Paulo tinha, em 1960, seis livrarias e uma academia de ginástica; hoje, tem sessenta academias de ginástica e três livrarias! Não tenho nada contra malhar o corpo, mas me preocupo com a desproporção em relação à malhação do espírito. Acho ótimo, vamos todos morrer esbeltos: ‘Como estava o defunto?’.  ‘Olha, uma maravilha, não tinha uma celulite!’ Mas como fica a questão da subjetividade? Da espiritualidade? Da ociosidade amorosa?

Hoje, a palavra é virtualidade. Tudo é virtual.  Trancado em seu quarto, em Brasília, um homem pode ter uma amiga íntima em Tóquio, sem nenhuma preocupação de conhecer o seu vizinho de prédio ou de quadra ao lado! Tudo é virtual. Somos místicos virtuais, religiosos virtuais, cidadãos virtuais. E somos também eticamente virtuais…

A palavra hoje é ‘entretenimento; domingo, então, é o dia nacional da imbecilização coletiva. Imbecil o apresentador, quem vai lá e se apresenta no palco, imbecil quem perde a tarde diante da tela. Como a publicidade não consegue vender felicidade, passa a ilusão de que felicidade é o resultado da soma de prazeres: ‘Se tomar este refrigerante, calçar este tênis, ­ usar esta camisa, comprar este carro, você chega lá!’ O problema é que, em geral, não se chega! Quem cede desenvolve de tal maneira o desejo, que acaba­ precisando de um analista. Ou de remédios. Quem resiste, aumenta a neurose. O grande desafio é começar a ver o quanto é bom ser livre de todo esse condicionamento globalizante, neoliberal, consumista. Assim, pode-se viver melhor. Aliás, para uma boa saúde mental três requisitos são indispensáveis: amizades, auto-estima, ausência de estresse.

Há uma lógica religiosa no consumismo pós-moderno. Na Idade Média, as cidades adquiriam status construindo uma catedral; hoje, no Brasil, constrói-se um shopping center. É curioso: a maioria dos shoppings centers tem linhas arquitetônicas de catedrais estilizadas; neles não se pode ir de qualquer maneira, é preciso vestir roupa de missa de domingo. E ali dentro sente-se uma sensação paradisíaca: não há mendigos, crianças de rua, sujeira pelas calçadas…  Entra-se naqueles claustros ao som do gregoriano pós-moderno, aquela musiquinha de esperar dentista. Observam-se os vários nichos, todas aquelas capelas com os veneráveis objetos de consumo, acolitados por belas sacerdotisas. Quem pode comprar à vista contado, sente-se no reino dos céus. Se deve passar cheque pré-datado, pagar a crédito, entrar no cheque especial, sente-se no purgatório.  Mas se não pode comprar, certamente vai se sentir no inferno…  Felizmente, terminam todos na eucaristia pós-moderna, irmanados na mesma mesa, com o mesmo suco e o mesmo hambúrguer do McDonald… Costumo advertir os balconistas que me cercam à porta das lojas: ‘Estou apenas fazendo um passeio socrático. ‘Diante de seus olhares espantados, explico:’Sócrates, filósofo grego, também gostava de descansar a cabeça percorrendo o centro comercial de Atenas. Quando vendedores como vocês o assediavam, ele respondia: “Estou apenas observando quanta coisa existe de que não preciso para ser feliz!”

**Autor desconhecido

Sócrates

 

Mude

Mude,
mas comece devagar,
porque a direção é mais importante
que a velocidade.
 
Sente-se em outra cadeira,
no outro lado da mesa.
Mais tarde, mude de mesa.
 
Quando sair,
procure andar pelo outro lado da rua.
Depois, mude de caminho,
ande por outras ruas,
calmamente,
observando com atenção
os lugares por onde
você passa.
 
Tome outros ônibus.
Mude por uns tempos o estilo das roupas.
Dê os teus sapatos velhos.
Procure andar descalço alguns dias.
 
Tire uma tarde inteira
para passear livremente na praia,
ou no parque,
e ouvir o canto dos passarinhos.
 
Veja o mundo de outras perspectivas.
Abra e feche as gavetas
e portas com a mão esquerda.
 
Durma no outro lado da cama...
depois, procure dormir em outras camas.
 
Assista a outros programas de tv,
compre outros jornais...
leia outros livros,
Viva outros romances.
 
Não faça do hábito um estilo de vida.
Ame a novidade.
Durma mais tarde.
Durma mais cedo.
 
Aprenda uma palavra nova por dia
numa outra língua.
Corrija a postura.
Coma um pouco menos,
escolha comidas diferentes,
novos temperos, novas cores,
novas delícias.
 
Tente o novo todo dia.
o novo lado,
o novo método,
o novo sabor,
o novo jeito,
o novo prazer,
o novo amor.
a nova vida.
 
Tente.
Busque novos amigos.
Tente novos amores.
Faça novas relações.
 
Almoce em outros locais,
vá a outros restaurantes,
tome outro tipo de bebida
compre pão em outra padaria.
Almoce mais cedo,
jante mais tarde ou vice-versa.
 
Escolha outro mercado...
outra marca de sabonete,
outro creme dental...
tome banho em novos horários.
 
Use canetas de outras cores.
Vá passear em outros lugares.
Ame muito,
cada vez mais,
de modos diferentes.
 
Troque de bolsa,
de carteira,
de malas,
troque de carro,
compre novos óculos,
escreva outras poesias.
 
Jogue os velhos relógios,
quebre delicadamente
esses horrorosos despertadores.
 
Abra conta em outro banco.
Vá a outros cinemas,
outros cabeleireiros,
outros teatros,
visite novos museus.
 
Mude.
Lembre-se de que a Vida é uma só.
E pense seriamente em arrumar um outro emprego,
uma nova ocupação,
um trabalho mais light,
mais prazeroso,
mais digno,
mais humano.
 
Se você não encontrar razões para ser livre,
invente-as.
Seja criativo.
 
E aproveite para fazer uma viagem despretensiosa,
longa, se possível sem destino.
 
Experimente coisas novas.
Troque novamente.
Mude, de novo.
Experimente outra vez.
 
Você certamente conhecerá coisas melhores
e coisas piores do que as já conhecidas,
mas não é isso o que importa.
O mais importante é a mudança,
o movimento,
o dinamismo,
a energia.
Só o que está morto não muda !
 
Repito por pura alegria de viver:
a salvação é pelo risco, sem o qual a vida não
vale a pena!!!!
 
Edson Marques

PS: No dia 24/08/2001 uma pessoa me enviou esse texto por email, com o  título “Um pouco de Clarice”, como se o texto fosse da Clarice Lispector, quando na verdade ele é do Edson Marques (fato que só vim saber agora). Hoje acabei me deparando novamente com esse texto e na hora pensei  na pessoa que me enviou o texto anos atrás. Hoje ela não faz mais parte de minha vida, mas deixou muitas marcas, muita coisa bonita e muitos ensinamentos.  Somente agora estou entendendo muita coisa que ela me ensinou, do que ela me falou e estou tentando mudar o rumo de minha vida, ser um pessoa melhor. Então vai o meu muito obrigado a essa pessoa e tenho certeza que a próxima (ou próximas) namorada que eu tiver deverá agradecer muito a essa pessoa, pois daqui pra frente meus relacionamentos serão muito diferentes, agirei de uma forma diferente do que agi até aqui. E essa forma diferente será para melhor, sem medo de amar, de arriscar, de me comprometer, de ser feliz… 

Clarice Lispector

Sobre a solidão

Uma vez Renato Russo disse com uma sabedoria ímpar: Digam o que disserem, o mal do século é a solidão. Pretensiosamente digo que assino embaixo sem dúvida alguma. Parem pra notar, os sinais estão batendo em nossa cara todos os dias. Baladas recheadas de garotas lindas, com roupas cada vez mais micros e transparentes, danças e poses em closes ginecológicos, chegam sozinhas. E saem sozinhas. Empresários, advogados, engenheiros que estudaram, trabalharam, alcançaram sucesso profissional e, sozinhos. Tem mulher contratando homem para dançar com elas em bailes, os novíssimos personal dance, incrível. E não é só sexo não, se fosse, era resolvido fácil, alguém duvida? Estamos é com carência de passear de mãos dadas, dar e receber carinho sem necessariamente ter que depois mostrar performances dignas de um atleta olímpico, fazer um jantar pra quem você gosta e depois saber que vão “apenas” dormir abraçados, sabe, essas coisas simples que perdemos nessa marcha de uma evolução cega. Pode fazer tudo, desde que não interrompa a carreira, a produção. Tornamo-nos máquinas e agora estamos desesperados por não saber como voltar a sentir, só isso, algo tão simples que a cada dia fica tão distante de nós. Quem duvida do que estou dizendo, dá uma olhada no site de relacionamentos, o número que comunidades como: “Quero um amor pra vida toda!”, “Eu sou pra casar!” até a desesperançada “Nasci pra ser sozinho!”. Unindo milhares, ou melhor, milhões de solitários em meio a uma multidão de rostos cada vez mais estranhos, plásticos, quase etéreos e inacessíveis. Vivemos cada vez mais tempo, retardamos o envelhecimento e estamos a cada dia mais belos e mais sozinhos. Sei que estou parecendo o solteirão infeliz, mas pelo contrário, pra chegar a escrever essas bobagens, mais que verdadeiras é preciso encarar os fantasmas de frente e aceitar essa verdade de cara limpa. Todo mundo quer ter alguém ao seu lado, mas hoje em dia é feio, démodé, brega. Alô gente! Felicidade, amor, todas essas emoções nos fazem parecer ridículos, abobalhados, e daí? Seja ridículo, não seja frustrado, “pague mico”, saia gritando e falando bobagens, você vai descobrir mais cedo ou mais tarde que o tempo pra ser feliz é curto, e cada instante que vai embora não volta. Mais, estou muito brega! aquela pessoa que passou hoje por você na rua, talvez nunca mais volte a vê-la, quem sabe ali estivesse a oportunidade de um sorriso a dois. Quem disse que ser adulto é ser ranzinza? Um ditado tibetano diz que se um problema é grande demais, não pense nele e se ele é pequeno demais, pra quê pensar nele. Dá pra ser um homem de negócios e tomar iogurte com o dedo ou uma advogada de sucesso que adora rir de si mesma por ser estabanada; o que realmente não dá é continuarmos achando que viver é out, que o vento não pode desmanchar o nosso cabelo ou que eu não posso me aventurar a dizer pra alguém: “vamos ter bons e maus momentos e uma hora ou outra, um dos dois ou quem sabe os dois, vão querer pular fora, mas se eu não pedir que fique comigo, tenho certeza de que vou me arrepender pelo resto da vida”. Antes idiota que infeliz!

Autor desconhecido

A esquina onde nasci…

Hoje fiz algo que planejava fazer já faz algum tempo, ou seja, justo no dia em que completava 40 anos, parar em frente ao local onde nasci e meditar um pouco. Nasci em casa, num sábado de outono, entre 14h00min e 15h00min. Meus pais moravam numa casa de madeira, de cor azul, na esquina da Avenida Jorge Walter com Rua Prefeito Roberto Brezinski, em Campo Mourão. Na época a rua não era asfaltada, era de terra vermelha, com muita poeira. Vivi nessa casa por pouco mais de dois anos e por incrível que pareça tenho algumas recordações dela. Isso mesmo! Consigo lembrar de fatos ocorridos quando tinha dois anos de idade. Depois saímos dessa casa e fomos morar em outra casa azul de madeira, também de esquina, mas no bairro Lar Paraná.

No local onde ficava a casa onde nasci, hoje existe o escritório de uma empresa de coleta de lixo, que pertence ao filho de meu padrinho de batismo. E foi em frente a esse escritório que parei ontem e perguntei, “Porque num mundo tão grande eu fui nascer justamente naquela esquina?”. Não obtive a resposta ainda e talvez nunca tenha tal resposta. Mas… se pudesse escolher possivelmente escolheria a mesma esquina onde nasci e a mesma família em que nasci. Tenho orgulho de ser do interior do Paraná, pé vermelho de Campo Mourão e pertencer á família Kreticoski/Dissenha. Nasci numa família pobre mas honrada e desde cedo aprendi a ser uma pessoa boa, correta, honesta e principalmente que um lar pode ser simples, humilde, a família ter alguns problemas, mas se existir amor nesse lar nada mais importa. Não precisa nascer num Castelo ou num Palácio, mas pode ser um simples casebre, desde que exista amor. E quanto a isso não posso reclamar. Nossa família é muito unida, sempre um ajudando ao outro. Tive problemas com meu pai no passado, pois apesar de sermos parecidos em muitos sentidos, temos pontos de vista diferentes e ambos sendo teimosos, os conflitos acabam surgindo. Mas no geral nos damos bem, pois existe amor entre todos.

Depois de meditar um pouco na esquina onde nasci, fiz uma oração e quando percebi as lagrimas rolaram. No mesmo instante o céu também chorou, ou seja, começou a chover.  Então resolvi pegar a estrada rumo a Curitiba e poucos quilômetros depois tive meu melhor presente de aniversário. Apareceu um arco-íris na estrada e umas das extremidades dele terminava justamente na estrada, onde eu tinha que passar. Já vi muitos arco-íris em minha vida, mas nunca tinha visto onde ele acabava. Diz á lenda que no final do arco-íris existe um pote de ouro. Não vi nenhum pote de ouro, mas o tesouro que encontrei foi á felicidade, foi voltar a sorrir, coisas que tinha perdido nos últimos tempos e que agora aos poucos estão voltando para minha vida.

A esquina onde nasci, exatos 40 anos depois.

Av. João Bento, esquina com Rua Roberto Brezinski

foto histórica